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quarta-feira, 15 de outubro de 2008

O Chá dos Cinco




Nasceu ontem um blogue partilhado
Por amigos que gostam da corrida;
Um espaço que queremos comentado
Por quem vê no Desporto coisa querida.
É ele o Chá dos Cinco festejado
Com brindes e alegria desmedida.
Aguardamos saudável veredicto
Sobre aquilo que nele apar’cer escrito.

domingo, 12 de outubro de 2008

Fotodiplomas da 32ª Meia Maratona de S. João das Lampas





Se esteve na 32ª Meia Maratona de S. João das Lampas, ou conhece quem lá esteve, poderá fazer o download do fotodiploma de todos os participantes em

http://www.ammamagazine.com/Fotodiplomas/sjlampas2008/mmsjl2008.htm

É um serviço completamente gratuito.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

20ª Meia Maratona Cidade de Ovar


Ao Km 8 (foto de J. Margarido)... só aí soube que ia com camisola ao contrário

Se há provas que me merecem um carinho muito especial, a Meia Maratona de Ovar está entre as primeiras.

Mas desta vez tudo se parecia conjugar para que não pudesse lá estar, tanto que nem tinha feito a inscrição. Porém, no sábado à noite, ligo para o meu amigo Carlos Neto para lhe perguntar se o desafio que ele me tinha feito há uns dias atrás e que eu tinha recusado, se mantinha de pé. Disse-me que sim ...

...e deixo-vos com isto:

Andava lixado
Com os nervos ao rubro
Por não ter feriado
No cinco de Outubro.

P’ra mais ajudar
E fazer mesmo “bingo”
A Meia de Ovar
Era neste Domingo.

Deixou de se ouvir,
Deixou de falar
Por não poder ir
À Meia de Ovar.

A noite caía
E antes de deitar
A ideia batia:
-“Eu quero ir a Ovar!”

Quando se lembrou
Que há dias, um amigo
Até o convidou
P’ra lá ir consigo.

Pega o té-lé-lé
Contacta com ele
Pergunta.-“como é,
Meu caro Bekele?”

-Achas que vai dar
P’r’amanhã, cedinho
Irmos p’ra Ovar
Mas... no teu carrinho?

-Oh meu companheiro
A quem chamo “inimigo”,
Deixa ver primeiro,
Depois já te digo!

Toca o té-lé-lé
Vem a confirmação:
-Tudo está de pé
Sá falta a inscrição!

-Isso, estou convencido
(Que embora em falta)
Eu ligo ao Margarido
E há dorsais p’rà malta.

Te-lé-lé e ligo
E do lado de lá:
-“Meu querido amigo
Que bom virem cá!”

-Em compensação
(Há sempre um porém)
P’ra desilusão,
A Maria não vem!”

- Que pena – disse eu –
Sei que ela gostava;
Pelo que escreveu
Até se pintava.

Obrigado Amigo,
Amanhã, então,
É p'raí que sigo
desde S. João.

Ficou a cismar
E dali não saía
Pois se ele ia a Ovar
Porque não a Maria?

E foi-lhe ligar
Dizendo que ia
E, havendo lugar ,
Se ela não queria !?

Assim, de repente
Renasce-lhe a esperança
E fica contente
Com aquela lembrança.

E não querendo abusar
Da gentil partilha
Falou de lugar
P’ro pai e pra filha.

Disse o nosso amigo
Rápido e expedito
-Pró pai e prá filha
E p'ró piriquito.

Acerta-se a hora
E onde passar...
Pouco após à aurora
Chegava-se a Ovar.

E mesmo no centro
Juntinho à partida
O estacionamento
Facilita a vida.

No café da esquina
Não falta lugar
Oito da matina
Está deserto Ovar.

Depois do café
Um curto passeio
Circulando a pé
No jardim do meio.

_________
Apelo a qualquer musa minha amiga
Que me livre da segue-a-regra rude
Pois eu já não sei mais o que vos diga
Que em versos tão pequenos algo ajude
Mas para que o relato aqui prossiga
Obrigo-me a mudar minha atitude
Pois sempre há qualquer coisa p’ra contar
Quando se corre a Meia em Ovar.
_________


Continuando, pois:

O encontro com amigos que ainda não tinha tido o prazer de ter cumprimentado pessoalmente: Luis Mota (e sua família de "tomaracorrida") e José Capela (das "pernasparaquetequero"); o feliz reencontro com o "Vareiro-Mor" Margarido, com o Jorge Teixeira e o Pinto, o Orlando Duarte, a Leonor, o Severino e a esposa,etc.

Apesar de estar no local duas horas antes, acabo por pôr o dorsal à pressa e vou posicionar-me no fim da fila um ou dois minutos antes do tiro da partida.

Tudo o que disser sobre a corrida, soará a repetido, quer por mim (em relatos anteriores) quer por comentadores que me antecederam.

Ovar tem uma ambiência propícia a que se goste de lá estar e, para quem está a fazer aquilo que gosta – correr – sente um duplo prazer em participar nesta Meia Maratona. Achamos que correu bem, quando fazemos 1,40; achamos que correu bem, quando fazemos 2 horas. Corre bem porque somos nós que corremos bem. Quilómetro, após quilómetro, vamos “medindo” o nosso desempenho e o nosso equilíbrio e vamos “bebendo” aquele enorme prazer ao longo dos 21 km.
É, sem sombra de dúvida, uma das melhores Meias Maratonas do País, estatuto conseguido graças a uma Organização cuidada que, se efectuou um trabalho imaculado no terreno, revelou algumas fragilidades nos aspectos técnicos. E custa-me dizê-lo, mas gostaria que tomassem a minha franqueza como um forte sinal de amizade. Devo referir que, para as minhas “exigências pessoais” não haveria lugar a qualquer reparo, mas como a avaliação deverá ser feita a outro nível, as “exigências” serão outras.

Então aí vai:
Em termos de Regulamento, de facto, é muito discutível a legitimidade da cláusula que só permite a participação de estrangeiros, por convite. Percebe-se o desejo de protecção dos atletas portugueses, mas não me parece que esta seja a melhor forma. Seria preferível uma grelha de prémios para os melhores portugueses, equiparados aos da classificação geral. E se se perguntar quantos foram os atletas estrangeiros convidados ficar-se-á com a confirmação de que os “convites” foram apenas uma espécie eufemismo para a exclusão de quem não tinha sangue luso.

Outro aspecto que vai merecendo reparo é a não utilização do chip para o processamento das classificações. Poderá esta questão prender-se com aspectos económicos, mas uma prova com mais de 1700 atletas à chegada teria outro “conforto” se os utilizasse, pois não precisaria de recolher os dorsais e não correria o risco de trocar os espetos onde eles iam sendo colocados, fazendo por isso alterar a correspondência entre a fita dos tempos e a ordem de chegada.

Tirando estes dois aspectos, que aponto, como disse, por amizade sincera, tudo o resto mereceu nota máxima.

Quem haveria de dizer que eu, (que sou do tempo em que deixava a máquina de escrever junto à meta, preparadinha com uma folha de stencil para o duplicador e, só quando chegava, depois de correr a Meia Maratona é que me ia pôr a fazer as classificações e ia ainda fazer a entrega dos prémios...) vinha pôr-me para aqui a dar palpites a uma Organização cheia de mérito e competência como a de Ovar!?!?

Esta Festa de Ovar foi concluída com um excelente almoço no Bosque, rodeado de amigos e de estórias que, não fosse a longa viagem de regresso, se prolongaria pela tarde e noite fora.

Não posso terminar sem deixar aqui o meu abraço de Parabéns ao AFIS pelo êxito desta 20ª Edição e para o seu excelente trabalho na mobilização de um número crescente de pessoas que vai aderindo ao “movimento”.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Ovar...

Ovar amado, tens a maioral
Das Meias de Portugal!
Para a corrermos, quantos viajaram,
Quantos ténis por ti passaram,
Quanta gente te pôde contemplar
E respirar a ria, o bosque, o mar ?…

Valeu a pena? Sim, valeu a pena
Ser figurante desta bela cena.
Quem quiser ser um simples corredor
Não precisa passar o Bojador.
Nenhum perigo espreitou quem te correu
Nesta terra de verde, de água e …céu.


"Le poeme avant le relate", ehehe

domingo, 5 de outubro de 2008

20ª Meia Maratona Cidade de Ovar



Estive em Ovar, sim senhor! Nada o fazia prever a escassas 12 horas da 20ª Edição desta grande clássica. Mas, às vezes passam-nos "vaipes" pela cabeça e alteramos os planos. Assim foi.

...E até nem correu nada mal...

depois conto.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

9ª Meia Maratona Ponte Vasco da Gama



Qual guardião do tempo, nas alturas,
Por entre as nuvens, tendo em baixo o Tejo,
O Gama, marinheiro das lonjuras,
Olha a ponte entre aquém e além-Tejo,
Que o recorda na nomenclatura,
Conforme foi de Luso seu desejo:
Que os pátrios feitos e os seus autores
Sejam de um povo sempre seus credores.

E sobre o Mar da Palha viu milhares
Que do sul para norte, em movimento
Sobre a ponte de sólidos pilares
Corriam ajudados pelo vento.
Andei por lá, tranquilo e sem esgares
Na vivência de tal contentamento
Numa Meia replecta de emoções
Até chegar ao Parque das Nações.

Aí reencontrámos gente amiga,
Uns que correram e outros que aguardavam,
Entraram umas coisitas p’rà barriga
Enquanto mais atrás, outros chegavam;
Uma medalha ao peito nos instiga
A estar noutras que ali se anunciavam,
Que é bem grande a vontade de ir a todas,
Não fora a crise que não está p’ra modas.