segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

23ª Maratona de Lisboa - I

Está feita a última maratona do ano! Posso dizer que, sem ter feito qualquer preparação especial, cheguei ao fim com a sensação de ter cumprido o meu objectivo que era fazer um tempo a rondar as 3,30.
A manhã, não estava grande coisa, pairando no ar a ameaça de chuva. Mas o que choveu foi pouco. O vento foi mais perturbador.
Às 9h soa o tiro da partida e sai da Praça do Comércio em direcção ao Dafundo, o maior pelotão de maratonistas alguma vez visto em Portugal (mais de mil!). Até ao 1º retorno, aos 10 km, o vento, sendo “de caras” não facilitava as coisas. Valia-nos a esperança de que, ao virarmos, teríamos muitos kms em que beneficiaríamos de um empurrãozinho.
Pensava eu que, à Meia Maratona iria passar com 1,41 a 1,43, o que representaria cerca de 4,55/km! Contra o vento, reparo que estava a andar a 4,45/km! A favor não haveria razão para baixar. Ou haveria?
Meia Maratona : 1,39 ! Ah valente! Para quem andou p’raí a dizer que até à Meia, a Maratona devia ser encarada como um “aquecimento” estava “um rapazão”! Seria inevitável o estoiro, pois eu sabia bem que não tinha treinos longos e os que fiz foram curtos, fracos e poucos!
Abrando e ponho-me a andar a 5m/km, pois sabia que a partir do retorno dos 27Km, teria 10 km muito mais difíceis que os primeiros 10, porque a frescura não era a mesma e porque não havia tantos atletas para nos abrigar como no início. Os que iam “aparecendo” eram da Meia Maratona (que tinham partido 1,30h depois de nós) e para aproveitar o “abrigo” teria de reduzir o andamento, o que seria ruinoso. Procuro estar mais atento ao relógio, para me aperceber a tempo da esperada quebra de ritmo. Aguentei bem com 5,10/5,15 até final, tendo nos 3 últimos km recebido a ajuda preciosa do amigo Joaquim Adelino que não me deixou desmoralizar quando ia surgindo a decadência da vontade própria. Obrigado, Adelino! Aos 40km estava o meu colega Paulo Torrão, parado, pois tinha sido traído por caimbras (outra vez, Paulo?! É de galo. “Chega-lhe” com potássio e magnésio!!!). “Maratona para a esquerda, Meia para a direita” dizia o Joaquim Sobral para pôr ordem na chegada. Et voilà ! A passadeira, o “arco do triunfo”, um cronómetro pendente : 3,26,44 ! Missão cumprida!
Depois foi a descompressão, sentando-me numa cadeira para tirar o chip, cumprimentar alguns companheiros da jornada, um chazinho quente, 3 figos, um powerade, um saquito com uma banana , uma barra de cereais e um cubo de marmelada e... a medalha ao pescoço, testemunho fiel de mais uma “proeza” pessoal neste sedutor e mágico Mundo das Maratonas.

Voltarei para abordar outras questões .

6 comentários:

joaquim adelino disse...

Parabéns Fernando.
Parabéns pela foma como orientou a sua corrida, revela conhecimento e experiência, fundamental para ter concluído a Maratona Com êxito.
Foi um prazer ter convivido consigo os momentos que refere.
Um abraço.

Carlos Lopes disse...

Olá Fernando

Parabéns por o belo texto, e pela magnifica prova. Depois de ler mais vontade tenho de fazer uma Maratona, e assim entrar no Grupo doa Maratonistas

luis mota disse...

Olá Fernando!
Parabéns pelo desempenho na prova.
Luís Mota

António Almeida disse...

Olá Fernando
excelente relato da sua maratona de Lisboa 2008,parabéns mais uma vez pelo excelente tempo.
Fico a aguardar com expectativa a parte II com abordagem a outras questões, de facto muito há a dizer desta maratona...
Abraço,
António Almeida

MPaiva disse...

Parabéns Fernando. Esse foi um belo desempenho para uma prova em cpondições tão difíceis.
abraço
MPaiva

Ricardo Hoffmann disse...

Parabéns Fernando! Excelente tempo. Aguardamos mais detalhes sobre a prova em Portugal. Abraços