domingo, 31 de março de 2013

O Trilho e o "dilúvio"




Não era uma ribeira, era um caminho 


A ponte, na Praia da Samarra
Que lindo é viver no campo! Que linda é a Primavera! Que lindo é correr no campo, na Primavera!
Este foi o mote para que tivéssemos posto mãos à obra, com a organização do 1º Trilho das Lampas, em 4 de Maio de 2013, dando a conhecer uma parte do Parque Natural Sintra-Cascais, ao longo da Ribeira da Samarra.
Escolhido e ensaiado o percurso, pareceu-nos que estavam reunidos todos os elementos que lhe estavam na génese e, para satisfazer a curiosidade de muitos, agendámos um reconhecimento aberto a quem quisesse aderir. O dia aprazado era o de hoje, Domingo de Páscoa, pela “fresquinha”.
Apesar da chuva diluviana na noite da véspera,  dos 32 que disseram que vinham, apareceram 36 ( e ainda faltaram alguns, eheh), indiferentes aos efeitos que a meteorologia provocava no caminho, pois as fotos e filmes até aqui revelados, despertava o gosto de querer ver ,ao vivo, toda aquela realidade do  Trilho.
8 da manhã! A chuva vem com força. Estava na hora da partida e todos estariam mais ou menos conscientes do que os esperava: os caminhos davam lugar a ribeiras, a terra firme passava a lama, a chuva escondia a paisagem,  as águas cristalinas vinham barrentas e em vez de nos darem pelos tornozelos (ou vá que fosse  pelos joelhos) dava-nos pela cintura e a corrente era forte...
“…Que mortes, que perigos, que tormentas / que crueldades nele experimentas! “ Assim nos diria o Velho do Restelo, se nos visse partir para enfrentar tais condições.
Mas fomos.  Usámos o engenho de transformar a ansiedade em diversão e os perigos em aventuras que, uma vez passadas, elevaram o ego de cada um ao estatuto de “quase herói”. De “Extreme” .
Cada um terá o seu ponto de vista do que se passou,  um relato diferente para fazer.  Algumas imagens captadas poderão dizer muito, os relatos também.  Mas só quem participou e  viveu estas emoções, tem na devida conta o que foi esta manhã pascal. No dia 4 de Maio, esperamos que as condições sejam mais suaves, mas se não forem (e muitos assim o desejam!) apenas precisamos de ”limar umas arestas”  e o evento será ainda mais apetecível.
Da nossa parte, queremos agradecer, do fundo do coração,  a todos os que nos visitaram (e também aos que, por qualquer razão, não puderam vir) e nos acompanharam na grande aventura, em que se transformou este reconhecimento do Trilho das Lampas. Bem hajam.

5 comentários:

Anónimo disse...

Valeu a pena levantar ás 4 da manhã, na Hora Antiga, para fazer parte deste TIME de Aventureiros.
Parabéns!!!!! Venham mais!!!!
Luís Parro

Maria Sem Frio Nem Casa disse...

Eu sou um dos "... que, por qualquer razão, não puderam vir..." mas com muita pena ficaram.

Mas a pena de nada serve e penas têm as galinhas.


Haverá próximo? De reconhecimento? Assim, para ser de dia e poder pensar sequer em me aventurar nos Trihos a "sério" - é que o facto de ser ir fazer boa parte deles de noite ainda me assusta mais. Sim, sim, claro sou uma maricas, admito :)

Beijinho e sim se houver próximo - de dia assim manhã cedinho, eu estou lá! Palavra de Maria

Um grande beijinho Fernando

Fernando Andrade. disse...

Grande Parro.
Foi, de facto um excelente grupo de aventureiros. Pena que não tenhas estado na parte mais "extreme". Talvez haja mais oportunidades. Obrigado pela companhia e um grande abraço.

Oh, Ana então a chuva não foi nada ajudou a convencê-la a vir. Mas, olhe que tinha sido um "baptismo" daqueles em desporto-aventura, com experiências inesquecíveis. Se houver mais, eu convido-a, não se rale. E mais, o facto de se apanhar um bocadinho do percurso de noite, isso não tem qualquer problema, porque o caminho vai estar bem identificado com reflectores. É preciso é levar frontal. A parte mais bonita é feita de dia. Grande beijinho, Ana.

Jorge Branco disse...

Eu só tenho é pena de não poder ter estado presente!
O esqueleto já não dá mas a cabeça continua maluca!
Forte abraço.

Fernando Andrade. disse...

Caro amigo Jorge Branco
se a cabeça lá está, já sentimos a sua companhia, mas em dias menos austeros, não é nada que o meu amigo não faça. Abraço.