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segunda-feira, 17 de março de 2014

24ª Meia Maratona de Lisboa

Antes (com a Sofia e António Guedes,Sandra Martins e Nuno Espírito Santo)

Depois (com Nelson Alegre e o Francisco Ferreira)


Tenho amigos que não alinham na Meia Maratona de Lisboa porque não gostam de confusões. É muita gente, apanha-se uma grande seca, não se consegue correr no início da Prova. Respeito. É legítimo que se sintam melhor optando por outros destinos onde encontrem ambientes mais pacatos, onde se sintam mais livres e não “acorrentados” no meio de uma multidão de 38 mil almas.
Pessoalmente, é sempre com um enorme prazer que ali estou no meio daquela gente toda que, pelo menos por um dia, se submete ao poder da Corrida. Apreciar o trabalho de quem teve que coordenar toda a complexa logística que uma prova destas implica, é também um enorme atractivo. Um trabalho gigantesco que, naquilo que observei, foi efectuado sem grandes falhas. Aliás, e por justiça, devo dizer, sem falhas, se considerarmos impossível a perfeição na orientação de 38 mil. Apenas o escoamento após a chegada foi pouco célere, por distracção dos seguranças (?) que deixaram apenas uma cancela aberta para evacuação de toda aquela gente que se acumulava, mas que foi resolvido, abrindo outras cancelas.
Em relação a anteriores edições, a animação esteve excelente, com várias bandas ao longo do percurso. Os abastecimentos também estiveram à altura.
Uma prova com 38 mil pessoas a correr constitui uma enorme Festa do Desporto, a celebração da Modalidade, na “Catedral da Corrida” que é a Ponte.
Eu, que sempre achei que a Modalidade deveria ser promovida para que cada vez fosse maior o número de praticantes, não me sentiria bem que, atingido esse objectivo, me pusesse agora de lado. Estive lá e gostei muito. E voltarei a estar sempre que a saúde mo permita, mesmo que sob pseudónimo, como foi o caso deste ano (Pedro Sousa -dorsal 6023).
Quanto à prova que fiz, não foi má : rápido até aos 5Km; abrandamento até aos 15, a que se seguiu a  recuperação de ritmo. Termino com o cronómetro da meta a indicar 1.45.34 (1.44.14), na 2074ª posição. Em 2013, fiz 1.46.05 (2142º).


domingo, 2 de março de 2014

"Meia" de Cascais

Por volta do Km 13 (foto tirada pelo Luis Parro)

Numa organização do CCD do Município de Cascais, com o apoio técnico da HMS Sports Consulting, Ldª, decorreu esta manhã, mais uma edição da clássica 20 Km de Cascais.
Sem querer ser má língua, mas porque estou habituado a que a HMS nos brinde com excelentes organizações, confesso que esperava mais.
Estiveram, pelo que diziam, 4000 atletas (não sei se incluía a Rapidinha), um número que, comparado com aqueles a que a HMS está habituada, até é modesto. E porque é que eu digo isto? Porque a entrega dos dorsais esteve muito demorada: estava a chegar a hora da partida e a fila ainda era enorme; o acesso às portas das zonas de partida, estava congestionado; a t-shirt, ao contrário do que é tradicional nesta prova, não trazia gravados os nomes dos participantes da edição anterior; Esta edição, por ser da responsabilidade técnica de outra entidade (penso eu) não estava numerada, como se os 20 Km de Cascais começassem de novo, deitando fora um historial de 30 anos ou coisa parecida; por último, intencionalmente ou por negligência, a prova tinha 21 KM, sem que os atletas tivessem sido avisados (corria o rumor de que se tinha tratado de uma partida de Carnaval).
Sei também que a HMS saberá reconhecer os erros que teve, mas, repito, pela experiência que tem em organizações brilhantes, deveria ter encarado esta Prova com mais atenção, tanto mais que, ao ganhar a Prova à Xistarca, mais ainda justificaria apresentar um trabalho à altura do que sabe fazer.
Tudo o resto foi bastante positivo -e seria injusto chamar a atenção apenas para os aspectos negativos : grande número de casas de banho disponíveis; zona de partida e chegada bem decorada; bom som ambiente;  abastecimentos nos lugares próprios (excepção feita ao 1º deles em que muitos dos atletas foram “fintados”, pois havia placas a pedir aos atletas dos 20 Km que encostassem à esquerda e o abastecimento estava somente no lado direito, pelo que muitos ficaram privados de se hidratar.
Ao passar a placa do Km 16, ouvi um colega dizer para outro, que ali deveria ser o Km 17. Ainda pensei que fosse brincadeira, pois, como corro sem relógio, não me apercebi que aquele Km tinha sido “mais comprido”.
Só pelo tempo final e pela forma como a prova me decorreu (fi-la de trás para a frente, tendo começado atrás do marcador dos 6’/km e, ao 14º Km passei o marcador dos 5’/km) é que vi que aquele tempo seria mais de meia maratona do que de 20 Km, ainda por cima, quando sabia que não tinha andado muito mal, principalmente na 2ª metade da prova.


No último Km notei que me estava a aproximar do meu colega da ACB, Virgílio Madeira, que ia em quebra e, incentivado pelos outros amigos da equipa  que já tinham terminado a prova, achei que tinha uma excelente oportunidade para “vingar” a Meia dos Descobrimentos, em que ele me ultrapassou nos últimos 500m. Passei por ele, mas logo de seguida, ouvi os passos dele a reagir e “joguei a minha cartada” acelerando mais. Um bleuf para eu dar a ideia que estava cheio de força. Deixei de ouvir os passos dele, que se conformou, mas eu, como já me estava a ver chegar à meta nauseado por causa desta aceleração, resolvi abrandar e deixar-me ir ao “ralenti” até cortar a meta (1,43,001 -1,42,04 T.Chip- 734º da C.Geral). O bleuf  assustou o Virgílio e com ele “matei um carneiro” de muitas provas. Já sei que na próxima,…levo.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Era uma vez uma petição com 41.000 assinaturas



Hoje foi um dia decepcionante. Disse bem: "decePcionante". Custa-me muito a entender que, as "mentes brilhantes" que se apanharam a representar-nos no hemiciclo, se tenham revelado tão casmurras e sem a menor vontade de corrigirem um erro cujas consequências são difíceis de imaginar.
Alguns, da bancada da maioria que, cá fora,  diziam ser frontalmente contra o AO90 e que iriam apresentar uma proposta para que Portugal se desvinculasse desse empecilho, tendo a apoiá-los 41 mil cidadãos. 
Porém, na hora da verdade, alguém lhes fez má cara e eles foram riscando, riscando, riscando, até que a proposta que apresentaram (só por vergonha de a retirar) foi de que o governo crie um "Grupo de Trabalho para o Acompanhamento da Aplicação do AO90". De temíveis tigres passaram a gatinhos inofensivos . "Acompanhamento"! Olálá . Mas com a advertência prévia de que a maioria "nunca viabilizaria nada que pudesse retardar a aplicação do AO". E um tal Enes, orgulhoso, chamando a si os louros de ter sido no seu "reinado" que se fizeram os primeiros avanços na matéria. Um Correia arrogante, dizendo que seria irresponsabilidade voltar atrás, pois havia muito investimento feito por parte das editoras (olha a novidade!- mas não achou irresponsabilidade que aquilo fosse aprovado à pressa e sem ouvir quem deviam ouvir).
De nada lhes serviu as razões apresentadas e que davam substância à gigantesca petição, pois as razões deles obedeciam a outra lógica, que não a da sabedoria e do conhecimento. Por estarem onde estão, acham-se no direito de vir junto dos seus mestres, dizer-lhes que, agora são eles que  mandam e que lhes dizem como é que hão-de escrever.
Mendes Bota esteve bem. Miguel Tiago também. Honra lhes seja feita.
Seremos objeCtores. Continuaremos a ter projeCtos, a escrever aCtas e a ser pessoas de aCção. 
Entretanto, pela graça do governo, teremos direito a "acompanhantes".

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

6 Anos





Sou mesmo um cidadão desnaturado !
Com que então, o menino hoje faz 6 aninhos e...nem um bolinho, nem um arroz-doce, nem um brinde com champanhe!!!
Está mal.
Com esta tendência para me pôr a ver coisas de Sevilha e tentar pôr cá fora o regulamento do Trilho, acabei por me esquecer completamente. Nem um mísero balanço estatístico para comparar o último ano com os anteriores, em termos de "produtividade" : mais corridas? mais croniquetas? mais visitas ? (mais parvoice, porque não?). E ainda queria completar o meu apontamento sobre a prova onde ganhei aquela douradinha. Chatice: quando tenho tempo, deixo-o passar; quando preciso dele já não o tenho. Na minha terra a isto chama-se "relaxaria". 
No entanto, e ainda no dia de aniversário, quero agradecer muito a todos os amigos e amigas que aqui vêm fazer-me companhia e que, no fundo, são a razão de existir do "cidadão de corrida".

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

XXX Maratona Cidade de Sevilha



Mais uma vez, participei na fantástica Maratona de Sevilha, na sua 30ª Edição.

A Viagem

O “ataque” a Sevilha foi organizado pela minha equipa ACB e comandado pelo meu amigo e  companheiro Pedro Burguette, num trabalho irrepreensível, que mereceu rasgados elogios de todos os atletas e acompanhantes, pois tanto a viagem, como o hotel escolhido, como os momentos de convívio, foram do agrado de todos. E depois, com um motorista ( um agradecimento especial para ele, o Jorge) que conhece os cantos a Sevilha, tudo ficou facilitado.
Saímos do Parque das Nações às 8h de Sábado e chegámos a Sevilha pelas 14h locais.

Levantamento dos Dorsais

Desta vez quer a Expomaratona quer a Pasta Party decorriam no Palácio dos Congressos, um espaço maior a que a Organização, em resultado do enorme crescimento da Prova, teve que recorrer para conseguir dar resposta aos 9000 inscritos.
À hora a que chegámos, não havia qualquer fila para levantarmos os dorsais. Demos uma voltinha pelos stands ali representados (lá estava a XI Maratona do Porto, a realizar no dia 2 de Novembro, a marcar presença, e sempre deu para estar ali uns minutinhos à conversa com o seu grande mentor Jorge Teixeira e mais uns amigos).

O Almoço

Para tentar manter o processo controlado, a organização distribuiu senhas com horários diferentes. Calhou-nos às 15,30, tendo este grupo que aguardar a hora de entrada. Formou-se uma grande fila, mas que não demorou muito tempo a despachar. A refeição do costume em que só temos que ir a uma ponta do balcão, pegar num tabuleiro vazio e ir deslocando o dito até à outra ponta, onde chega cheio com meio copo de gaspacho, um prato de massa saborosa, fruta, sumo, chocolates. Colocado o tabuleiro na mesa, era só ir até ao balcão das bebidas, onde havia cerveja com ou sem álcool, coca-cola, água. Tudo à “fartazana” e quem quisesse podia repetir. E música ao vivo.

O Passeio

Terminado o almoço, fomos, no autocarro até à zona da Praça de Touros  e combinámos a hora do reencontro. Entretanto demos uma voltinha pelo centro histórico, Avenida da Constituition, Catedral, Judiaria e demos com o negas a alguns condutores de charretes que nos queriam impingir um passeio pela zona. Coisas de gente fina, que não estavam nos nossos planos. Tirámos umas fotos e regressámos ao local para que o autocarro nos levasse ao hotel que ficava a uns km dali. Pelo caminho, deixámos uns companheiros de viagem que já tinham feito reserva em hotel diferente.

O Hotel

Hotel da Bela Vista, situado na avenida do mesmo nome. Check In rápido pois as identificações tinham sida dadas previamente. O Pedro só teve que distribuir as chaves das “habitationes” pelo pessoal. Entretanto estavam a ser horas do jantar. Enquanto aguardávamos, achámos curioso que, à porta do hotel estivesse estacionado um autocarro especial da equipa de ciclismo do grande Eddy Mercx que ali pernoitava. Lá dentro, alguém repartia em diferentes boiões poções energéticas (?) para os ciclistas .
Seguiu-se o jantar em que todos tínhamos à disposição grande variedade de comida. Conversa agradável com os amigos e, quando estavam a ser 11h, caminha, que às 6,30h, tínhamos de estar ali novamente para o pequeno almoço e sairmos para o Estádio Olímpico, a cerca de 15 km dali.

A Maratona

Aconselhavam-nos a estar na zona de partida, pelas 8,30, para evitar confusões com a implementação das portas de acesso às diferentes zonas de tempos, que estavam bem patentes nos dorsais, que tinham uma cor diferente para cada uma das zonas. O dia estava bonito, mas àquela hora, ainda estava frio. Mas já tinha estado bastante pior. Decidi-me a correr com uma t-shirt de manga comprida por baixo do equipamento da ACB.
Tirámos umas fotos e fomos para o local que este ano era fora do estádio (já no ano passado parece que também foi). Tem vantagens ser fora do estádio, pois é muito menor a diferença entre o tempo oficial e o tempo de chip ou, por outras palavras, todos demoram muito menos tempo a passar a linha da partida. A saída pelo túnel estrangulava a passagem quando eram 3000, agora, com 9000…
Muita gente amiga e conhecida (lembro que estavam 900 portugueses inscritos na Prova).
Às 9,00 é dado o tiro da partida e, em resultado do posicionamento dos atletas consoante os tempos, rapidamente se entra em ritmo de corrida. Não queria exagerar.
Fui fazendo a minha prova calmamente, numa passada confortável. Sabia que a preparação era fraca (quase que não há maratona em que não venha com esta desculpa) pelo que não dava para arriscar. Por volta dos 6 ou 7 Km passa o Rui Silva, de Almada, que me diz assim :”isso vai bem:4,52” – Eh lá- respondi eu –tenho que “levantar o pé”.E assim foi. Passagem aos 10Km com 47, e não voltei a saber a que velocidade ia até que passei à Meia Maratona (1,46,50). Mesmo já tendo abrandado há muito tempo, sabia que não conseguiria apontar para um tempo na casa das 3,35. Retardar ao máximo o”estoiro” era o pensamento que tinha que ter presente. E para isso tinha que pensar que a Maratona é uma prova de paciência. Não dava para ir mais depressa, mas indo mais devagar não iria cansar-me menos. Só tinha que saber esperar e manter o andamento. Senti uma “marretada” leve, por volta dos 30, mas tentei ignorá-la e voltei a apelar à paciência. Muita paciência: “Se te sentes bem, só tens que ter calma”. O apoio popular ia sendo “incorporado”. A animação musical, com bandas ao vivo, na 2ª parte da prova foi fantástica e pensei :- Sevilha não faz parte do Circuito Rock’n’Roll das maratonas, mas tem muito mais Rock´n´Roll que Lisboa (não é elegante estar a fazer comparações destas, mas também não se perde nada em referir esta constatação, mesmo que “doutos varões dêem razões subidas”). Usei 3 géis : aos 15, aos 25 e aos 33, para me ajudarem, ainda que talvez por efeito placebo, a manter-me firme. Aos 39 entra-se no Parque de Alamillo e é ali que nos capacitamos que “está no papo”. Diz-me o Rui Pedro Julião (que ia a acompanhar um amigo) que ia com tempo para 3,40 (!). Achei muito. Já ficava satisfeito se não tivesse quebra nos 3 km que faltavam. Animei-me (talvez porque via muitos a claudicarem) e vejo a placa dos 41 “O Km prometido ao amigo Jorge Branco”. Contorno o estádio e entro no túnel ante os aplausos do muito público ali presente. Depois da sombra do túnel, a luz do estádio, o ecran gigante a dar-nos as boas vindas e a volta triunfal para chegar ao pórtico final: 3,42,37 indicava o cronómetro a que corresponde o tempo de chip de 3,41,42.Feita. Bem feita. E vão 14. É dourada e bonita a medalha.
.../...

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Nos Trilhos do Trilho







Imagens recolhidas ontem, 15.Fev.2014


Bem sei que Sevilha é já de hoje a oito e sei também que estar uma semana inteirinha parado, quando falta tão pouco tempo para uma das maratonas que mais quero  correr, não é bom. Umas vezes a culpa é do tempo, outras de não me sentir bem, outras da vontade. Ontem, porém, aproveitando umas réstias de sol da tarde, achei que tinha que fazer qualquer coisa, sob pena de ir até à Andaluzia e me ver grego para terminar a prova. Mas já não era tempo para fazer um treino longo que pudesse compensar tantas faltas. Achei então, que o melhor que tinha a fazer, era pôr-me ao caminho, no reconhecimento do Trilho das Lampas, que está aí a chegar, a 10 de Maio. Era assim uma oportunidade para um passeio com corrida, caminhada e pausas. Não fiz o percurso todo, mas cerca de 15km e demorei  2,10h. Gostei  e acho que valeu de alguma coisa.  
E entretanto, amigos, vamos pensando no II Trilho das Lampas, que vai começar a "bombar".

sábado, 8 de fevereiro de 2014

É do caneco!!!



Nunca eu tinha passado por isto, mas vários amigos meus já me tinham asseverado que não era pêra doce, pois não encontravam posição de alívio quando ela atacava. Hoje calhou-me a mim.
Então não é que tive uma cólica renal que me torturou durante 3 longas horas, até que a sábia intervenção do pessoal médico e paramédico do Hospital Amadora-Sintra resolvessem (pelo menos para já)  a situação. Chiça!!!

“…Tudo passei. Mas tenho tão presente
A grande dor das cousas que ficaram,
Que as magoadas iras me ensinaram
A não querer já nunca estar contente.”… - LVC

Trouxe para casa, medicação que irei cumprir rigorosamente, que  “do mal ficam as mágoas na lembrança”  e eu não queria voltar a passar pelo mesmo, embora me tenham dito que eu deveria estar preparado para essa eventualidade. Mau.
Treinar ? Hoje foi daqueles dias em que ter controlado a dor já foi razão bastante para me sentir feliz.