quinta-feira, 3 de julho de 2014

Eco-Maratona de Lisboa 2014

Tudo bem...

...Tudo mal!


Já tinha ouvido falar na Eco-Maratona, mas não estava a passar pela minha cabeça tentar sequer, fazê-la, mas quando soube que a minha equipa (Açoreana Clube Banif –ACB) iria estar presente, calhei a dizer que, se soubesse disso, também alinharia. Responde-me, então o Guedes que, se assim o quisesse, ainda era possível inscrever-me.  Então bora –disse eu.
Por outro lado, fazia-me jeito um treino longo como preparação para a UMA que está quase a chegar e foi a pensar nela que resolvi entrar na brincadeira.
Afinal fui o único a alinhar nos 42, pois o resto do pessoal optou pelos bem mais sensatos 19Km.
De vez em quando, acontece-me disto : armar-me em campeão e depois dar barraca.
É que uma Maratona sempre é uma maratona e deve ser encarada com respeito  sempre e nunca pensar que a experiência que se tem e tal… dá para fazer aquilo “na boa”.
Mas a minha preparação andava mesmo muito por baixo e a forma como encarei esta Prova, foi  do tipo : “ver se amanhã não me esqueço que tenho uma maratona para fazer”.
Lá me apresentei no cimo do Parque Eduardo VII (local da Chegada), onde já estava o Victor Rafael, para aguardarmos a boleia do Paulo Moradias, para Mosanto (local da Partida) .
19,30h – Após um compasso de espera  na conversa com o pessoal e uma pequena apresentação da prova, foi dado o tiro de partida para os cerca de 300 corredores. Outros tantos ficariam à espera das 21,30 para uma versão mais curta da jornada.
Era dito que o nome de “Eco-Maratona” pretendia chamar a atenção para a importância de se correr sem necessidade de conspurcar o ambiente com as más práticas de deixar no percurso, as embalagens utilizadas para a água ou para alimentos. Por isso, e para evitar desperdícios, cada um deveria ser responsável pelo seu próprio abastecimento, para além de dever estar prevenido com frontal (com pilhas suplentes seladas) , manta térmica e apito. Porém, havia abastecimentos normalíssimos, com água em garrafa, principalmente na 2ª metade do percurso. Foi bom, mas muitos poderiam ter evitado irem carregados, de soubessem disso.
Os quilómetros iniciais, embora em declive, disputavam-se em asfalto. Num ritmo que me parecia adaptado à minha condição, lá fui progredindo, umas vezes atrás, outras à frente de atletas que na esmagadora maioria das provas,  ficam à minha frente. Muito à maneira dos trilhos, em cada subida, via as pessoas a passo e eu, por não serem muito grandes as inclinações, lá ia, em passo miúdo mas em corrida, subindo as rampas que iam surgindo pela frente, admirado comigo mesmo. 
 E a verdade é que, até aos 30, andei  a sentir-me sempre bastante bem, com as tais referências lá bem para trás. Mas a partir daí, as coisas complicaram-se: aquilo que eu pensava que era uma passada controlada para 42Km, afinal só deu para 30! Ainda faltavam 12 para me “arrastar” penosamente, ora corricando, ora caminhando. E eu a vê-los passar, sem poder reagir.
Quando depois de passar por Campolide e avisto as colunas do Parque Eduardo VII, onde estava a meta, pensei que estava quase e pensei fazer o último km a correr, pois era uma desonra que um ” corredor de longa experiência” chegasse à meta…a passo. Vinha a dar as últimas e a tentar pôr um sorriso minimamente aceitável para a ocasião, quando me dizem que tinha que ir lá abaixo, contornar o Parque e terminar a subir!!!! Caíu-me tudo. Para baixo ainda fui, mas quando comecei a subir e as pernas a não obedecer…  só me apetecia ficar encoberto (com os pavilhões da feira do livro que estavam a ser desmontados) para que ninguém visse aquela figurinha  que já há muito tinha trocado o entusiasmo de chegar à meta com ar feliz por ter concluído mais uma maratona, pelo desejo  simples de acabar com aquele martírio, cruzando a meta.  A meta “desnaturada que, vendo-me assim, foi incapaz de vir ao meu encontro!”
E pronto! Eis o “espectáculo” da minha triste participação na Eco-Maratona de Lisboa-2014, onde fica bem demonstrado que não há milagres no desempenho. O milagre está no facto de, passado um ou dois dias, me sentir atraído por voltar a fazer idêntica distância! Mas com os ensinamentos que esta me proporcionou e que tenho obrigação de registar.





2 comentários:

tutta disse...

Uma maratona sempre é diferente da outra. Mas, o importante é completá-la e isso você fez muitíssimo bem. Parabéns.
Abraço e boas corridas.


tutta/Baleias-PR
www.correndocorridas.blogspot.com.br

Fernando Andrade. disse...

Muito obrigado Tutta.
Grande abraço.