quarta-feira, 21 de abril de 2010

Spiridon




Pouco depois de postar esta "viagem no tempo", tive o privilégio de receber do Prof. Mário Machado, uma agradável mensagem sobre o tema e que constitui um testemunho fidedigno de quem viveu por dentro, as dificuldades das primeiras organizações de corridas no País. Com a sua permissão, partilho-a convosco :


Como é bom ver essa foto das primeiras T-shirts... Estávamos em 1983 e havia que lançar tudo pois o terreno estava virgem.

As letras em relevo aveludado foram feitas pelo sistema de flocagem e foi feito em França. Comprei tudo em França com a flocagem inclusive e depois as 400 T-shirts foram transportadas para Lisboa num TIR de um atleta amigo. As inscrições nessas épocas eram gratuítas e tive de chorar o preço com os franceses que francamente não compreendiam como é que se realizavam provas de estrada em Portugal sem inscrições pagas.

Obrigado pela recordação. No meu "arquivo" guardo uma T-shirt igual mas sem mangas (estilo singlet de competição) que usei em algumas provas no estrangeiro pois as letras Portugal chamavam sempre muitos emigrantes a incentivar-me nas Maratonas que fiz lá fora.

Outro detalhe que gostaria de partilhar. A tua primeira Maratona foi aquela que "deu" melhor tempo... Pois é as estatísticas dizem que isto é uma grande verdade para 31% dos Maratonistas mesmo que depois façam muitas maiS Maratonas. A razão não está tanto directamente relacionada com a preparação mas com a determinação e sobretudo o MEDO que regra geral os corredores têm ao fazer a primeira Maratona. Depois nas seguintes sentem-se mais confiantes e ou treinam menos ou aplicam andamentos que nada têm a ver com o seu nível atlético... Será este o teu caso?

Vai aquele abraço
Ciao,

Mário



Relativamente à minha prestação na maratona, concordo em absoluto com o que diz o Prof. Mário Machado : o medo da 1ª, obriga-nos a encarar a prova com um enorme respeito e preparamo-nos mais a sério. Depois de conhecermos a distância "abandalhamos" mais a preparação - pois já sabemos que aguentamos - e depois vê-se o "resultado". Mas continuo a dizer que, para mim, a satisfação de chegar, supera em muito a da marca obtida.
Quero agradecer ao Prof. que se tenha pronunciado sobre a questão e considero uma honra, que o seu testemunho possa figurar aqui no "cidadão".

5 comentários:

Vitor Veloso disse...

Olá Fernando,
Esse e o meu caso, gostava e quero muito participar numa Maratona mas tenho aquele "medo". Bem sei que a preparação e fundamental, pelas minhas perspectivas a minha estreia vai ser no "Porto"!!! Penso eu, se tudo correr bem ate lá!!!
Grande abraço
Vítor Veloso

joaquim adelino disse...

Bem merecido a homenagem que ambos prestam um ao outro, ao fim de 27 anos tantas histórias estão ainda por contar.
Abraço.

Rui Pena disse...

Boas Fernando,

Gostei de conhecer estas histórias... obrigado.

Rui Pena

jefhcardoso disse...

Olá Fernando! Esta semana estou divulgando uma “nova” postagem. Trata-se de um conto; que na verdade vem a ser uma reedição de meu blog. Sua postagem original ocorreu em 13.02.09; sendo esta a minha terceira postagem no blog. Naquela ocasião este texto não recebeu nenhum comentário. O texto é “O Sr. e o Dr.”. Espero que você, tendo um tempinho, o aprecie.
Um grande abraço, minha gratidão antecipada!

Jefhcardoso do http://jefhcardoso.blogspot.com

Jorge Branco disse...

Velhos tempos!
Estou a ficar piegas!
Só quem andou por lá (eu comecei em 80 a dar as pernas) é que pode sentir um arrepio na “espinhela” ao ler este post!
Mário devias publicar uma foto do velhino UMM ou do ainda mais histórico 4L quase ninguém sabe o que a corrida a pé lhes deve!