segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Mea Culpa

Em comentário ao meu post anterior, o nosso amigo Fernando P. escreveu o seguinte :

Olá Caro Amigo,Lamento dizer-lhe que essa é uma falsa citação do Marx, que nunca escreveu isso (embora tenha escrito outras coisas igualmente actuais).O mail tem circulado um pouco por todo o lado, mas não passa de uma brincadeira de mau gosto.

E já agora: então e essa Maratona?

Fico danado quando me enfiam o barrete!
Não sei se é qualidade se é defeito, mas acredito nas pessoas. Quando me vêm com informações que até nem tinha pedido, sinto-me agradecido pois considero que o meu conhecimento fica mais rico e transformo-me, também eu, num “veículo” portador da mensagem a outras pessoas, igualmente “crentes”.
Brincar-se com afirmações (que até podem ser verdadeiras), e “colando” o invento a citações de cérebros insuspeitos, para além de divulgar uma falsidade, faz com que se descreia da enorme eficácia que a blogosfera permite.
Errei, porque fiz fé sem ter exigido a prova.
Errei porque difundi o que precisava ser comprovado.
“Profecias” à posteriori, também eu as faço, mas em jeito de chalaça. Não me passaria pela cabeça ir atribuir essas “grandes verdades” a quem já não está cá para as desmentir.
Atenção, pois, caros amigos, ao “Certificado de Origem” !

Quanto à Maratona, fiquei tão irritado em ter passado por aldrabão, que primeiro entendi que devia fazer o “mea culpa” sobre um “peixe que vendi ao preço que comprei” e agradecer que o Fernando P. me tenha corrigido.

Sim! Completei a 25ª Maratona de Sevilha e falarei dela no próximo post.

6 comentários:

José Alberto disse...

Amigo Fernando,

Também padeço desse mal de "acreditar" e às vezes saio-me mal.

Mas será que é pecado acreditar nas pessoas? Quem está mal, o enganado ou o enganador?

Um abraço

José Alberto

Fernando P disse...

O José Alberto tem toda a razão, mal vai a vida se temos de desconfiar de tudo o que lemos ou ouvimos.
Apenas acontece que o texto não me parecia verosímil, dado que no século XIX, nenhum banco faria o mínimo empréstimo a um operário. E a referência às tecnologias como um bem de consumo também me pareceu completamente anacrónica. Uma pesquisa no google confirmou aquilo de que desconfiava...
Por exemplo: http://liberation.typepad.com/liberation/2009/01/did-marx-predict-the-current-economic-crisis.html

Fernando Andrade. disse...

Caro José Alberto

Também acho que quem está mal é o enganador. O problema é que, sem querer, passei de enganado a enganador, indo "enfiar o barrete a outro". Isso fez-me sentir mal.
Grande Abraço.
FA

Fernando Andrade. disse...

Amigo Fernando
Mais uma vez, obrigado por me ter corrigido e pelos esclarecimentos prestados no comentário que antecede. De facto, se eu tivesse estado atento à lógica que refere, poderia ter evitado que eu tivesse "embarcado" naquilo.
Abraço.
FA

joaquim adelino disse...

Amigo Fernado Andrade
Tenho estado ausente aqui do blogue e nem me apercebi do que se passou, felizmente, para além de da maioria dos comentários se referirem ás corridas, existem alguns que andam sempre mais atentos e são de uma forma elegante, capazes de assinalar as incorreções onde elas possam existir. Para si nada de recreminações, pois teve o cuidado de assinalar não ter qualquer cor partidária o que o coloca fora de qualquer suspeita de agredir quem quer que fosse.
Um abraço.

MPaiva disse...

Amigo Fernando,
Uma das formas clássicas de transmitir um certo nível "cultural" aos discursos é o recurso a citações de pessoas famosas, as quais são convenientemente enquadradas em favor daquilo que se pretende transmitir.
Quanto a isso não há problema nenhum, não fosse dar-se o caso de, na sociedade "fast-food" em que vivemos, muitas pessoas as procurarem em "dicionários de citações", não tendo a menor ideia do contexto em que as frases surgiram e, muitas vezes, desvirtuando o pensamento original do autor. Pior ainda, há os habilidosos, como foi o deste caso, que as inventam totalmente, gerando situações muito desagradáveis como esta.

abraço
MPaiva