terça-feira, 22 de abril de 2008

Maratona de Madrid

Carlos Neto a juntar-se aos bons
Modelo do diploma de 2007


Vai ser neste domingo, dia 27, que vai realizar-se a 31ª Edição da Maratona Popular de Madrid.
Não vou poder lá estar, mas relembro aqui, com alguma nostalgia, o meu relato de 2007 . Sempre é uma forma de reviver uma das melhores maratonas que conheço.

Foi assim :

30ª Maratona de Madrid

Desfrutar do contacto próximo com uma organização 5 estrelas, estar entre milhares de pessoas com a mesma “pancada”, ouvir um público que sabe apoiar com entusiasmo o gesto simples da corrida, foi o que me levou a Madrid, mesmo sabendo que não estava suficientemente preparado para correr, pela 4ª vez, esta Maratona.O Sábado foi “stressante”. E começou logo às 4 da matina, mas às 9h ainda estava a 30 Km de casa! A pé teria demorado menos. É que uma avaria no carro quando estavam percorridos 200 Km, obrigou-nos a regressar (de táxi,claro) e fazer um “restart” da viagem. Chegámos, assim, com 4 horas de atraso a Madrid. Éramos 4 : Eu, o Carlos Neto, o Luís Miguel e a Yolanda, sua mulher.Chegados a Madrid, parecia que tudo estava “enguiçado” : Primeiro não atinávamos com a Casa de Campo onde decorria a entrega dos dorsais, a Feira e a Pasta Party; depois, como entrámos naquele enorme parque, por um sítio diferente do habitual, fartámo-nos de andar até dar com aquilo; depois de levantarmos os dorsais, fomos rapidamente para a Pasta, pois devia estar a fechar. E estava. Vieram logo ao nosso encontro a gesticular e a “espanholar” como que a dizer que já não podíamos entrar. Mas entrámos, pois vimos muito bem que ainda havia por ali muita massa e nós, depois do que passámos, só queríamos “um pratinho de comida”, quais sem-abrigo à porta da “Sopa do Sidónio”. Mas lá comemos – e bem- e também bebemos uma agradável cervejinha, enquanto ouvíamos uma bem disposta e movimentada banda fardada de verde vivo que tocava umas músicas alegres, conforme nós estávamos a precisar para que o nosso moral subisse um bocadinho. Entre a meia dúzia de pessoas que por ali estavam, avisto e cumprimento o José Valentim (C. Ferroviário) e o Mayer Raposo (Lebres do Sado). Estes são dos que vão mesmo a todas (tinham estado na Maratona do Lopes e já estavam prontos para outra)!Com mais calma, fomos visitar a Feira. Uma feira que, apesar da hora tardia, ainda estava a funcionar quase a 100%, com bastantes stands promocionais, de marcas e de eventos. Toca o telefone. Era o Jorge Teixeira, que já tinha abandonado o local (onde tinha estado a promover a Maratona do Porto) e, logo a seguir, o João Hébil. Era preciso combinarmos o local do encontro para o jantar, à semelhança do que fizemos em 2006. Encaminhámo-nos para o Hotel, o que teria sido rápido se o trânsito fluísse, mas, ao invés, estava mesmo engarrafadinho de todo! Chegámos ao Hotel, mas estacionamento… é mentira! Demos voltas e mais voltas até conseguirmos entrar no parque. Carrinho arrumado (… e não mexe mais!...) e lá fomos fazer o check in, pois o pessoal já estava à espera para irmos até ao restaurante preferido do João Hébil, que ainda ficava um bocadinho longe dali. Foi um jantar muito agradável que teve um único senão :- tinha que ser rápido, pois era preciso dormir bem e levantar cedinho. Combinámos, então um local para nos juntarmos na partida da Prova .
…/…O Dia da Prova (22 de Abril) amanheceu com boa cara. Pensámos, até, que iria fazer um bocadinho de calor.Tomado o “desajuno” no Hotel ( desta vez estava “à defesa”...) fomo-nos encaminhando para o local da partida. Mais uma vez, o desencontro total com os nossos companheiros, no local designado (ponto a rever em futuras edições). Pior ainda : éramos 3 (mais a “claque” – olá, Yolanda! ) e passámos a ser 2, pois o Carlos Neto que foi a um WC, “desapareceu “.Os paraquedistas lá vinham caindo dos céus, para dar início ao espectáculo, como, aliás, tem acontecido em anos anteriores . E, já agora, porque é que acham que em S. João das Lampas também houve paraquedistas ?Enquanto esperávamos pela hora, fomos observando o que nos rodeava : a crescente “compactação” dos atletas ; o “aldrabão” que, por sua iniciativa fez uma placa que dizia “sub 4,30” e gozava com a uma primeira “triagem” que tinha proporcionado, pois os balões verdadeiros só apareceram depois e eram todos azuis. O das 3,30, ainda antes do tiro da partida, “escapou” e houve risos porque ninguém foi capaz de o seguir, pois o “danado” subia depressa demais. Mas havia mais dois para a mesma marca. Ouvimos um estoiro (Boa Prova, Luis) e toda aquela mancha humana começou a movimentar-se Passeo de la Castellana acima. A subida parecia-me suave mas, como sabia que a preparação para esta maratona tinha sido fracota, achei que os 5 minutos/Km era o andamento mais acertado. E isso dar-me-ia uma marca na casa das 3,30 . Era só “estar a pau” com o balão. Só que, o desfasamento entre o tempo do tiro e a minha passagem pela linha de partida, deu uma tal vantagem ao balão que eu, a correr a 4,45 só o via ... lá longe... e não notava aproximação. Pensei : Ná... isto tem que ser recuperado em 40 km e não em 4 ou 5. Aos 13 Km apanho um, mas esse era o das 3,45!O outro só me aproximei aos 19Km e foi por pouco tempo. Tive de o deixar ir (para a frente, bem entendido!) . Meia Maratona : 1,44 ! Era mais ou menos o que estava nos planos mas vi logo que a condição não estava como noutras situações idênticas. Vai um power gel ! Passados 3 ou 4 km achei que aquilo fez algum efeito, pois senti-me recuperado. Nos abastecimentos, ia-me sempre hidratando ( e os abastecimentos eram abundantes, com apenas 2,5 km de intervalo ). Mas aquele terrível sobe-e-desce levou-me, novamente, abaixo . Os incentivos do público, que tão importantes se revelavam, eram insuficientes para suprir a minha falta de preparação. A partir dos 30Km deixei de olhar para o relógio, não para deixar de sentir a pressão do tempo previsto, mas para não me confrontar com o andamento “triste” que estava a fazer. Já só pensava chegar ao fim . Aos 40km parei no abastecimento. Andei durante uns 30 metros mas tive de voltar a correr senão ficava “pregado”. Passa o balão das 3,45 ! Apetecia-me chamar-lhe nomes, mas era sobre mim que esses nomes iriam cair! Lá entrei no Jardim do Retiro onde estava instalada a meta e faço os últimos metros, procurando uma pose o menos sofrida possível, pois sabia que as máquinas fotográficas procuravam expressões felizes. 3,44 (tempo real) o meu 2º pior tempo das 27 Maratonas que fiz . É bem feito! Não porque lá fui, mas porque não me preparei convenientemente.Depois vêm os apetecidos momentos de descontracção: -a cervejinha (experimentei, soube-me bem mas dei-me mal : gregório) as coca-colas e os aquários, as águas, mas... para mim, o melhor de tudo eram aquelas fatias de suculentas melancias : mmmmmmaraviha ! E vai outra ... e outra.... e outra.... Ahhhhh.Apesar da marca, gostei muito desta prova, que, este ano, apresentou um traçado ainda mais difícil, a dar indicações claras que é preciso prepará-la com alguns cuidados.É o que eu vou fazer para o ano. A análise desta prova resume-se a duas ou três expressões : A Maior Maratona Ibérica, durinha, mas com uma Organização excelente e por isso RECOMENDADA !Vão por mim .Fernando Andrade

3 comentários:

António Almeida disse...

Caro Fernando Andrade

excelente relato como sempre.
É com muito prazer que vou passando por aqui.

António Almeida

Fernando Andrade. disse...

Obrigado Amigo António Almeida.
É com grande satisfação queo "vejo" por aqui. Palavra de Corredor!!!

Fernando Andrade

anibalopes disse...

Como devo proceder para me inscrever na Maratona de Madrid 2009?! Qual o melhor meio para a inscrição?!

Obrigado.

A. Lopes
(Alverca 916620043)