sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

O Ano de Nelson

Já tenho comigo um "bocadinho da medalha"



3 pulos de ouro!


“Eu estava do outro lado da pista e seguia atentamente a Prova ! No final, podia-me dar para exteriorizar a grande alegria que senti naquele momento, saltando, gritando, levantando os braços em sinal de vitória ! Mas não ! Fiquei ali, quietinho ! Não quis que a emoção me impedisse de sorver aquele momento! Interiorizei-o e vivi-o intensamente!”



Foi com estas palavras que, ontem, o Prof.Fernando Mota, Presidente da Federação Portuguesa de Atletismo, se referiu ao “Ouro de Pequim” introduzindo uma breve comunicação aos convidados que reuniu em Linda-A-Velha, na festa de Natal, antes da entrega do prémio “Fair Play” que o Comité Olímpico Internacional atribuiu a Nelson Évora, pelo exemplar comportamento que o atleta teve durante os últimos JO.
É que o Nelson Évora não é apenas um grande saltador. A prová-lo estão as suas extraordinárias qualidades humanas reconhecidas, com inteira justiça, neste prémio que lhe foi destinado.
Tive a sorte e a honra de ter assistido a este momento, ainda em 2008, o Ano de Nelson!

3 comentários:

João Meixedo disse...

Grande Nelson.
Olha amigo,
Nomeio-te fiel depositário de um prémio que me pediram para guardar.

Mais pormenores lá no meu quiosque:

http://leoesdekantaoui.blogspot.com/2008/12/valeu-pena-subir-essa-duna.html

Abraço,
JP

joaquim adelino disse...

Amigo Fernando
É com emoção que se vivem esses momentos, lá quando ele saltou para o OURO e cá quando temos oportunidade de assistir à sua consagração. É que ele foi crescendo à nossa vista aqui bem perto e acompanhado de um homem que é o seu treinador cujas honras devem também ser com ele partilhadas, digo eu,
Um abraço.

MPaiva disse...

Fernando,
No dia em que o Nelson Évora ganhou a medalha de ouro, eu estava no ginásio a treinar e a olhar ao mesmo tempo para a televisão. Num dos saltos, em que o Nelson passou para a liderança do concurso, senti algo único e que não me recordo de ter sentido noutra ocasião. Recordo-me que nessa altura do treino seguia em esforço e já um pouco cansado. No momento do salto, e quando me apercebo que tinha sido bom, tive uma descarga interior de algo que não sei explicar, que fez com que o meu corpo deixasse de sentir o cansaço, de tal forma que parecia que eu estava a começar, naquele momento, o treino, fresco como uma alface!
Foi fantástico!

À parte desta pequena história pessoal, é justa esta homenagem ao grande Nelson Évora.

abraço
MPaiva