terça-feira, 8 de junho de 2010

Falar de Corrida


Um belo dia, está agora a fazer 5 anos, recebi um convite que me deixou surpreendido. Agradavelmente surpreendido. Mas, ao mesmo tempo, assustado, pois podia alguém estar a tomar-me por quem não era e, decepcionar era a última coisa que eu queria. E que estranho convite seria este? – Participar, como orador, numa conferência. denominada “Falar de Corrida” a ter lugar na Cidade do Porto, integrada na Corrida das Festas da Cidade!
Eh lá! Eu?!
Tentei demover da ideia, quem me fez tão gentil e honroso convite, dizendo que eu não era pessoa para essas coisas (e não!), que não tinha grandes conhecimentos da matéria (e não!), que não tinha o dom da palavra (e não!).
Inúteis foram os meus argumentos, pois, mesmo sem me conhecer, a decisão estava tomada. Eu só teria de arranjar um tema e falar dele. Era uma honra, sem dúvida alguma, mas também uma responsabilidade.
Arranjar um tema que eu dominasse era difícil. Tinha de ser qualquer coisa em que eu trocasse o saber, pelo sentir. Lá me pus a fazer umas reflexões e delas saiu um texto que seria a base da minha apresentação.
Foi nesse dia, 18 de Junho de 2005, que tive o privilégio de conhecer Jorge Teixeira, o homem que veio dar outra dimensão à Corrida na Cidade do Porto, a quem estarei sempre grato por ter confiado em mim quando ainda nem sequer sabia quem eu era (a não ser pelos escritos que punha na net).
Nesse mesmo dia conheci também o saudoso Sálvio Nora, que, na dita conferência, recordou uma das suas engraçadas aventuras, muito ao seu estilo que tanto apreciávamos.
Foi há cinco anos. Reparei então, que “Falar de Corrida” tem sido uma constante na minha vida. O nome do evento não podia ter sido mais bem escolhido. Acompanha-me todos os dias e lembra-me esse dia. Obrigado Jorge.

Quanto ao texto que fiz “A apologia dos últimos”, descobri-o um dia destes e, como é um bocadinho comprido, fica para depois.

9 comentários:

José Alberto disse...

Olá Fernando,

Bem endereçado esse convite, não tenho dúvida alguma.

De certeza que também cumpriu com sabedoria essa tarefa.

Não é preciso usar sapatos de salto alto e usar fato de marca para ter classe e conhecimentos, atributos esses que lhe sobejam.

Um grande abraço

José Alberto

JH disse...

Fizeste-me recordar também, pois também eu estive presente. Isso sim sem oratória, a escutar dos sábios. No meu caso foi a única vez que convivi com Salvio Nora que nos deixou pouco depois. Depois por motivos vários nunca mais este encontro fez parte dos meus planos ,mas desde logo nunca por falta de interesse.
Disfruta.
Abraço

Ricardo Hoffmann disse...

Deixou-nos curioso! Espero ler o texto em breve. E a escolha do palestrante foi bem dirigida.

Maria Sem Frio Nem Casa disse...

Não menospreze o seu saber, em prol do sentir, Fernando.

Porque o Fernando SABE e SENTE, e sabe ainda transmitir muito bem o que sabe e sente!

Desde o tempo em que ainda só o conhecia pelas palavras largadas no atletas.net, o Fernando se revelou um ser especial neste mundo. De corrida também! Não é por acaso que está à frente da Meia Maratona de S.João das Lampas, que se faz há mais de 30 anos, e que é uma prova encantadora, que me faz a mim e a muitos, querer voltar.

Em muito boa hora o Jorge o convidou, antevendo a pessoa que o Fernando é, e o que tem para nos ensinar.

Até ao Porto

Um beijinho Fernando

Ana Pereira

António Almeida disse...

Olá Andrade
parabéns pela constante em sua vida, permita-me acrescentar ao "falar de corrida" o "papar maratonas".
Parabéns "mestre" em palavras e em correr maratonas.
Abraço.

Jorge Branco disse...

Isso da apologia dos últimos tem tudo a ver comigo! Fiquei, muito, curioso.
Engraçado que um dos colaboradores do Último Quilómetros anda com a ideia de escrever sobre o assunto.

Fernando Andrade. disse...

Amigo José Alberto
Agradeço-lhe muito as suas palavras, embora a minha "sabedoria" seja muito de "trazer por casa". Mas é muito agradável contar com a sua amizade.

Caro João
Lembro-me bem que tsmbém lá estavas naquele dia. Concordo contigo quando dizes que foi pena que aqueles encontros não tivessem tido continuidade.

Amigo Ricardo
obrigado por ter ficado curioso.
De seguida, vou mostrar-vos o "segredo",eheheh.

Ana, minha boa amiga,
deixa-me todo "babado" com o que diz a meu respeito. Tentarei não me deixar "embebedar" com as suas palavras, que fazem bem ao ego, mas não tenho tanta "virtude".

Amigo Almeida
Posso falar de Corrida, mas as verdadeiras "palavras de corredor" são suas. E essa de "mestre"... é capaz de não encaixar bem nas minhas funções.

Amigo Jorge
feito este "suspense" já de seguida lá irá a montanha parir um rato.
Espero que tenha pachorra para ler aquilo tudo. Olhe... e já agora, aproveitando a sua dica, vou ilustrar o texto com uma foto sua. Espero não levar a mal.

A todos, queridos amigos, agradeço a gentileza e envio um grande abraço.
FA

Vitor Veloso disse...

Grande Fernando,
Ficou bem entregue o palanque.
Agora só lhe falte desvendar “A apologia dos últimos”, que me deixou bastante curioso em ler.
Grande abraço
Vitor Veloso

Anónimo disse...

Meus caros, e em especial meu CARO FERNANDO, o seu texto "A APOLOGIA DOS ÚLTIMOS", que guardo comigo religiosamente, é o texto mais fantástico e mais inspirador (e refiro-me à minha pessoa), que jamais conheci. Lembro-me que no primeiro encontro do Mundo da Corrida que se realizou em Ovar o tentei ler sem que se me embargasse a voz mas não foi fácil, já que naquele texto se revê um pouco do que tem sido a minha ascensão na cidade do Porto, pois como todos sabem tenho tentado fazer exactamente isso, A APOLOGIA DOS ÚLTIMOS. Estou sempre interessado em ter cada vez mais ÚLTIMOS, e sobretudo, tentar tratá-los bem, não sem que por vezes me sinta triste, ao saber que não somos reconhecidos e em especial acham até que deveríamos fazer mais, pois o que fazemos pelos últimos, comparado com o que por aí se vê, ainda não chega para alguns, mas o que interessa é que nesse texto, que eu ia desafiá-lo a divulgar JÁ......., para que todos vejam que tudo o que ali está escrito é de facto, a verdade das corridas, e essa verdade tem a ver com isso mesmo :A APOLOGIA DOS ÚLTIMOS.
Termino dizendo-lhe que sinto enorme prazer em tê-lo conhecido e agradeço sinceramente o facto de me deixar ser seu amigo.
Um abraço e até domingo dia 20, a Cidade do Porto está à sua espera, e já agora, à espera de todos.

Jorge Teixeira