quarta-feira, 8 de maio de 2013

1º Trilho das Lampas





Bem queríamos nós fazer uma autocrítica deste 1º Trilho das Lampas. E nesse sentido, fomos lendo comentários e crónicas, que nos ajudassem a detectar as questões que precisavam ser melhoradas, para somar àquelas que, logo no final da prova, nos apercebemos e então apurámos o seguinte:

-Sinalização deficiente nalguns locais;
-Falhas na classificação.
-Inclusão de doces no 2º abastecimento;
-Percurso perigoso.

Porém, pelo que ouvimos e lemos, ficámos com a sensação de que, na generalidade, este Trilho foi um sucesso, tendo, inclusive, surgido comentários louvando o trabalho feito e que muito nos entusiasma a prosseguir, mas sempre com a consciência que aquelas falhas (e provavelmente outras) deverão ser corrigidas no próximo.

A juntar àquele rol há ainda a ponderação do horário, pois houve alguns atletas que já passaram de noite na zona mais perigosa. Porém, a antecipação da hora, implicará que a grande maioria não usufrua do principal espectáculo que é o por do sol junto ao mar. Sobre esta questão vamos ainda reflectir.

Uma coisa é certa: O Trilho das Lampas veio para ficar, dando a conhecer as paisagens que temos escondidas no “baú” e que, associadas à componente desportiva e humana nos ajudam a deixar de pensar que estamos aqui no fim do mundo e ninguém nos liga. Temos ainda Natureza que, cada vez vai sendo mais escassa e por isso é de um valor incalculável. Por podemos usufruir dela sentimo-nos, obviamente, mais ricos. 

4 comentários:

Anónimo disse...

Começo por esclarecer que tenho duas medidas ou duas bitolas para aferir os trabalhos das organizações de eventos desportivos: uma mais pesada e dura para as organizações profissionais das provas comerciais, e outra mais leve e branda para as organizações amadoras das provas populares como, de resto, é o caso do 1º Trilho das Lampas que teve o apoio dum conjunto de pessoas da população saloia de São João das Lampas.

Fernando, já lestes muitos ou alguns comentários meus a outras tantas provas em que participei por esse país fora, sabes que não faço fretes a ninguém e quando tenho que criticar não mando recados, sou frontal e directo, mas também procuro ser construtivo e, dum modo geral, sugiro soluções.

Já tive oportunidade de te dizer pessoalmente que, para mim, a única coisa onde há alguma coisa a melhorar é na sinalização. Aliás, já te tinha alertado e sugerido alguns procedimentos para o efeito, quando estivemos na Corrida do 1º de Maio. Tu estavas preocupado com a falta das camisolas, e eu disse-te: “esquece as camisolas (já reparaste que ninguém falou nesse objecto) preocupa-te e concentra-te na segurança e na sinalização, porque se alguém se perder ou magoar com gravidade não é o saco de brindes que vai limpar a prova.

Sei que houve alguns perdidos, mas como havia muitos colaboradores no terreno essa questão foi mitigada. Por outro lado, não tenho conhecimento de quedas graves, mas também vi no terreno muita gente ligada à segurança, como, por exemplo, bombeiros, socorristas, ambulância e elementos da protecção civil.

Quanto ao percurso perigoso; há, de facto, alguns troços, mas curtos, diga-se, que carecem de mais cuidado da parte do participante do que da organização. Um percurso de trilhos sem nenhum troço chamado de técnico, também não tem piada nenhuma, e nos poucos troços perigosos que havia no percurso a organização deu a devida nota e fez alertas com sinais triangulares de perigo, aliás, muito engraçados e originais. Logo esteve muito bem neste segmento.

A inclusão de doces no 2º abastecimento; do meu ponto de vista, acho que é uma falsa falha. Estou convicto que numa prova de 18km, mesmo alguém que gasta três horas neste percurso, desde que se apresente à partida, bem hidratado e com um aporte calórico prévio, não é por não ingerir um doce a 5km do fim que vai passar pior por isso.

Por fim, falhas nas classificações; bom, tanto quanto sei, não obstante a organização não se poder alhear da sua responsabilidade, essa era uma tarefa contratada e que, repito, a organização não é alheia, mas há que reconhecer que a principal falha não é dela.

Quanto ao horário da partida, a questão é simples: Há que beneficiar a maioria do pelotão, e se isso foi alcançado, não vejo razão plausível para haver alguma alteração.

Tenho dito. Até à próxima! Um Abraço!

Orlando Duarte

Fernando Andrade. disse...

A tua análise, Orlando, é sempre perspicaz e construtiva. Agradeço-te muito este comentário escrito, da mesma forma que te agradeço tudo o que me tens dito da tua experiência. Sei também que és daqueles que,se chegasse a hora e precisasse de ti para uma função importante, não te importarias de não correr, porque era mais importante assegurar a função. É de pessoas assim que a Corrida precisa e felizmente, ainda as vamos tendo.
Grande abraço, Orlando.

Maria Sem Frio Nem Casa disse...

"...Uma coisa é certa: O Trilho das Lampas veio para ficar" - Isto é que eu gosto de ler!

Agora, sobre a prova, como o Orlando diz e eu concordo, também acho que a "falta" de doces no abastecimento é uma falsa falha..pois a prova tem apenas 18 km e afinal fruta: laranja e banana - já é uma fonte de açucar de absorção rápida;

A sinalização podia e devia estar melhor, é verdade;

O percurso perigoso, até eu que sou pouco afoita, fiz a prova relativamente "bem", sem grandes medos, ou então se calhar passei pelos piores troços em plena escuridão e nem me apercebi :) Também pode ter acontecido; de resto, acho que assim está bem, e os cuidados terão de ser dos próprios participantes, pois da Organização estavam presentes em muitos locais e sempre nos avisavam, pelo que creio que se algo corresse mal, o socorro depressa seria prestado;

Agora em relação ao horário, já discordo do Orlando... (se calhar porque não faço parte da maioria), eu preferia a prova um pouco mais cedo, 15 ou 30 minutos, e já o sol daria um pouco da sua graça a uma maioria também, mas uma maioria maior, pois a maioria desta edição continuaria a ver o pôr-o-sol mas um pouco mais para a frente no percurso (digo eu...); ou seja não se ia propriamente privar esta maioria do pôr-do-sol, certo? E sempre se dava mais luz a mais gente.

De resto Fernando, uma vez mais, os meus Parabéns a toda a equipa e desde já conte comigo para o ano!

Fernando disse...

Concordo em quase tudo com o Orlando Duarte.
Não foram necessárias camisolas nem brindes para além do apito.
Eu por acaso até ando sempre com um apito, uma manta isoladora, o frontal e água (nas provas maiores levo telemóvel).
Nesse sentido espero que os participantes tenham percebido a pertinência de tal objecto barulhento que deve ser usado em caso de perigo.
Por falar em perigo, de facto houve a constatação de perigo por parte dos participantes (e falo por mim) o que permitiu despertar a concentração e o redobrado cuidado na transposição de zonas críticas. Os sinais de aviso apelativos estavam excelentes e cumpriram a sua função.
Sem estes pequenos pontos críticos onde se verificava perigo, a prova perdia pelo menos 50% do seu encanto. Reconhecer o perigo e ultrapassar o mesmo deu-nos uma enorme satisfação e contribuiu para o aumento da nossa autoestima. Caso houvesse alguém mais descuidado ou distraído, os meios de socorro estavam prontos a actuar e visivelmente empenhados em contribuir para a prevenção de acidentes.
A questão do doce eu não percebo, desculpem a minha ignorância, eu preferia algo com sal já que a minha falta de preparação levou à manifestação de caimbras desagradáveis, evitáveis se tivesse preparado o meu cantil como o amigo Mário Lima manda (uma pitada de sal e dois borrifos de limão, para além da água).
Permitam-me referir que a afirmação do Orlando Duarte, "...organizações amadoras das provas populares como, de resto, é o caso do 1º Trilho das Lampas..." não está posta no sentido diminuitivo. O que a distingue é o facto de não procurar lucros comerciais e o facto de conhecer melhor o seu público alvo, permite focar as preocupações com as necessidades reais dos atletas e não com uma imagem superficial como acontece em muitas provas ditas "COMERCIAIS".
Por mim, a segunda edição pode ser igual, acrescentando apenas mais umas fitinhas.