A minha Lista de blogues

domingo, 23 de maio de 2010

O IV Encontro Blogger




Seja a Vila Poema, pois então,
O palco dos blogueiros atletas.
Uma Vila de história e tradição
E onde viveu o maior dos poetas.
Aqui sob o comando do Romão
(Dos primeiros, aí, a cortar metas)
Virão dos vários pontos do País
Correr e Patuscar e...ser feliz.

terça-feira, 18 de maio de 2010

III Meeting Blogger

Com o Joaquim Adelino, lendo a mensagem do Prof. Mário Machado
Agora com a ajuda do Orlando Duarte ( para dar um bocadinho de descanso à Susana)

Novo amigo 1 -Joaquim Ferreira


Novo amigo 2 -Jorge Branco



Novo amigo 3 - Pedro Ferreira




e Nuno Romão - que assumiu as operações do IV Meeting Blogger, a realizar em Constância, no dia 23 de Abril de 2011
É verdade que eu tinha prometido falar do III Meeting blogger, no texto que antecede mas, como já terão reparado, coloquei-o no Corridas e Patuscadas e não vale a pena duplicar o palavreado. Deixo-vos umas fotos que também já foram vistas noutros sítios. Como as "notícias dos outros" também as fotos que vos mostro são em 2ª mão. E felizmente, há uma reportagem fotográfica de grande qualidade noutros blogues.
As Fotos aqui apresentadas são da Isabel Almeida que tem muitas mais.
E o Joaquim Ferreira, também.









domingo, 16 de maio de 2010

II Meia Maratona da Areia

O Pódium Feminino : Susana Adelino/Lúcia Oliveira e Rute Matos

O Pódium Masculino : José Gaspar, Nuno Romão e Helder Ferreira

A Meia Maratona da Areia, realizada hoje, na Costa da Caparica, é daquelas que tem um potencial de crescimento enorme. Bem sei que há gente que não morre de amores por correr na areia, mas quantos se mantêm com esta ideia só porque nunca experimentaram?

Já se sabe que, por muito boa que seja a organização – e tem-no sido – trata-se de um tipo de percurso que pode ser muito condicionado pelo estado da maré, pela maior ou menor regularidade do piso, pelo vento. Aqui não pode a Organização ter qualquer papel. Mas naquilo que pode, tem sido evidente o empenho que todo o pessoal de O Mundo da Corrida, bem conhecedor dos problemas mais sentidos pelos corredores, tem dedicado a esta Prova e, por ter de se desdobrar nas várias funções, se vê impedido de participar num evento que estava feito à sua medida.

O Mundo da Corrida dá a voz a quem corre, corre e faz correr, com as suas organizações, o que é merecedor dos mais sinceros parabéns.

Esta foi, de facto, uma prova excelente: dorsais personalizados (e com facilidade na entrega) ; km marcados, abastecimentos suficientes (embora, no primeiro, dada a maior aglomeração de atletas, justificasse mais mesas de apoio), chegada com água, fruta e isotónico, originais prémios de presença, som ambiente e uma locução de grande qualidade, massagem para quem quis. Os prémios aos 3 primeiros de cada categoria, constituídos por lindíssimas peças de cerâmica de artesanato com decorações alusivas à praia. Também houve impressionantes demonstrações de yoga (que só de olhar, “sentia” o meu pobre esqueleto a partir-se todo) e aconselhamento de calçado de corrida, levado a cabo pelo experiente e competente Paulo Silva (Dr.Pé).

Cresceu em relação à primeira edição, mas gostaria que tivesse crescido mais, pois merece-o.

Pela minha parte, tudo farei para divulgá-la e recomendá-la a todos os meus amigos corredores.

Relativamente à minha prestação, fiz o tempo de 1,45,35, ou seja, mais 3 minutos que no ano transacto, justificado talvez pelo facto de o piso estar um bocadinho mais “manhoso”. Os resultados completos estão aqui.

Seguiu-se o 3º Meeting Blogger, com a participação de duas dezenas de corredores blogueiros e seus acompanhantes, que constituíu um bom momento de convívio, a que irei referir-me no próximo apontamento.

domingo, 9 de maio de 2010

À nossa volta

À partida (só falta o fotógrafo )

Azenha do "Janeca" (que foi do meu avô e dos meus tios)


Descendo a calçada romana

A ponte romana Como funciona a azenha
O "Inferno"... (é mesmo o nome deste compartimento)
...e o "Paraíso"
No final da jornada




Esta manhã, mais uma vez, realizámos uma caminhada, ou melhor, passeio pedestre em que não era a velocidade da marcha que contava, mas sim o desfrutar, em grupo, de paisagens que estão a dois passos de casa e têm permanecido “escondidas” dos nossos olhos só porque, influenciados por qualquer coisa que nos escapa, temos dado mais atenção aos grandes elementos turísticos sobejamente conhecidos e esquecemo-nos que a vida gira em torno das pequenas coisas, que são as nossas, que estão à mão e podem, se quisermos, equiparar-se-lhes. Houve alguém que disse que “ser-se rico não é ter-se muito, mas é ser-se feliz com o que se tem”. Concordo plenamente.

Foi-me dada a oportunidade de escolher o traçado deste passeio que teria como destino, o mesmo local do anterior, ou seja, a Praia da Samarra, saindo de S. João das Lampas.
Obviamente, não fomos pelo caminho mais curto, pois tinha em mente, caminhar, ao longo de cerca de 6,5km, o mais possível junto da Ribeira da Samarra, cuja bacia hidrográfica é a 2ª maior do Concelho de Sintra, “colectando” a água de cerca de 23km2 de território.

Esteve uma manhã “espectacular”, apesar da véspera ter sido chuvosa, assim como a noite e a madrugada. Mas isso não afugentou uma dezena de amigos de porem pés ao caminho, quando pouco passava das 9,30, conforme estava combinado.

Saídos de S. João das Lampas, rumámos para poente, na direcção da “Ponte da Azenha” no Caminho da Fonte da Bolembre. Alguns já conheciam aquele local que tem estado a ser recuperado pelo proprietário da azenha. É um local bonito, embora a água turva que corria, sinal da muita chuva que acabara de caír (?), lhe tivesse retirado alguma da beleza que revelou noutras ocasiões. Inflectimos uns metros e seguimos, pela encosta poente do Vale Figueiro, sempre com a ribeira debaixo de olho, até que chegámos à Azenha da Fonte da Pipa, que beneficiou, recentemente de obras de restauro, mostrando-se um local bastante aprazível. A velha ponte mourisca, de lage assente em “cachorros” de pedra , tinha “perdido” uma dessas lages que; à falta de melhor, vai sendo substuída por madeira . Aqui, já a ribeira tinha acolhido a confluência da Ribeira Nasce Água que lhe engrossou o caudal.

Subimos, depois para o “castelo” de Catribana, onde não se vê qualquer castelo mas, dizem os antigos e os registos da Câmara de Sintra, que houve nada menos que dois, localizados, estrategicamente, por forma a abrangeram no horizonte de quem lá estivesse, uma vasta área. Restam deles, uns amontoados de pedras, cuja ligação com tais origens, à luz do que sei, está por demonstrar.

Descemos, a Calçada Romana, ou o que resta dela, pois, tratando-se de património classificado, não se vislumbram sinais de qualquer preocupação em protegê-la, o mesmo acontecendo em relação à ponte que está lá em baixo, feita também pelos romanos. Passa despercebida pois está oculta pela vegetação e, pior que isso, ameaça ruir, pois as raizes das eras assumiram uma espessura enorme, o que aumenta as fissuras entre as pedras e altera o seu equilíbrio. Haja quem ponha mão nisto, antes que se percam totalmente estes vestígios históricos de que nos orgulhamos. Não venham, depois, as autoridades, lamentar-se.

Passámos, de seguida, por Catribana e daí, prosseguimos até à Samarra.
À nossa espera estava o nosso amigo Renato Azenha, proprietário da azenha da Samarra, que teve a feliz ideia de a recuperar e pôr a funcionar, mesmo tendo de lutar contra entraves patetas que lhe foram colocados por organismos que não faziam ideia de que a Praia da Samarra sem ela, como diz o anúncio, não era a mesma coisa.

Amavelmente, mostrou-nos o funcionamento da azenha onde, nos seus tempos de rapaz, aprendeu a arte que, com esta feliz recuperação, revela não querer deixar morrer. Explicou-nos tudo. Com naturalidade falava nos nomes de cada um dos componentes e respondeu a perguntas. Sabem o que é o “cadelo”?eheheheh. Para a próxima explico.

Faltava só agradecer ao Renato a gentileza de ter retardado a hora do almoço para nos receber e regressar a casa... de carro.

Por mim, gostei e penso que todos gostaram. No fundo, estes passeios são uma variante mais “soft” da minha querida Corrida.

Venha o próximo, que parece que “mete febras” .

sexta-feira, 7 de maio de 2010

1º de Maio


(Foto de José Gaspar-AMMA)
Este é o meu 1º de Maio (1º texto, diga-se) pois, desavergonhadamente, deixei passar uma semana para vir aqui dizer alguma coisa sobre a Corrida do 1º de Maio, na distância de 15km, que tanto gosto de fazer.
Como sempre, à entrada do estádio, há oportunidade para encontrarmos amigos e arranjarmos maneira de o tempo passar rápido até ao sinal da partida.
Ao contrário dos anos anteriores, desta vez – e muito bem - a partida foi no interior do estádio. De facto, fazia-me uma certa confusão que esta prova, que até tem o nome do estádio, não utilizasse as suas instalações para que a partida se fizesse no seu interior, reservando-se apenas para a chegada.
Boa nota merece esta alteração. De resto, o percurso foi igual, visitando o coração da cidade e regressando, subindo a Almirante Reis que, sempre faz os seus “estragos.”
Cheguei ao final com o tempo de 1,08,40. Sempre foi menos qualquer coisa que nos 15 km da Corrida dos Sinos, há 3 semanas.
No próximo Domingo... vai uma caminhadazinha pelo campo, antes da II Meia da Areia.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

O Ocaso







Em 1 de Abril de 2008, coloquei aqui no blogue, um texto nostálgico a que chamei "A Agonia do Velho Moinho".


A propósito das celebrações do Dia dos Moinhos, ocorrida há dias, lembrei-me dele, desarquivei-o e achei que se o tornasse público no Jornal de Sintra, seria uma boa forma de prestar homenagem ao Vitor Hugo, o moleiro resistente, velho amigo, a quem a idade e a saúde, lhe tinham colocado um ponto final no ofício de muitos anos.


A falta de espaço, atrasou a sua publicação para outra edição do semanário, conforme me informaram. Quase ao mesmo tempo, informaram-me também que o Vitor Hugo, que eu não via há alguns meses, estava a ser sepultado!


Descansa em paz amigo. E que as velas do moinho "apanhadas" por ti, possam, em tua memória, voltar a segurar o vento, girando ao som dos búzios do cordame. Assim surjam mãos sábias como as tuas.


terça-feira, 27 de abril de 2010

XXXIII Maraton Popular de Madrid


Sinais dos tempos

Gosto de fazer a Maratona de Madrid e a prova disso é que, desde 2002, esta foi a minha 6ª participação nesta Grande Prova.

Fazendo uma apreciação muito pessoal do evento, acho que as coisas boas que teve, já estiveram melhores. E as más, são questões de pormenor, mas que devem merecer mais atenção. Sinais dos tempos.

Com a introdução de uma Prova de 10 mil metros, foi notória a necessidade de impressionar os patrocinadores com uma “ boa fotografia” pois seria importante ter xis atletas em prova. Ora, sabemos que existem várias provas que já nasceram com este “figurino”. Mas esta, ao cabo de 33 edições em que a tal “boa fotografia” era , orgulhosamente, obtida à conta de maratonistas, em minha opinião ficou desfavorecida com esta solução. É maior a quantidade de atletas, mas menor a quantidade de maratonistas.

O kit de corredor também me pareceu mais fraquito. Davam-nos um saco que haveria de ficar completo com a t-shirt da prova. Para surpresa, esse saco continha um compressor para encher as rodas das bicicletas ! (É verdade que na maratona , às vezes nos falta o ar, mas não era caso para tanto,eheheh). A t-shirt, que até é gira, é enorme e não havia outro tamanho.

Os balões marca-passo para os diferentes andamentos, estavam todos juntos na linha da frente. Exceptuando um (das 3,15) que escapou antes do tempo e subiu(!) todos os outros “desapareceram” na frente da corrida. Nem o das 4h consegui ver mais.

A animação ao longo do percurso, principalmente na 1ª parte, não se notou e na 2ª, lá vimos umas gaitas de foles, uma camioneta da coca-cola com músicos e pouco mais. Já foi muito melhor conforme se pode ler em comentários que fiz nas edições anteriores.

Os abastecimentos foram suficientes. Água em cada 2,5km; água e isotónico em cada 5km. Não lhe ficaria mal que, na 2ª metade, houvesse, pelo menos um abastecimento de sólidos, pois muitos atletas contam com isso. Porém, nesta maratona tal abastecimento não tem sido habitual.

Percurso : aí, ano após ano, temos verificado algumas alterações mas, seja ele qual for, a orografia da cidade obriga a prolongadas subidas – que, de uma forma geral, são suaves, mas que “ganham inclinação” na razão directa do cansaço. Mas há também as descidas...

Mas o que é isto ???! só estou a pôr defeitos !?

Nada disso ! Muito bom ambiente, bom trato por parte dos organizadores, muito público em pontos-chave do percurso, uma boa zona de chegada num dos lugares mais aprazíveis da cidade, uma bonita medalha, muita água, sumos e fruta . Talvez não me tenha provocado o “deslumbramento” que já lhe conheci, mas aí posso ser eu que estou a tornar-me “exigente” para me “deslumbrar”.