A minha Lista de blogues

segunda-feira, 13 de setembro de 2021

Corrida do Centenário de Federação Portuguesa de Atletismo -

Com  Álvaro Pinto

Aos 9Km

Com o Luis Duarte Clara e Rui Vieira

 

 1ª Prova de 2021

10 Km a marcarem o regresso às lides depois de uma longa pausa causada pela pandemia e ... pela preguiça. É que não havendo provas para estimularem os treinos, entra-se numa pasmaceira de onde é difícil sair. É preciso vislumbrar algo para nos encorajarmos. E foi o anúncio da Maratona do Porto que me fez voltar a calçar as sapatilhas e ir testando a  condição física. Fraquita. Muito fraquita. Com um andamento mais perto dos dos 6,30 que dos 6,00'/km. Por momentos pensei que a minha "carreira" de corredor estava a dar as últimas. Com um passo lento e penoso (porque se fosse lento e aprazível, nada a dizer) não conseguia retirar satisfação na prática da corrida. Um mês e meio depois, já consigo fazer 10 km abaixo dos 5,30. Acho que isto "está a ir ao sítio",  embora sem a ilusão de querer melhorar. Se melhorar há-de ser naturalmente, sem que esse seja o foco da minha preparação.

Eis que a Federação Portuguesa de Atletismo teve a amabilidade de me endereçar um convite para participar na prova de 10 Km, comemorativa do seu centenário, com partida e chegado ao Estádio do Jamor. Olha (!), vem mesmo a calhar. E apareci lá.

Saudades das amenas cavaqueiras que antecedem as partidas. 

Incluída no programa estava uma prova para crianças, em volta da pista. Muito bom de ver e aplaudir tanto o que corria com entusiasmo, como aquele que, a passo, com ar sério, cara escondida na pala do boné e contrariado, lá ia caminhando puxado pelo pai. Gostei muito. 

Ao chegar às 10,00H o pessoal encaminha~se para a linha da partida. Eram, talvez, umas cinco ou seis centenas. Cumpriu-se um minuto de silêncio por Jorge Sampaio e é dado o tiro de partida. Meia volta ao estádio, saímos em direcção à Marginal, Caxias -retorno, Algés-retorno e novamente Estádio Nacional.

Demorei perto do 56m e boas sensações. Ver se a coisa não arrefece.

quinta-feira, 5 de agosto de 2021

O Triplo de Ouro em Tóquio

 

 O Homem que não sabia sorrir

Sei pouco de ti, Pedro. Sei que nasceste em Cuba e que, por qualquer razão, há meia dúzia de anos, escolheste Portugal para viver. E que dominavas (e continuas a dominar – e de que maneira!)  a especialidade do Triplo Salto, que já tinha, por cá, um Menino de Ouro, o nosso querido Nelson Évora.

Também sei que, em matéria de convivência com o Nelson, as coisas não correram bem e a verdade é que não sei de que lado estaria a razão. O que sei é que um sorria e outro não.  E até nesta madrugada, em que também tu chegaste ao Ouro, não te vi sorrir. Estavas seguro e confiante, mas não sorrias. Faltou-te um “danoninho” para atingires os tão desejados 18m! Deixaste o 2º classificado quase a meio metro e não te vi sorrir. Exibiste, vitorioso, a nossa Bandeira e puseste-nos, a todos, orgulhosos porque estávamos contigo e tu connosco. E ganhaste. E não sorriste. Enquanto isso, o teu conterrâneo saiu de cena sem exibir a a bandeira cujo significado te ensinaram nos teus tempos de escola. Não sei se isso te terá dividido os sentimentos e te levou a não sorrir. Isso consigo compreender.

Acabei de te ver na cerimónia protocolar. Conduziste-nos aos deuses lá do Olimpo e puseste-nos os olhos embaciados de emoção. Sorriste levemente.

Oh Pedro, tu não és assim! Como é que tu consegues passar para nós emoções tão grandes e que não expressas?

A verdade é que tu és enorme e tens Portugal a teus pés. E está-te muito grato. Vá lá, sorri, que é tão mais fácil que saltar 18m e assim nós não pensamos que estás chateado connosco.

Um grande abraço Pedro e muito obrigado pela excelência do teu feito.

 

O Triplo de Prata em Tóquio



 

terça-feira, 9 de março de 2021

"Lançamento do Triplo Ouro"

 


 

Uma esfera de ferro bem lançada
Pela força explosiva de Auriol
Deixa toda esta gente embasbacada
Desviando os olhares do futebol.
Com a máxima “mais longe” consagrada
Dando a este Pais lugar ao Sol.
Transforma o escuro ferro em ouro fino
E dá-nos a emoção de ouvir o Hino.

Vem depois o Pichardo decidido,
Com três pulos logrou grande vitória
E p’la segunda vez foi conseguido
Relevante registo para a História.
Outra vez ouro, e mais que merecido,
Que ficará gravado na memória.
De novo o pódio, o Hino e a Bandeira
De novo a emoção mais verdadeira.

Não há duas sem três, diz o rifão,
Que nesta terra traz sabedoria,
Se os deuses estão connosco, pois então,
Venha a Patrícia para nova alegria:
Com um triplo em muito ar e pouco chão
Deu-nos mais ouro ao terceiro dia.
E, mais p’lo esforço que p’la mão de Deus
Foi OURO a triplicar nos Europeus.

Parabéns e muito obrigado pelas Alegrias que nos deram.

 

quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

O fácil balanço triste de 2020

 

Já vem de longe o hábito de, no final de cada ano, fazer o meu balanço desportivo do ano que termina, quase sempre com a sensação de ser bem mais fraco que o desejado. Mas, agora, quem me dera ter alcançado o pior dos resultados anteriores.

Em poucas linhas, foi isto:

26.JAN. - 30ª Corrida Fim da Europa – 1.33.05

09.FEV.  -4ª Montepio Meia Maratona de Cascais – 1.56.19

16.FEV.  -4º Terrugem Trail (25Km)– 3,15,16

21.JUN – A ÙNICA (Maratona entre o Rio da Mula-Sintra e Lisboa) Com 18 amigos

19.SET -  Meia Maratona S.J.Lampas “O Tanas é que não Corro”

27.SET -  10Km Be Active, no Jamor


 

 Quanto a treinos… foi proporcional. Acho que, desde que corro, nunca houve um ano em que tivesse corrido tão pouco e, para acabar a “Festa”, ao invés do frenesim das S. Silvestres, fiz um Dezembro com ZERO Km, ou seja, fiz tantos Km em treinos, como em provas. E o que me chateia é não me apetecer correr. Será isto o prelúdio do arrumar das sapatilhas? Vamos pôr essa “responsabilidade” para cima de 2021, que eu cá estarei para cumprir o que ele determinar.

Um Bom Ano para todos é o que vos desejo, desejando que os meus desejos sejam ordens.

domingo, 6 de dezembro de 2020

O desafio dos contrastes

 

Samarra "boa"

Samarra "má"

A estória que eu vou contar
Passou-se há uma semana
Num dia que fui treinar,
Mesmo muito devagar
Para  além de Catribana…
 
Estava feito para “desmentir” a legenda da foto da Praia da Samarra de há 7 anos, que publiquei, em que, num arremedo, quiçá, desrespeitoso do Luís Vaz, dizia:
“O mar cobriu o chão de areia fina
Que já coberto foi de pedra dura…”
 
O que eu queria dizer, agora,  era: 
 
“O mar mostrou o chão de pedra dura,
Que já coberto foi de areia fina…”
 
Mas para isso queria uma foto “fresquinha” e não de arquivo.
O que se passou a seguir, abona muito pouco em meu favor, mas como na vida, não devemos apenas contar aquilo que nos envaidece, aí vai.
E arranquei, até à Samarra, nas calmas, percorrendo os caminhos velhos do Trilho das Lampas, pisando poças, escorregando na lama, saboreando essa viagem até que chego à Praia, à  foz da Ribeira de Bolelas. Entro no leito da ribeira, transformado num empedrado irregular com água corrente. Fui caminhando, na direcção do mar, lavando os ténis e fazendo umas paragens para fotografar a praia, documentando a frase que estava preparada. Quando dei por mim, estava na linha onde a água da ribeira se juntava à do mar. Era tempo de voltar para trás. Mas, já agora, vai uma selfie, com o mar como cenário. Aponto o telemóvel, escolho o enquadramento e vejo-me no visor:” – fantástico… e até lá vem uma onda e tudo… parece que vou a surfar!:..” clico no botão e pronto. Estava feito o trabalho. Era só retornar pelo mesmo caminho. De repente, o mar ”deu-me” nos tornozelos e fez-me desequilibrar, mas aguentei-me. Uma segunda vaga, que me deu pelos joelhos, fez-me cair, mas tentando elevar ao máximo a mão que segurava o telemóvel, esticando o braço (qual Camões a salvar os Lusíadas) , mas vem uma terceira, que me embrulhou todo e me fez andar aos trambolhões, submerso, devolvendo-me aonde achava que era a distância que eu deveria ter guardado. Lá me levanto e, cambaleando, orgulho ferido, saio dali. Cheio de sangue no joelho e perna direitos e cotovelo direito. Telemóvel firme na mão, mas como era de prever, aquela banhoca não foi nada amiga das tecnologias e … lá se foram as fotos e lá se foi a utilidade do aparelho. Havia dois casais na praia, para os quais olhei, quando me levantei. Vi que não se aperceberam de nada. Apenas acharam estranho o meu estado, completamente encharcado e ensanguentado e eu, quando passei por eles, antes que me dissessem alguma coisa, disse eu, meio a sério e meio a brincar : “-É assim é que elas acontecem!”.
E é.
Quanto à “foto fresquinha”, eu é que fiquei fresquinho e a  foto teve mesmo de ser de arquivo.

quarta-feira, 18 de novembro de 2020