sábado, 9 de maio de 2009

Batoteiros na corrida

A propósito de irregularidades ocorridas na última Meia de Lisboa e que o Linda-a-Pastora S.Clube denunciou no último número da Revista Atletismo, surgiu um interessante debate no Forum do Mundo da Corrida. Lá fui “meter a minha colherada”:

De certeza que ninguém se sente feliz por ver na praça pública uma atitude indigna por parte de um “companheiro da nossa estrada” (expressão feliz, que é título do livro do José Man). Mas mais condenável que trazer o caso a público é que ele tenha ocorrido.
Não deve ser o mensageiro o “mau da fita”.
É verdade que há telhados de vidro e quem os tem, deverá ter o discernimento suficiente para não andar à pedrada.
Ver o erro e não o denunciar, como tem sido repetidamente dito, só serve para que continue a errar-se.
A atitude antidesportiva é tanto mais grave quanto mais prejuizo causar a terceiros e os terceiros terão todo o direito de denunciar as irregularidades da forma que entenderem, como forma dissuasora. Foi o que aconteceu neste caso. Pode não ter sido a solução ideal, mas com ela, o Linda-a-Pastora prestou um importante serviço à nossa comunidade. Sempre me causou uma certa impressão que as imagens dos media protejam a identidade de pessoas com comportamento anti-social. Dizem que é por causa dos direitos humanos. Direitos aplicados ao infractor mas que se esquecem a propósito da vítima.
Custa-me a “encaixar” porque haveria de proteger-se a identidade do prevaricador?
Quanto ao “castigo”, penso que já é bem pesado aquele que o atleta tem de enfrentar ao ser alvo do olhar dos companheiros, lembrando ao do lado : “- aquele é que é o gajo que correu com dois chips” : a vergonha pública.
O Pedro Lorvão terá todo o direito de se defender, pois nós só “ouvimos” ainda uma das partes. Se forem infundadas estas acusações, o mesmo espaço que as publicou terá o dever de as negar. Se forem verdadeiras, que ninguém saia “crucificado” por ter tido um comportamento errado, mas humildemente, ele deverá formular um pedido de desculpas público.
A família do atletismo, precisa de todos e tem uma grande capacidade de perdoar e dir-lhe-á :
-Vai, Pedro! E não voltes a pecar.

3 comentários:

joaquim adelino disse...

Há coisas que são feitas mesmo com má fé e com o intuito de prejudicar terceiros, este caso é um deles. É louvável a atitude de perdoar, mas tenho dúvidas que gente desta algum dia possa reconhecer os seus erros. Se assim for dou a mão à palmatória e então louvo a iniciativa que visa sanar e corrigir este caminho que foi trilhado por linhas tortas.
Abraço.

runningirl disse...

Faço da palavras do Joaquim as minhas. Concordo plenamente.

Um abraço
Sandra

Viralhada disse...

Érro todos os dias! Mal me levanto e já estou a errar! Mas existem erros de boa fé que fazemos inconscientemente e existem os outros, que fazemos no intuito, o qual eu costumo denominar de "chique espertice", ou seja que é feito por um Chico-Esperto.
Sei que o Mundo os proteje e os desculpa, como tal aqui foi dito, até poderemos dar uma hipótese a "este" Chico mas, ele tem de ser confrontado com esta situação e com a revolta dos intervenientes. Pois gostaria então de saber, o que faremos com as pessoas que "perderam" o dinheiro o do ano passado e o deste ano que foram aqui desmascarados e provados (refiro-me a 2008 e 2009 e secalhar até noutros anos ele fez o mesmo e noutras provas mas, isso já sou eu a especular e deixar-me levar).
Deve-mos então desculpar os chicos...sim...por uma vez...não faz mal, pois não? Mas, e podemos esconde-los? Uma pessoa que corre com dois chips de certeza que não está a agir de boa fé. Ou terá uma boa desculpa para o fazer?
Sinto que estas situações só desgastam o atletismo e o tornam pobre, e mais isto só foi possivel de descortinar porque aconteceu numa prova de grande impacto, onde tanto o meio fotográfico e de video assim o permitiram, noutras há que é completamente impossivel encontrar qualquer prova válida.
O Mundo só é dos Chicos-Espertos se nós deixar-mos.
Boas corridas sempre com fair-play. Abraço