quinta-feira, 29 de maio de 2008

O Despertador

O Tarik

Todas as manhãs, ( e mais cedo se a janta da véspera teve menos “substância” ou foi servida antes do tempo) tenho um “freguês” certo no parapeito da janela do meu quarto, pronto para dar os Bons Dias. Um não, três : Tarik - o “mano velho”, o Ursinho e o Mancini.

O Tarik já gastou pelo menos uma das suas “sete” vidas, ao escapar de um atropelamento que o deixou bastante combalido. É meigo, gosta de companhia, mas é autoritário. Sempre que encontra uma porta encostada, entra em casa e fica ali sentado, sossegadinho, em cima de um tapete; O Ursinho, que é também muito dado a festinhas, é mais doidivanas. Chama, chama, a pontos de ser chato, só para que alguém chegue ao pé dele. Depois deita-se e rebola até que uma mão amiga lhe afague o pelo. O Mancini é também divertido e ousado… e pedinchão.

Mas há mais: os outros (Rocky, Tigrinho, Minimini, Pantera, Ramsés e Ramelita, Gata-Mãe e o Piano)que são mais tímidos (ou mais respeitadores, vá-se lá saber) e se contentam com o quintal, na esperança de apanharem um pássaro mais distraído.

Se alguém disser que estou “entregue à bicharada” não falha por muito.

Disse, tá dito !

Faltou apenas um clic para apagar o texto que antecede, que já estava seleccionadinho e tudo, pois ao relê-lo pareceu-me que ele continha tudo o que não devia : brincava com coisas sérias, tinha piadas de mau gosto, usava uma linguagem reles e outras coisas que quem teve a paciência de ler, poderá apontar.

Mas depois, entendi não apagar. Porquê? Porque se o pus foi entendendo que, num dado momento, entendi que estava bem. Se no momento seguinte pensei o contrário e me deu vontade de retirar o que disse, eu continuava a ser o mesmo. E reflecti. Por isso, se disse, assumo, ou então tivesse pensado antes de dizer. Acho que temos de estar preparados para os bons e para os maus momentos, porque ninguém é perfeito.

Ao dizer isto até parece que só desta vez é que meti “os pés”. Que bom que era!!!

terça-feira, 27 de maio de 2008

O Temerário Patrocinador de Interesses Difusos

AHHH (isso! Bem expirado, como o sujeito do licor beirão). Foi por esta sensação que fui invadido com este "desonroso" epíteto que, para mim, que sou probrezinho, teve quase o valor de uma “comenda”. E como vem aí o 10 de Junho até nem seria despropositado de todo, ser condecorado com a “Grã Cruz de TPID” que podia ,por exemplo, ter 3 categorias : Grau Cobre (“dizer sim a tudo”); Grau prata (“come e cala”) ; Grau Ouro (“deixar que lhe caguem em cima”).

Se me chamassem “bode expiatório” de alguém (que estou ainda para saber de quem) era uma expressão já muito usada e tinha pouca classe. Mas, “temerário patrocinador de interesses difusos” (que continuo a não saber de quem) dá um certo “status”. Falar bonito valoriza quem diz, mas, sem ser essa a intenção, também valoriza quem é visado.

Faz lembrar aquela estória do fulano que diz para o outro :
-O meu filho é homossexual , e o seu ?
-O meu é mesmo paneleiro, que não tem estudos p’ra isso !

As minhas desculpas pela graçola, mas fiquei a saber que tal distinção ( a de temerário patrocinador de interesses difusos, nada de confusões) caíu sobre mim porque questionei quem de direito, pela legalidade de uma gigantesca construção industrial, do lado de lá da rua onde moro que, mesmo embargada, prosseguia com a maior das naturalidades.

Depois...olhem... depois fui "excomungado"!

segunda-feira, 26 de maio de 2008

O Esclarecimento e as Dúvidas


Em 22 de Fevereiro do corrente, neste mesmo espaço, tornei público o meu descontentamento face à continuidade de obras de ampliação da Galucho em termos que me pareciam “anormais”. Sabendo eu que tais obras tinham sido embargadas há quase um mês, permiti-me lançar para o ar uma série de “hipóteses” – meramente hipóteses - que pudessem sustentar a sua continuidade. É óbvio que não esperaria cair na simpatia do visado com tão “desbocado” apontamento que, acima de tudo, invocava o princípio de igualdade dos cidadãos perante a Lei.

A verdade é que as obras pararam nesse mesmo dia, o que seria despropositado e até injusto acontecer, se as regras estivessem a ser respeitadas.

Num “esclarecimento” assinado pelo Senhor Presidente da Galucho e publicado no último número do Jornal de Sintra foram rebatidos alguns pontos do meu texto considerados “desprimorosos” e em que, “sem jamais invocar as bases em que suportava as minhas queixas” terei assumido “a temerária posição de patrocinador de interesses difusos”! Diz, depois que, “pelo respeito que lhe merece S. João das Lampas e a sua gente, deixa o esclarecimento”. Fala das medidas do pavilhão e evoca o respeito pelo artigo 59º do Regulamento Geral das Edificações Urbanas e que “as habitações existentes são de construção posterior à instalação da fábrica”; que a “obra é de fundamental importância para a manutenção dos postos de trabalho”; “que na Rua da Barroca só moro eu e meus familiares” e que, “por ser relevante” já entregou o projecto na Câmara e ainda que, “por não ser irrelevante meu pai trabalhou e familiares meus continuam a trabalhar na empresa”.

Sei que não será elegante utilizar este Jornal como um “ping-pong”, até porque paira no ar a ameaça da “sede própria”. Por isso não irei contestar ponto a ponto, mas não resisto a deixar mais umas perguntas, só para reflectir :

-Se a obra em causa, obedece a tudo quanto tem que obedecer terá sido por eu me ter manifestado contra, que ela parou?
-O mal está em quem aponta o erro ou em quem o comete?
-Para “invocar as bases que sustentam as minhas queixas”, não será bastante a foto ou aquilo que salta à vista de quem passa?
-Faz sentido falar de “a temerária posição de patrocinador de interesses difusos” quando fui claro naquilo que disse?
-Se fosse só eu e os meus familiares que morassem na Rua (o que é falso) não haveria o direito de reclamar?
-O ser considerada “ obra de fundamental importância para a manutenção de postos de trabalho” não pode ser apenas um pretexto?
-Porque é que “não é irrelevante” que o meu pai tenha trabalhado na empresa e familiares meus continuem a trabalhar? (Desta, eu julgo saber a resposta!).

Não irei imiscuir-me em aspectos técnicos da obra nem comentar as medidas do pavilhão, tiradas em pormenor (!?), e que foram apresentadas no aludido “esclarecimento”. Mas, se se pretendia falar verdade nunca deveria ter sido dito que o “pavilhão que se pretende ampliar existe há seis décadas”(!) tentando fazer crer que as habitações da Rua da Barroca são posteriores. Confirma-se que a Galucho já estava em funcionamento quando surgiram as primeiras casas da rua, (exceptuando a centenária onde morava o Ti Joaquim Teles, à qual se pretende “encostar” a tal estrutura) mas, conforme o seu Presidente sabe melhor que ninguém, o que a fábrica é hoje, em termos de área coberta, resultou de sucessivas ampliações que se registaram ao longo da sua existência. Na Rua da Barroca foi isso que aconteceu e nunca ninguém pôs em causa essas novas construções.

Compreendo que poderá haver um certo mal estar, por parte de quem não está habituado a ser contrariado, mas entendo – e esse é apenas o meu entendimento - que melhor seria reconhecer a falha do que, com o recurso a uma admirável “alquimia”, querer transformá-la em virtude.

Meia Maratona dos Palácios

À chegada ao Palácio de Queluz



Sinto-me um “cronista falhado” ! Estive na Meia dos Palácios e não sei o que é que hei-de dizer sobre esta Prova, para além de que gosto dela . E, ainda mais, partindo de Sintra.
É uma Prova com futuro, bem organizada e não notei nela falhas dignas desse nome.
Só falhei em 2007, porque tive um compromisso inadiável e fiquei com ela “atravessada”.
Corri! Mal, mas corri e fiz 1, 46 ! Melhorou face às 2h da Meia de Lisboa. “Isto” vai lá ...

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Galucho esclarece

Eu até estava admirado com tanto silêncio !!!

Eis senão quando o Jornal de Sintra de hoje publicou o “esclarecimento” da Galucho face ao conteúdo de um dos primeiros textos deste blogue.

Não sei se se conseguirá ler bem, mas reza o seguinte :







(Já sei que não se consegue ampliar. As minhas desculpas, mas vou tentar refazer este documento..)

Dica : Fazendo copy da foto, acho que dá para ampliar. Isto para quem se quiser dar ao trabalho ...

Já tenho matéria para o meu próximo apontamento.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

O rio da minha aldeia




Por vezes, na procura de novos trajectos que sirvam de cenário a uma corridinha mais descontraída, meto-me por velhos caminhos que, nos meus tenros anos, percorria assiduamente, à descoberta nem eu sabia de quê. (Sabia sim senhor – tinha de levar as ovelhas a pastar!). Nessa altura, todos os caminhos nos levavam a um destino, pois a intensa actividade rural, tornava-os constantemente percorridos. Nem eram precisos grandes cuidados para mantê-los limpos, pois o gado, na passagem, encarregava-se de eliminar a erva, os rebentos das silvas e dos tojos que despontavam, e que assim, nunca viriam a ocupá-los, como hoje acontece."

Também as ribeiras mereciam tratamento idêntico. Os proprietários dos terrenos confinantes com as linhas de água, encarregavam-se de as manter limpas e assim, por muita que fosse a água, dificilmente galgaria do leito que lhe estava reservado. Lembro-me que chegava a haver desavenças porque alguém teria ido “desmoitar” a ribeira na zona pertencente a outro. Claro que desse trabalho se retirava algum interesse económico, pois a lenha resultante era o combustível dos fornos onde, em muitas casas, se cozia o pão.

Ao percorrer trilhos onde há muitos anos não passava não deixa de ser constrangedora a realidade que me entra pelos olhos dentro: ribeiras completamente atulhadas que obrigam a água a correr pelos terrenos ou pelos caminhos; caminhos transformados em ribeiras; paredes de pedra solta que vão ruindo sem que alguém se preocupe em reerguê-las; a paisagem agrícola transformada em matagal; as vinhas onde tantas vezes me “refresquei”...nem sinais delas! …

Tudo isto no Parque Natural Sintra-Cascais que, na prática, não é mais que um eufemismo para designar um “reino” onde “protecção” quer dizer “abandono”.

Quem conheceu este mesmo espaço com outra vida (e não foi assim há tantos anos) não pode deixar de sentir uma certa tristeza perante a situação e interrogar-se sobre o rumo que está a ser seguido.

Durante a corrida, várias foram as vezes em que tive de voltar para trás por ter encontrado o caminho impedido. Mas desta vez não. A água das últimas cheias tinha feito estragos mas ... dava para passar (a pé!). Lá em baixo está a velha ponte romana (ou árabe?) feita de lajes, que atravessa a ribeira, e que ainda se vai conservando, mas cada vez mais ameaçada com a enorme quantidade de lixo que é arrastado e se acumula junto aos pilares para "medir forças". Soube que um senhor que está a tentar recuperar a velha azenha a 30 metros dali, num gesto merecedor dos maiores aplausos, se tinha encarregado, a expensas próprias, da limpeza dos materiais arrastados.

Gostei de ver a ponte e a ribeira e foi neste particular que encontrei, ainda, alguma semelhança com o passado. Parei, fiquei ali um bocado a ver a água a correr e lembrei-me de


O rio da minha aldeia

O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia
O Tejo tem grandes navios
E navega nele ainda
Para aqueles que vêem em tudo que lá não está
A memória das naus

O Tejo desce de Espanha
E o Tejo entra no mar em Portugal
Toda a gente sabe isso
Mas poucos sabem qual é o rio da minha aldeia
E para onde ele vai
E donde ele vem
E por isso, porque pertence a menos gente
É mais livre e maior o rio da minha aldeia

Pelo Tejo vai-se para o Mundo
Para além do Tejo há a América
E a fortuna daqueles que a encontram
Ninguém nunca pensou no que há para além
Do rio da minha aldeia

O rio da minha aldeia não faz pensar em nada
Quem está ao pé dele está só ao pé dele.

Fernando Pessoa (Alberto Caeiro)

terça-feira, 20 de maio de 2008

A Festa da Amizade



No passado Sábado, 17 de Maio, S. João das Lampas esteve em festa.

Chamaram-lhe, bem a propósito, a Festa da Amizade, numa demonstração feliz de que teremos uma sociedade melhor e mais saudável se a Escola também se preocupar em promover outros valores para além da matéria curricular. Graças a uma exemplar articulação de esforços entre a Associação de Pais e Encarregados de Educação de Escola Básica de S. João das Lampas, o seu Corpo Docente e Auxiliares, os alunos mostraram à comunidade do que são capazes e com ela “interagir “(como, modernamente, soe dizer-se).

O Largo de S. João das Lampas, pela sua amplitude e enquadramento na povoação – e por ter paredes meias com a Escola - possui excepcionais condições para a prática de eventos como este, que visava a angariação de fundos para a aquisição de equipamento que melhore as condições pedagógicas da Escola.

E que bem sabe ver a pequenada correndo de um lado para o outro naquele enorme espaço verde, cheirando a relva acabadinha de cortar!

Com o apoio da Junta de Freguesia e da Sociedade Recreativa local (e de algumas empresas e particulares), esta Festa constava de um programa bem recheado:

No palco, para além dos alunos da Escola, actuaram os “Urban Dance Company”, o Trio “Best Day” (gente cá do burgo mas que também tem direito a nomes com “projecção internacional”, pois então), os Duetos “Andreia Lopes e Jorge Pitacas” e “André e Prof. Pedro”, o Grupo de Hip-hop da União Mucifalense.

Em várias tendas brancas, harmoniosamente distribuídas pelo relvado, funcionaram, olaria, pinturas, casas-ninho, pinturas faciais, pastelaria, recuperação de livros, ciência divertida.

Do riquíssimo programa, ainda constavam outras iniciativas como: slide, cavalos e passeios de charrete, insufláveis, quermesse, serviço de bar, plantas aromáticas e medicinais, etc.

Responderam à chamada, mantendo-se presentes durante toda a festa os Bombeiros Voluntários de Sintra e o Núcleo Escola Segura da GNR cujos agentes, num elevado gesto de profissionalismo, abdicaram da folga em favor deste evento.

Marcaram também presença nesta Festa o Senhor Vereador Luís Patrício e o Chefe da Divisão da Educação da Câmara Municipal de Sintra que, embora apoiando moralmente o evento, se viram ultrapassados pelas novas “políticas” com que a edilidade passou a “ceder” equipamento que, em boa verdade, não servirá para outras coisas.

Tudo isto foi fruto de grande azáfama, que durou até ao final do dia, quando tudo foi desmontado e colocado no lixo o último papelinho que, por descuido, alguém deixou cair. E o espaço foi “restituído” à comunidade exactamente como fora recebido, contrastando com o desrespeito desolador a que se assiste nos dias de feira.

Estas iniciativas são importantes e desejáveis pois delas se podem retirar grandes lições. Para os promotores desta 2ª Festa da Amizade, fica uma palavra de incentivo e de felicitações por mais este sucesso e o desejo de que o exemplo possa estender-se a outras escolas.







terça-feira, 13 de maio de 2008

Depois admiram-se …





O Verão está quase a chegar e começa a notar-se algum “frenesim” acerca da melhor forma de evitar o flagelo dos fogos. Tudo muito certo, mas as medidas “milagrosas” é que deixam muito a desejar. Ora, reparem:

Uma pessoa que entenda que o seu terreno está transformado num matagal e que tendo consciência do perigo que isso pode representar para a comunidade, ache por bem proceder à limpeza e queima dos resíduos, num louvável gesto de cidadania, vai ter de cumprir uma série de requisitos, que são os seguintes:

-Com duas semanas de antecedência, vai ter de ir à Câmara Municipal requerer a licença para fazer uma queimada;
-Levar a caderneta do terreno (com menos de um ano); ou
-Registo na Conservatória (com menos de 6 meses;)
-Preencher requerimento;
-Pagar 5,50€ por dia.
-Apresentar documento comprovativo de que possui capacidade para efectuar a queima, ou declaração dos bombeiros comprovando que estarão presentes.
-Pode também optar por não queimar os resíduos, só que, então, e desde que não ocupem mais do que 3 metros cúbicos, deverá transportá-los para a via pública, onde haja espaço, para que o camião da HP-EM os possa recolher.

É entendimento do Município, que esta será a forma mais adequada de incentivar os proprietários e/ou utilizadores dos terrenos a limparem-nos, acautelando-se, assim, a deflagração dos fogos que, este ano, até no Inverno, ocorreram.

Mas a grande verdade é que o fogo (que uma qualquer beata pode iniciar) não se preocupa com taxas nem certidões. Por isso, o que está a acontecer é penalizar-se quem demonstra alguma preocupação em evitá-lo.

Aqueles que não ligam ao assunto, não têm qualquer tipo de aborrecimento. Se arder, ardeu. Alguém há-de apagar e … pagar.

E assistiremos, depois, aos responsáveis políticos a lamentar muito a situação.

terça-feira, 6 de maio de 2008

CICLOMUTISMO

Aqueles que, como eu, têm de passar o dia a vender a sua disponibilidade por mor de uns trocados que lhes permitam subsistir, só lá pr’à tardinha é que arranjam um bocadinho para fazer algum exercício físico. Uns vão para os ginásios ou piscinas, outros andam de bicicleta, outros (onde me incluo) correm.

Se os primeiros têm o seu espaço bem definido, os segundos e os terceiros partilham frequentemente a estrada.

Um dos meus percursos preferidos, pois tem bom piso, a estrada é larga, bem marcada e bem iluminada, tem também a preferência de dezenas de ciclistas que, constantemente, se cruzam comigo ou me ultrapassam.

Enquanto corro, tenho por regra, cumprimentar com uma simples saudação os desportistas que, conhecendo ou não, vou encontrando no meu caminho. Talvez por isso me custe a aceitar que os ciclistas, habitualmente, não retribuam o cumprimento! Será da “concentração”? será da “velocidade”? será que um “Ói” interfere com o ritmo respiratório ?

Seja porque razão fôr, fazem-me sentir um intruso no “pedaço”.

Uma outra hipótese que tenho de considerar é que se esteja em presença de uma nova modalidade – O “Ciclomutismo” em que o ciclista, por força do regulamento, esteja impedido de proferir qualquer palavra!

Claro que há excepções, mas essas, já se sabe, servem para confirmar a regra.

Disse. Caberá, agora aos “ciclomudos” demonstrar o contrário das conclusões do meu “estudo”.

Poderei passar por aldrabão, mas ficaria satisfeito se o que referi deixasse de acontecer.

Ou então, sou eu que ando com a mania que sou importante e afino quando não me ligam nenhuma .

domingo, 4 de maio de 2008

Minhas Maratonas e "Ultramaratonas"(*)

Para quebrar o tédio, vou mostrar-vos o
placard das

Minhas Maratonas e "Ultramaratonas"(*)

1. 18.Dez.1983 -Maratona Spiridon 3h03m15s
2. 28.Nov.1993 -Maratona de Lisboa 3h05m00s
3. 24.Nov.1994 -Maratona de Lisboa 3h35m00s
4. 25.Fev.1995 -Maratona de Sevilha 3h07m16s
5. 27.Fev.2000 -Maratona de Sevilha 3h25m07
6. 25.Fev.2001 -Maratona de Sevilha 3h24m41s
7. 24.Fev.2002 -Maratona de Sevilha 3h23m.19s (3.22.25)
8. 07.Abr.2002 -Maratona de Paris 3h18m31s (3.20.04)
9. 27.Abr.2002 -Maratona de Madrid 3h27m36s (3.26.07)
10. 23.Fev.2003 -Maratona de Sevilha 3h29m59s (3.28.54)
11. 07.Dez.2003 -18ª-Maratona de Lisboa 4h.01m46s(4.01.07)
12. 29.Fev.2004 -Maratona de Sevilha 3h28m41s(3.27.43)
13. 18.Abr.2004 -Maratona de Lisboa 2004 (3.21.29)
14. 17.Out.2004 -1ªMaratona do Porto 3.23.54 (3.23.45)
15. 05.Dez.2004 -19ª Maratona de Lisboa 3.27.59 (3.28.39)
16. 27.Fev.2005 -Maratona de Sevilha 3.22.30 (3.22.36)
17. 24.Abr.2005 -Maratona de Madrid 3.16.09 (3.17.08)
18. 24.Jul.2005 (*) -Raid Pedestre Melides -Tróia (4.39.39)
19. 2.Out.2005 -2ª Maratona do Porto 3.16.50 (3.16.30)
20. 4.Dez.2005 -20ª Maratona da Lisboa 3.29.30 (3.30.20)
21. 26.Fev.2006 -XXII MARATONA DE SEVILHA : 3,15,26 (3,16,46)
22. 30.Abr.2006 -29ª Maratona de Madrid – 3.26.50 (3.28.05)
23. 30.JUL.2006 (*) – Raid Pedestre Melides-Troia (6.15.59)
24. 15.Out.2006 -3ª Maratona do Porto (3.28.53)
25. 3.DEZ.2006 -21ª Maratona de Lisboa (3.27.45; 3.28.05)
26. 11.Fev.2007 -23ª Maratona de Sevilha ( 3.33.25 ; 3.33.00)
27. 22.Abr.2007 -30ª Maratona de Madrid (3.44..07 ; 3.45.42)
28. 15.Jul.2007(*) -Raide Pedestre Melides-Troia (5.26.40)
29. 21.Out.2007 -4ª Maratona do Porto (4.08.45)
30. 02.DEZ.2007 -22ª Maratona de Lisboa (3.30.25 ; 3.30.42)

Nota breve

Estou chateado! Sem saber porquê, mas estou chateado. É um daqueles dias em que até tenho disponibilidade e sei que o que não me falta é coisas para fazer. Mas a verdade é que nada me cativa. Não me apetece ir correr um bocadinho; não me apetece ver televisão; não me apetece ler nem escrever; não me apetece arrumar o montão de coisas que tenho para arrumar dentro de casa, nem dar uma ajeitadela ao jardim que tanto precisa.
Apático, adinâmico, abúlico!
Não queiram estar ao pé de mim, porque se isto se pega...

sexta-feira, 2 de maio de 2008

O 2º de Maio

Fico com "raiva" de mim sempre que faço asneira! Se tivesse começado a correr apenas há uns meses ainda “dava um desconto” (como no Freeport), mas assim… eu explico :

Como tenho corrido tão poucochinho esqueço-me de algumas particularidades do “material” de corrida que ainda vou tendo (antigo, claro).

Há dois anos atrás, visitei a loja da Adidas, no Freeport, pois tinham-me falado que se praticavam ali bons preços. De facto, não me pareceram maus, só que, dos modelos existentes, não havia todos os números. Eu calço o 40, número que, por azar e por mais que remexesse, não encontrei (nos que estavam em saldo, bem entendido). Só que, a preocupação de olhar mais para a carteira do que para os pés, aconselhou-me a não deixar perder a oportunidade. Com 35 Euros, podia trazer dois pares!!! Não me perguntem é os modelos, que eu só sei dizer as cores : uns eram azuis e outros brancos com uns laivos amarelos e pretos.

Experimentei os primeiros que eram o 41(!). Folgadinho, é certo, mas ainda que o pé “chinelasse” lá dentro, tinha que me convencer : - o pé “incha” durante a corrida, uma palmilhazinha ou uma peúga mais grossa e é uma pechincha que não posso perder.

Experimentei os segundos: eram o 39(!); já os calcei mais a custo, mas… até os aguentava “mais ou menos”, só que tive de “reajustar” os critérios para os comprar : - com uma peúga mais fininha, poderia usá-los em provas mais curtas!

E pronto, achei melhor não pensar mais, senão acabava por vir de mãos a abanar e, na minha cabeça, tinha feito o negócio da década: 35€ -dois pares de ténis adidas !!!

Ao longo destes 2 anos, os azuis (41) não me decepcionaram nada: já fizeram umas 5 ou 6 maratonas sem nunca me terem dado qualquer problema. Os outros (39), em treinos, cedo me demonstraram que não eram para os ter calçados muito tempo, mas devia calçá-los porque sempre iam “alargando” qualquer coisa. Como são mais “giros” levam-me ao “engodo” : - pode ser que o pé não dilate muito e, como vou nas calmas…

Foi o que aconteceu ontem. Voltei a confiar neles e, ao fim de 3 km, já tinha que ir com os dedos encolhidos! À chegada, lá tinha, à frente de cada “dedo grande” um hematoma.

Sou burro ou não sou?

A minha esperança é que o Paulo Silva não leia isto.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Corrida do 1º de Maio - Lisboa

À chegada ("pista um")


- QUEREMOS TRABALHO ! QUEREMOS TRABALHO! QUEREMOS TRABALHO!
-Oh amigo, eu preciso de trabalhadores ! Se quiser, está contratado !
-Porra, que é preciso ter azar ! De tantos milhares que aqui estão, logo havia de me calhar a mim !!!!!

Esta é a laracha que se conta e que evoco neste dia, se calhar, brincando com uma realidade sem a menor graça.

Mas hoje é o 1º de Maio e eu, que não sou muito destas coisas de manifestações, vejo na corrida de massas, uma forma de dar expressão à movimentação que o dia gera, quando é dada voz àqueles que dela mais precisam. Com isto não quero desculpar-me, pois fui à Corrida, em primeiro lugar, porque gosto de correr !

Tempo agradável (mais o do clima que o do relógio, mas esse não vem ao caso); três dedos de conversa com gente amiga; posicionamento lá bem para trás e... “ei-los que partem, velhos e novos...”

Vermos mais gente na rua é uma vantagem que esta prova tem em relação a outras que se realizam em Lisboa. Em vários pontos do percurso, aglomeravam-se pessoas que aplaudiam e incentivavam os atletas. Sim senhor.

No final, a chegada ao estádio é sempre muito agradável e saí dali com o saquinho na mão, ao som da música do Vitorino, que também nunca falta a estas coisas. E eu gosto de o ouvir !

Em termos de organização, dada a sua experiência, a nota é alta, permitindo-me apenas fazer alguns reparos que-diga-se em abono da verdade – para mim, não fizeram qualquer diferença :

-A inexistência de um arco insuflável na partida retira algum brilho àquele momento importantíssimo da prova;
-Os primeiros quilómetros não estavam marcados (ou então fui eu que não os vi).

O meu tempo ? Tá bem, eu digo : 1,16, pronto !