sábado, 18 de janeiro de 2014

É política...


Um dos princípios que, desde muito cedo, interiorizei para nortear o meu comportamento ao longo da vida foi o de não fazer aos outros aquilo que não gostaria que os outros me fizessem.
Ora, tendo sempre por base que sou pessoa que cometo erros, se eu tiver sido tolerante com os outros, poderei esperar deles alguma tolerância quando falho.
Porém, chego à conclusão que  pensar assim é coisa de ingénuos. É que surgem outros valores a interferir naquilo que parecia inquestionável e que assim fica relegado para segundo plano. São os interesses políticos. De outro modo, como é que se consegue compreender que aqueles que, enquanto poder,  pretendiam que os seus adversários tivessem uma atitude cooperante no essencial, desvalorizando algumas falhas de pormenor, trocando de lugar, considerem graves e muito graves as erros de idêntica importância, só porque agora estão do outro lado!?
E quando eu sabia que os erros eram meus, custou-me que eles estivessem a servir de arma de arremesso. Por isso, legítima ou ilegitimamente, “saltou-me a tampa”.

É que “…serei tudo o que quiserem, mas “assistente” castrado NÃO!” Faz hoje 30 anos que morreu Ary dos Santos .
De acordo com a frase que celebrizou Octávio Machado, "vocês sabem do que falo"! Mas quero pedir desculpa aos que não sabem.

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