quinta-feira, 31 de julho de 2008

Raide 2007 -Conclusão

António Rebelo e João Hébil, com a "armada madrilena" em alegre recuperação (foto de Ana Pereira)


Vejo que, um pouco à minha frente, um atleta alto, de equipamento escuro, optou por parar e colocar as suas grarrafas na mochila. Não achei má ideia, mas parecia-me que, se eu parasse de novo, ia ser um problema recomeçar, pelo que entendi melhor continuar com ambas as mãos ocupadas.Lá vai mais um atleta a passo. Parece que não mas, quando ainda conseguimos correr, vermos alguém a andar, dá-nos algum alento. Pode é ser por pouco tempo.
Por volta dos 32 Km, a cena do Luis Oliveira, repete-se. Desta vez era o João Serra, meu companheiro de Equipa, a Açoreana.Seguros: - Bora, João - digo-lhe eu.- Eh, pá, estou cheio de caimbras!Dali a pouco, lá me ponho eu a passo. O João “apareceu” ao pé de mim e, ambos a passo, prosseguimos o caminho, que não tinha nada que enganar. Andávamos 100 metros, corríamos o que as caimbras deixassem.
Um trio de atletas, passa-nos e um deles tira-nos uma fotografia.Passa,depois, o José Valentim, o homem que num mês “espeta-lhe” com três ultra-maratonas : Comrades; Freita e esta ! E esta, hein!? De repente, era ela, a Analice ! Lá se ia um “ponto de honra”, mas não havia capacidade de reacção! Pouco depois, passa a Rute Sousa, nossa colega de equipa . Vai bem, dirige-nos um: -“então?, vamos embora!”, mas a nossa reacção foi apenas um “-Vai,Rute, força”, que nós estávamos ... como dizer?... “prontinhos”.
-Agora vamos até à tenda verde! –dizia o João.-Bora! –dizia eu.
-Agora vamos tentar atravessar e praia –dizia eu.-Bora! -Dizia ele- só se a caimbra não deixar !
E falávamos da “loucura” que nos levava para ali, sentida no momento, mas que sabíamos vir a sentir vontade de repetir, logo que esta terminasse. E doía-nos o coração de estarmos apenas a andar, enquanto passávamos por um piso excelente para correr .E andámos nisto. Aos 37,5Km o João disse-me para prosseguir (aliás, já o tinha dito antes) e não voltei a parar até à meta, ganhando, até, algumas posições.5.26.40, foi a marca com que tive de me contentar, que foi boa atendendo à fraca preparação que fiz, mas que foi má se atendermos às excelentes condições climatéricas e... de piso.
Depois foi o repouso na tenda da fruta para ganhar ânimo para ir ao duche. Aí tive oportunidade de conhecer os nossos amigos Miranda e Serrazina, mas, lamentavelmente, o ânimo ainda não se encontrava suficientemente recuperado para conversar um bocadinho com eles sobre as suas experiências “ultra-maratónicas”. Há-de haver outra oportunidade.
Segue-se o duche...frio –brrr. Como não era o único, uns deram coragem aos outros (Um abraço Vitor Silva, António Rebelo, José Valentim).Uma chuva fria e incomodativa fez-nos uma visitinha. E a roupa que tinha não era adequada a estas condições, pelo que passei um bocadinho de “briol”, até que o sol reaparecesse, para permitir a entrega de prémios e o convívio final ao ar livre, na Praça das Quadras.
Caía, assim, o pano, sobre mais uma edição do Raide 2007 .
Uma palavra de apreço pelo excelente trabalho da organização a cargo da Câmara de Grândola e para o grande número de voluntários que foi determinante para mais este grande sucesso desportivo.
E em 2008 ? como vai ser ?

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