sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

O GP Fim da Europa no Jornal de Sintra



Aqui está a reportagem do Jornal de Sintra sobre o Grande Prémio Fim da Europa, realizado no passado Domingo, num trabalho feito por quem gosta muito de atletismo e está sempre presente nos grandes momentos que prestigiam a modalidade e o Concelho de Sintra. Obrigado Ventura Saraiva.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

TransOmânia: Dois segundos (ou dois primeiros?)



59.24.46 - Johan Steene
59.24.48 - João Oliveira


Dois míseros segundos não te tiram
Os louros de uma glória desejada;
Quando os olhos do mundo bem te viram
Sempre à frente em tão longa jornada.
Muito poucos humanos conseguiram
Correr o que correste, de enfiada:
Foram sessenta léguas, ou lá perto
Pelas terras de Omã, puro deserto.

Seguimos os teus passos como nossos,
Sentimos o teu esforço e imaginamos
Que um tal feito, digno de colossos,
Enche de orgulho este País que amamos.
De que massa se fazem os teus ossos?
De que essência o teu querer, que idolatramos?
Spartatlon, Transomânia…, que mais,  João?
Que a tua garra fosse a da  Nação.

  Assim foi a Transomânia

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

No Nevoeiro, em Busca do Farol

A tenebrosa subida dos 10Km

Os primeiros a passar

O terceiro

...e o meu amigo João Lopes

"Tive a sorte de ter sido contactado por alguém que se dispôs a aguardar (nas inóspitas condições que a Serra nos proporcionou na manhã de Domingo) pela passagem dos dois mil participantes no Grande Prémio Fim da Europa, que, entre  o verde do arvoredo e o branco esbatido do nevoeiro, iam surgindo alegres, em cores garridas, diante da sua objectiva. Obteve um álbum, de grande qualidade que, simpaticamente disponibiliza a todos aqueles que desejem boas  recordações desta grande Prova.
Deixo-vos alguns exemplos e convido-vos a observarem este excelente trabalho. Pena tenho eu de não ter ficado registada a minha passagem. Vejam se a vossa teve melhor sorte. Basta pedir para  jorge.teixeira300@gmail.com / portugalsports300@gmail.com
Fica aqui um agradecimento sincero ao fotógrafo, Jorge Teixeira, pela amabilidade da sua proposta."

Os interessados, deverão…no canto superior direito…clicar em Browse…depois em Folders escolherem Sports...e depois escolherem a Galeria que quiserem…

...e deliciem os vossos olhos.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Dose Dupla e Piriquita


Já tem 7 anos esta "estória" que era um fadinho daqueles com música de cordel e remonta-se aos primórdios das loucuras dos treinos em dose dupla. Avizinhava-se mais uma edição do Grande Prémio Fim da Europa e estávamos em Janeiro de 2007 , altura em que se travavam interessantes diálogos no Forum do Mundo da Corrida que, infelizmente, sofreu um "apagão" que lhe retirou os conteúdos arquivados.
O Tigre lançou o barro à parede para ver se alguém o acompanhava e logo se mobilizaram 2 dezenas de "corajosos", incluindo um alentejano que se tornou nosso amigo, o Amílcar, que logo se alistou, mas que ficou surpreendido com o "prémio prometido".
Como ontem, foram bastantes aqueles que fizeram a versão dupla da Prova, lembrei-me de ir ao baú, para sacudir o mofo do tal "fadinho".
Vamos e ele?

Por estar já farto da monotonia
Comunicou à plebe a sua ideia:
-Que tal, malta, arranjarmos um dia
P´ra fazermos de um treino uma tareia ?

Assim falou Luís, de aberto peito,
Num dia em que se achou mais inspirado
E quem q’ria porrada pôs-se a jeito
E pôs-se à espera do comunicado.

- Que tal correr na Serra verdejante,
Respirando o ar puro que provoca
Numa paisagem linda, deslumbrante,
Desde o Paço Real até à Roca ?

- E depois de corrermos até lá
Indo sempre nas calmas e com sorte
Teremos todos que voltar p’ra cá
E já ninguém precisa de transporte!

Então não é que a malta concordou?!
Surgiram “bebe-chás” e “machadinhas”
E bem depressa um grupo se formou,
Já eram bem perto de vinte alminhas.

Contente vem o Luís, todo lampeiro,
E quis tornar a coisa mais bonita:
-Quando chegarmos, vai um travesseiro;
É que ninguém resiste à Piriquita!

Um alentejano que já estava inscrito,
Ficou surpreso com tal desempenho:
E disse :- agora é que vai ser bonito!
Onde é que eu me meti? P’ra onde venho?!

E disse, então na net, à sua “tropa”
Lá do seu Alentejo tão profundo:
- Se de Sintra p’ra lá é o Fim da Europa
Para lá e para cá é o Fim do Mundo!

E sem o menor sinal de cansaço
Põem a cerejinha na desdita
E digam lá, senhores, o que é que eu faço
Se ainda falam em ir à piriquita?!

Talvez seja o meu fim, estou desgraçado;
Talvez tal aventura não repita;
Talvez logo a seguir caia p’ro lado
Mas nunca disse não à piriquita

Talvez logo a seguir caia p’ro lado
Mas nunca disse não à piriquita.

domingo, 26 de janeiro de 2014

XXIV GP Fim da Europa

Apanhado na partida pelo meu amigo Luis Parro 

Depois de muita polémica, a forma como decorreu este 24º Grande Prémio Fim da Europa, tem o condão de fazer com que os cépticos se rendam às evidências. Eu incluído. Participei, gostei de participar e gostei do que vi. Afinal, a “temível” moldura humana não teve outras consequências a não ser dar um vistoso compacto colorido a toda aquela estrada que Serra a dentro e acima e abaixo, nos levou de Sintra ao Cabo da Roca. É verdade que não chegaram, a ser os tais 3000 de que se falou, mas andou perto dos 2000 à chegada.
Há, pois, que felicitar a Organização pelo sucesso alcançado. Em tudo aquilo que tive oportunidade de ver, não encontrei falhas: nova imagem, novos pórticos de partida e chegada, novas placas de marcação de km bem visíveis, grande mobilização de voluntários nos abastecimentos e na chegada, a grande tenda/abrigo, o farnel e chazinho quente, a distribuição das mochilas-a que não assisti, rápida entrega dos prémios, autocarros de regresso à Azoia e a Sintra em quantidade satisfatória, rápida disponibilização dos resultados provisórios e diplomas.
O tempo é que não se quis juntar à festa, "vestindo" a Serra com um manto de nevoeiro e chuva miudinha que, se nos retirava a possibilidade de contemplarmos as paisagens, envolvia-nos num cenário também belo,  do misticismo a que os “mistérios das estradas de Sintra” nos habituaram.
Portanto, meus amigos, fico contente por se terem dissipado as reservas que tinha e podermos continuar  a contar com o GPFE em  todo o seu esplendor.
Repare-se, porém, que mantenho o que disse em relação às questões suscitadas pelo critério de agravamento das taxas de inscrição e a falta de transparência envolvida no processo e continuo a achar que se trata de matéria a rever e à qual a Câmara certamente irá estar atenta na próxima edição.
Renovo os meus votos de Parabéns à Organização e a toda a gente envolvida na Prova.

Quanto à minha participação, foi modesta, como sempre achei que iria ser: 897º com 1,31,48, a par do meu amigo Nelson Alegre e depois de termos feito o percurso inverso desde a Azoia, “a meter kms para Sevilha”.

Obs. Não foi preciso acender a vela. 

sábado, 25 de janeiro de 2014

Amanhã, vou acender uma vela na Muchima






Ponha aqui o seu pezinho,
Depressa ou devagarinho
Nesta Serra que é tão grande
Que eu tenho uma carta escrita
Para a Prova mais Bonita…
Amanhã, talvez a mande!

Já foi tanta a “judiaria”
Ao invés do que se queria
Em matéria de inscrições,
Mas isso é assunto morto
Se isto não correr p’ro torto
Chovam felicitações.

Mas há coisas sem perdão
Por não ter em atenção
Que a Corrida é popular,
Correram com a malta tesa
Que sem ganhar para a despesa
Já não podem alinhar.

Mas a Serra que é de todos
Não sei se gostou dos modos
Que neste ano introduziram,
Amanhã, se saberá
Seis mil olhos haverá

P’ra nos contar o que viram.


sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Um dorsal com direito a... Heráldica




A nobreza tem destas coisas :

Foram escolhidos os símbolos claramente identificadores do percurso, tendo em fundo a Serra de Sintra em silhueta azul e o Palácio da Vila em silhueta negra, ponto de partida de três milhares de corredores.
Em chefe, no cantão direito, o palácio com as suas imponentes chaminés sobressaindo de um círculo amarelo representando a Lua, em alusão à antiga denominação de serra “Monte da Lua”; ao centro a inscrição Sintra-Câmara Municipal, entidade organizadora do evento e no cantão esquerdo do chefe, sobre rectângulo roxo, o horário da partida a amarelo. Em flanco à direita em extensão, inscrição de leitura ascendente com o nome e idade do portador; a negro, número árabe com quatro algarismos representando a ordem de inscrição. No flanco esquerdo em extensão, o esboço a cinza do Farol da Roca, local  “onde a terra acaba e o mar começa”, destino dos corredores também aí representados em silhueta policromática.
Em ponta, a inscrição a branco sobre fundo negro: XXIV G.P. FIM DA EUROPA associado a um elemento destacável e personalizado.


Longe vão os tempos da plebe.

sábado, 18 de janeiro de 2014

É política...


Um dos princípios que, desde muito cedo, interiorizei para nortear o meu comportamento ao longo da vida foi o de não fazer aos outros aquilo que não gostaria que os outros me fizessem.
Ora, tendo sempre por base que sou pessoa que cometo erros, se eu tiver sido tolerante com os outros, poderei esperar deles alguma tolerância quando falho.
Porém, chego à conclusão que  pensar assim é coisa de ingénuos. É que surgem outros valores a interferir naquilo que parecia inquestionável e que assim fica relegado para segundo plano. São os interesses políticos. De outro modo, como é que se consegue compreender que aqueles que, enquanto poder,  pretendiam que os seus adversários tivessem uma atitude cooperante no essencial, desvalorizando algumas falhas de pormenor, trocando de lugar, considerem graves e muito graves as erros de idêntica importância, só porque agora estão do outro lado!?
E quando eu sabia que os erros eram meus, custou-me que eles estivessem a servir de arma de arremesso. Por isso, legítima ou ilegitimamente, “saltou-me a tampa”.

É que “…serei tudo o que quiserem, mas “assistente” castrado NÃO!” Faz hoje 30 anos que morreu Ary dos Santos .
De acordo com a frase que celebrizou Octávio Machado, "vocês sabem do que falo"! Mas quero pedir desculpa aos que não sabem.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

“Duas ou Três Coisas que Eu Sei Dele”




Se me tivessem pedido para fazer uma lista de pessoas amigas que escrevem regularmente e que nunca iriam aderir ao malfadado AO90, há um que eu colocaria no topo: JM, um amigo que tive o prazer de conhecer na net, onde contemplei os seus belíssimos e sábios escritos com quem tanto aprendi, que me incentivou a escrever os meus próprios apontamentos e que tive e tenho o grato privilégio de conhecer pessoalmente.
Fazia tempo que não visitava o seu blogue, que se transformou numa referência nacional na divulgação de uma modalidade desportiva e cultural na Natureza, em crescente expansão. Hoje fiz-lhe uma visita e fiquei “engasgado”, quando dei por mim a “tropeçar” em palavras “amputadas”, palavras com que ele trabalha de forma encantadora!
Meu querido amigo JM, tu que sempre deste provas de saber resistir à agressão, de lutar por causas justas, de não te deixares influenciar por interesses obscuros, tu que sempre foste mais fiel aos teus princípios do que àqueles que te impõem… que fizeste às palavras que tanto respeitas e que são delicadas ferramentas com que tão bem trabalhas?
Querido Amigo, sei que as tuas responsabilidades editoriais são bem diferentes das minhas e pelas “Duas ou Três Coisas que Sei de Ti”, nunca eu teria a ousadia de censurar as tuas opções, mas não resisto a fazer um reparo sincero, mesmo que inconsequente.

Um grande e forte abraço, meu Amigo.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

E vão duas



Vai  com a cabeça onde nem  com a mão
O guarda redes consegue chegar;
Coloca a bola com tal precisão
Que só nas redes ela vai parar.
Em cada golo salta a multidão
E  ergue os braços para festejar
E grita forte :-Cristiano, Cristiano
Tu és o novo orgulho Lusitano.

P'lo mundo inteiro , onde tens brilhado
Conquistaste o respeito de um colosso
Fazes lembrar as glórias do passado
Quando outros heróis de carne e osso
Outros mundos ao Mundo tinham dado.
Teu talento, surgido ainda moço
Deu-te  arte e engenho que sobeja
E um Mundo que tanto te deseja.

E no palco onde  foste premiado
E  exibiste o troféu de um Campeão
Vimos teu lado humano associado
Sem conseguires conter a emoção.
E no bom Português por ti falado
Exaltaste o brio de uma Nação
Que contigo chorou, mas de alegria
Pois o que tu sentiste ela sentia.

sábado, 11 de janeiro de 2014

Ludovico e a Bela Moira






Um ano após esta história, houve festança e foguetes  nos arrabaldes do castelo. Os propósitos tinham sido conseguidos.
Outro ano se passou e  verificaram-se grandes mudanças : mudou o alcaide, que trazia muitas propostas novas para a plebe; mudaram os guardiões da bela moira. Desta não havia notícias e começava a pairar idêntico quadro ao que ocorrera dois anos antes. Iam-se verificando movimentações populares em redor do castelo. Queriam saber dela, e aqueles que lhe juraram fidelidade e protecção eterna, já se preparavam para entrar em acção.
A multidão foi crescendo e surge então o desejado anúncio de que tudo estava bem e a bela moira, saudável e encantadora como sempre.
Porém, Ludovico, que nunca se tivera  juntado ao grupo dos fiéis (para não prejudicar, dizia ele, pois tratava-se de uma figura nem sempre bem aceite)mas que à distância sempre dera algum apoio, desta vez, sozinho e pela calada, conseguiu seduzir os guardiões da desejada moira, pega-a ao colo e, sem que a multidão se apercebesse, levou-a consigo.
Faz-se depois anunciar que finalmente, ela poderia receber visitas. Todos esfregam as mãos de contentamento e acorrem ao local.  Era uma enorme tenda de circo e Ludovico pôs-se à porta:
- São 12 dinheiros para os primeiros a chegar e, quando eu entender passará a ser 15 e quando eu voltar a entender, serão 18… e 20!
 Não adiantava reclamar.
O pote, onde se iam deitando as moedas, encheu rapidamente e a tenda já abarrotava de gente. Mas Ludovico tinha mais potes para encher e o espaço na tenda havia de se arranjar logo que saísse de lá um primeiro grupo.

Fora da tenda era grande a celeuma: uns vociferavam, outros exibiam cartazes de indignação. Dentro da tenda, a multidão ia beijando a mão da donzela de olhar doce, mas aqueles que estavam verdadeiramente apaixonados por ela, estavam incrédulos por vê-la  convertida num produto de venda. Ela, que era de todos! E choraram. Outros nem tiveram coragem para entrar.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades



Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, 
Muda-se o ser, muda-se a confiança: 
Todo o mundo é composto de mudança, 
Tomando sempre novas qualidades. 
Continuamente vemos novidades, 
Diferentes em tudo da esperança: 
Do mal ficam as mágoas na lembrança, 
E do bem (se algum houve) as saudades. 

O tempo cobre o chão de verde manto, 
Que já coberto foi de neve fria, 
E em mim converte em choro o doce canto. 

E afora este mudar-se cada dia, 
Outra mudança faz de mor espanto, 
Que não se muda já como soía. 

Luís Vaz de Camões, in "Sonetos"
A que propósito vos trago este soneto ?  Ah, já sei. Depois falamos.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Eis que um velho...



Eis que um velho de aspeito venerando
Que comandara mal a nossa gente
Vendo este  povo em lágrimas, chorando
A perda do seu “ Rei” tão duramente,
Tomou o microfone . Eis se não quando,
Num estilo bem pior que antigamente
Ao “Rei” se referindo, mas sem jeito,
Tais palavras tirou de experto  peito  :

“-Era um bom jogador, mas sem cultura;
E era um homem bom, mas que bebia”…!
O povo ouvindo esta criatura
Já nem acreditava no que ouvia.
Perde então um pouco a compostura
Perante o desrespeito que sentia
Pelo ídolo que agora se finara
E que em grande homenagem recordara.

Alevanta-se, então um admirador
Que, sem se aguentar, ergueu a fala:
-O "Rei" fez tudo bem sem ser doutor,
É esta multidão que o assinala;
Se é o que sabe dizer em seu louvor…
Maior a gratidão p’r a quem se cala,
E  apetece-me dizer-lhe, sem que o peça:

-Vá lá, Sr. Doutor, DESAPAREÇA !" 

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

O Iconoclasta



Já poucos suportam a tua constante interferência no panorâmica político, tenhas ou não razão naquilo que dizes.  Já tiveste o teu tempo, - e não foi nada pouco – para mostrares o que valias, fazendo o que este Povo te incumbiu de fazer.  E fizeste? Lá terás feito alguma coisa boa, concerteza, mas de algumas asneiras que cometeste, muitos nunca tas perdoarão. Outros ainda te darão o benefício  da dúvida.
“-Oh Senhor guarda, desapareça!” – lembras-te desta frase a que achaste muita graça e que mostra bem o teu lado “humanista” e o respeito pela profissão de quem te protegia? Talvez conseguisse enumerar uns quantos “tesourinhos” deste quilate, que põem a nú o teu verdadeiro pensamento, mas isso poderá ficar para outra altura. Mas esta, a de hoje, foi forte! 
Tu, que o dirigiste, devias vergar-te perante quem o teu Povo se verga. Ao contrário, o que fizeste foi aviltar a memória de um Ídolo que o teu Povo adorou. Um ídolo que tu, se calhar, também pensaste que eras - e houve, certamente, quem tivesse fé em ti. Mas foste desiludindo e continuando a tapar o sol com a peneira para que,  continuassem a acreditar em ti. E que vemos hoje, da tua herança no comando dos nossos destinos? Achas que cumpriste?  Falemos agora do “Rei”.  Trasformou-se num Ídolo não por uma questão de fé, mas porque deu provas. O que ele sabia fazer, fê-lo com a mestria que o Mundo inteiro lhe reconheceu. O Povo contava com ele e ele correspondia. O Povo contava contigo e tu…desiludiste. Ao contrário,  ele nunca desiludiu. 
Sabes, Mário? Se a tua popularidade já andava pelas ruas da amargura, com esta afronta ao teu Povo, penso que fizeste um verdadeiro harakiri. É verdade que não tens ambições políticas nem precisas de demonstrar nada a ninguém, pois já  demonstraste  o que eras capaz de fazer. Mas tinhas uma respeitabilidade a manter  e não pugnaste por ela.
Entraste no templo e profanaste um ídolo só porque não eras tu. Nem os fiéis que já tiveste, te perdoarão.

domingo, 5 de janeiro de 2014

O Mistério do Trapinho


Lembro-me que era eu um puto e recebia do meu tio, as primeiras lições de hegemonia benfiquista,  nos primórdios dos anos 60, nos saudosos tempos em que o SLB conquistava  Taças dos Campeões.
Certa noite, ele apareceu em casa com uma pequena tira de um tecido encarnado e mostrava-nos aquilo com o entusiasmo de quem mostra uma jóia valiosíssima, querendo fazer-nos adivinhar o que seria aquele  trapinho.

Como não “íamos lá”, ele acabou por revelar a resposta : era um pedacinho da camisola do Eusébio, seu grande ídolo, numa das muitas noites de glória no Estádio da Luz.
Rei Eusébio, os ídolos não morrem. 

sábado, 4 de janeiro de 2014

E a palavra vencedora é… “BOMBEIRO”


Amigos meus, orgulhosamente Bombeiros
 ( em cima: O pequeno Gonçalo e o pai babado, Rui; em baixo  C.Cravo)
-Não lhes pedi autorização, mas sei que eles não se chateiam-

A competição está intrinsecamente ligada à condição do ser humano. Tudo serve para competir. Até o vocabulário. Existem palavras mais ricas ou menos ricas, palavras mais usadas ou menos usadas, tudo em função das circunstâncias verificadas num determinado período de tempo. Foi-nos dado um lote de uma dezena de palavras para que, de entre essas, pudéssemos eleger a que nos parecia mais adequada ao ano de 2013.  Ganhou, por larga margem a respeitosa, heróica e altruísta palavra “BOMBEIRO” !!! Eu, que sempre achei meio tonto este concurso, curvo-me perante a palavra escolhida, sinal claríssimo de que os votantes (e eu não votei, pois não sabia quais as palavras a concurso, nem como votar) têm um enorme respeito por aqueles que têm por lema “Vida por Vida”. Isto diz tudo.
O bom senso ditou a escolha óbvia, pois “BOMBEIRO” figurava numa lista, ao lado do hilariante “irrevogável”,  do surpreendente “papa”, do  oportunista “swapp”, do despautérico “inconstitucional”, da despreconceituosa “co-adopção”,  do inconsequente “piropo”, da ancestral e, ao mesmo tempo, ultramoderníssima “corrida”…
Já o disse, “BOMBEIRO” ganhou destacada e merecidíssimamente. Mas fica-me de certa forma “atravessado” que “corrida” tenha ficado nos últimos lugares, ao lado de “piropo”. Olhem que porra!  Ainda acredito que é por ter sido escrito com letra minúscula, eheh.

Mas o facto de “corrida” ter sido sugerida no lote dos vocábulos mais utilizados, significa que no ano de 2013, a força da Corrida foi notada. É verdade que pode ter sido “moda”, mas custa-me a crer que não tenha vindo para ficar. E fica ainda demonstrado que, também nesta competição, “ Corrida” existe para além da pretensão de querer chegar em primeiro. Estar lá, já é muito bom.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Balanço de 2013


a 1ª : Subindo a Serra de Sintra no GPFE

e a última de 2013: SS Olivais (foto de Manuel António AMMA)


Do Cabo da Roca aos Olivais, foram 22 as provas que fiz em 2013, e como está na altura de fazer um balanço do meu ano desportivo, aqui fica uma resenha . Devo dizer que, comparado com muitos "cavalões" que andam aí no pelotão, foi muito fraquito, conforme se pode ver a seguir:      


  1.      27,Jan.(17K-1,26,40) Grande Prémio Fim da Europa
  2.     10.Fev.(20K - 1,36,40) - 20 Km de Cascais
  3.        23.Fev. (?K 1,27,02-) Trilhos de Sintra à Noite
  4.        24.Mar. (21K-1,46,32) Meia Maratona de Lisboa
  5.        7.Abr. (15K-1.10.10) Corrida dos Sinos -Mafra 
  6.       14.Abr.(10K-45,30) Corrida do Benfica -António Leitão
  7.      1.Mai. (15K- 1,12,03) Corrida do 1º de Maio
  8.      18.Mai.(10K-51,18) Corrida BES Run-Sintra
  9.     26.Mai. (21K -1.51.20) Meia Maratona da Areia -Caparica
  10.       8.Jun.(10K -45.34)  Corrida Stº António -BES Run Lisboa
  11.         8.Jun.     (7,2K-32.21) Corrida do Ambiente-Sintra
  12.    16.Jun (15K -1.07.46)  Corrida de S. João -Porto
  13.    29Jun. (15K -1,08,16) Corrida das Fogueiras –Peniche
  14.    28.Jul.(43K -5.44.45) UMA -Melides - Tróia
  15.    3.Ago.(50K - 7.06.30)  5º UTNLO -Óbidos
  16.   6.Out. (42K – 3,52,22) Maratona de Lisboa
  17.    19.Out.(10K – 48.32) Lisboa Night Run
  18.   3.Nov. (42K – 3.42.21) 10ª Maratona do Porto
  19.   10.Nov. ( 21K – 1,45,25) Meia Maratona da Nazaré
  20.    8.Dez, (21K -1.40.30) Meia Maratona dos Descobrimentos
  21.   28.Dez (10K – 49,48) S. Silvestre de Lisboa
  22.   30.Dez (10K – 48,50) S. Silvestre dos Olivais

Ou seja, se fizer um resumo  destas 22 Provas, dá muitas curtas e poucas longas. Assim:

10K – 6 (Benfica – BES Sintra-BES Lisboa- NightRun Lisboa –S.Silv. Lisboa –S.Silv. Olivais)
15K – 4 (Sinos – 1º Maio – Fogueiras – S.João Porto)
20K - 1 (20Km de Cascais)
21K – 4 (Meia Lisboa – Meia da Areia – Meia Nazaré –Meia Descobrimentos)
42K – 2 (Lisboa –Porto)
43 K– 1 (UMA)
50 K – 1 (TNLO)
17K – 1 (GP Fim da Europa)
7K – 1 (Sintra Corrida Ambiente)
? K – 1 (Sintra Night Trail)

Portanto, quantas provas houve por aí, onde eu não marquei presença...??? Mas que 2014 não seja pior. Já devo dar-me por muito satisfeito por continuar com o privilégio de CORRER . Um Bom 2014 para todos, ou melhor, que em 2014 todos sejamos melhores.