A Prova que fiz, foi tudo menos regular. Eu bem queria que fosse, mas…
Ao apreciar a tabela dos tempos parciais, confirmo a ideia que eu tinha da minha prestação : Em quebra até ao Carvalhal e recuperação de posições até ao final. Foi assim:
Aberta Nova – 5,5km -99º - 39,52;
Galé -10,5km – 102º - 1,02,59;
Pinheiro da Cruz – 14,5 km - 123º - 1,52,00;
Pego -18,5km – 126º -2.24,03;
Carvalhal – 20Km – 129º -2,37,00;
Comporta – 28,5 Km -109º -4,00,39;
Soltróia – 37,5km – 101º - 5,19,47;
META – 43Km – 92º -5,51,09
Podia ter sido melhor, mas fiquei contente com o meu HEXA.
A par dos deveres de cidadania, o intenso gosto pelo desporto pedestre. Sou um gajo que tem a mania do desporto e que desde os tempos do PREC pratica a Corrida, tendo feito uma incursão pelo Triatlo e que tem preferência pelas longas distâncias. Não corro nada de jeito, mas gosto disto, pronto... ...Ah, e escrevo de acordo com a grafia correCta.
A minha Lista de blogues
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
UMA 2010 - sempre a aprender
Com o Alexander e o Pedro Amorim
Dito o que me ocorreu quando me pus a escrever sobre a UMA 2010, ficou por dizer ainda muito.
Fico feliz quando vejo que, cada vez mais gente se rende à mística desta Prova e quer fazer parte dela. Tenho pena que sejam ainda tão poucos os que, neste País, se aventurem numa jornada que marca qualquer um, independentemente dos objectivos que tracem. Sinto um certo orgulho em saber que os meus relatos influenciaram alguns amigos participantes que vieram a ficar “apanhados” por esta Prova diferente de todas as outras. Diferente até de si mesmo. Surpreendente. Só quem a faz e tem presente a emoção que ela transmite, perceberá onde quero chegar.
Estamos sempre a aprender e o que pretendo fazer agora é registar os erros (para não voltar a cometê-los) ou princípios que tenho que ter sempre presentes, em seis pontos :
1- A semana que antecedeu a Prova, foi bastante agitada (envolvi-me num outro evento realizado na véspera -Um Concurso Hípico, imaginem(!)- e acabei por não ter tido tempo de seleccionar o material que me faria falta). Como tal, à pressa, e com medo de que me viesse a faltar alguma coisa, fui pondo tralha e mais tralha, esquecendo-me que o carro ficaria em Setúbal . 1ª LIÇÃO – Não deixar para a última hora a selecção do material a transportar.
2- O tempo estava completamente encoberto em Melides e não lembrava a ninguém que o protector solar fizesse grande falta. Porém, era provável que o sol abrisse ao longo da manhã e causasse grandes danos na pele dos corredores, como veio a acontecer. Usei um bom protector (factor 50) que apliquei em todas as zonas expostas. Não tive qualquer problema de queimadura, como tive, por exemplo, em 2006. 2ª LIÇÃO - Nunca esquecer o protector solar, mesmo que esteja a chover.
3- A mochila de hidratação (que também dá para pôr outras coisas) se bem que nos dê alguma segurança, constitui um peso acrescido que nos penaliza. Juntar esse peso, às condições da areia, obriga-nos a um grande esforço que pode levar a dores lombares. 3ª LIÇÃO – Hidratar sim, mas sem a mochila. É preferível usar cinto ou simplesmente levar uma garrafa de 0,5L em cada mão (que chega até aos 28,5km, altura em que a Organização nos abastece com mais 1L.); uma bolsinha à cintura, com uns pacotinhos de gel ou outros alimentos de absorção rápida, será suficiente.
4- Já tinha experimentado correr descalço, numa edição anterior, quando me tive de descalçar diversas vezes para tirar a areia dos pés. Desta vez, tirei apenas os ténis após cerca de 10km de prova, mas fiquei com as peúgas calçadas. Dei-me bem com a experiência e acho que não vou querer outra coisa. 4ª LIÇÃO : Correr, logo de início, com peúgas (nada de preocupação com impermeabilização), que tenham uma certa espessura na sola para amaciar o impacto com a areia.
5- Escusado será dizer que é preciso gerir bem o esforço ao longo dos 43km de areal. No entanto, há que ter presente que, por norma o 1º terço é mau, o 2º pode ser bom ou pode ser mau e o 3º, também por norma, é bom. Logo, o que de mais frustrante nos pode acontecer é chegar à parte boa e já não termos pernas para correr, como me aconteceu em anos anteriores. 5ª LIÇÃO – Não travar grande luta contra a areia mole para não nos desgastarmos antecipadamente. É verdade que temos que a ultrapassar, mas procurando fazê-lo com “margem” para depois podermos correr quando o piso melhorar.
6- A distância mais curta entre dois pontos é um segmento de recta. Vi vários atletas que iam na zona de rebentação a fazerem um trajecto em zigue-zague para fugir à água. Para além das mudanças de ritmo (arranques) que essa fuga à rebentação provocava e o consequente desgaste, obrigava a percorrer uma distância muito maior (lembrem-se do teorema de Pitágoras). Portanto, 6ª LIÇÃO – Pés molhados, mas correr sempre a direito.
...Há mais.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
UMA 2010
Talvez pudesse pensar-se que quem vai, pelo sexto ano consecutivo ao Melides-Tróia, apenas encare essa participação com naturalidade, em que nada de novo possa descobrir. Mas não é assim. Pelo menos comigo. É certo que não senti o “ nervoso miudinho” de estreante, mas o respeitinho pela jornada estava presente e tinha a certeza de que cada edição nos proporciona uma Prova diferente em que o factor surpresa, é uma constante. Seja boa ou seja má.
Cumprida a rotina habitual do transporte, chegámos a Melides cerca de uma hora antes da partida.
O tempo estava encoberto, conforme se desejava, mas a Praia de Melides, após as obras de requalificação, apresentava-se cheia de “glamour”, com modernas passadeiras em madeira entre a área de estacionamento e o pórtico da partida, no areal .
Para que tudo se processasse com calma, levantámos o dorsal e havia que começar a equipar : colocar protector solar principalmente nas zonas mais expostas (pois embora o céu estivesse encoberto, a qualquer altura o sol poderia “aparecer” e apanhar-nos desprevenidos), preparar o conteúdo da mochila (agora é que é certo : NUNCA MAIS LEVO MOCHILA!),ir à casa de banho (agora já não há necessidade de ir atrás das dunas); tomar um cafezinho, tirar umas fotos com a malta da minha equipa, a ACB, que se apresentava com seis (!) atletas à partida, e outras com malta dos blogues , ouvir as recomendações da Organização (infelizmente ainda há quem não cumpra e continue a deitar fora, as garrafas de água e as embalagens de gel ) e pronto…só faltava encaminharmo-nos para o local da partida, desta vez decorada condignamente com um pórtico insuflável e baias laterais.
Carlos Lopes, mais uma vez, o padrinho da Prova (ladeado pelo Sr. Presidente da Câmara, Vice-Presidente e Vereador do Desporto da Câmara de Grândola) deu o tiro da partida.
Os 214 atletas inscritos (novo record de participantes) iniciam a prova, em diferentes direcções, como sempre acontece: uns preferem a areia seca por ser plana, outros preferem a molhada por ser mais compacta, outros ainda (eu, por exemplo), vão correndo sem se decidirem por qual hão-de optar.
Dizia-me o João Hébil : - “Afinal não estou a perceber a tua estratégia! Vamos por cima ou vamos por baixo?”
Ainda eu estava a “apalpar” o terreno, mas decidi-me a ir por baixo. “- Por aí é muito arriscado!” –dizia-me ele.
Claro que o risco era apenas o de ficar com os pés molhados logo no início da prova. Não convenci o João a vir comigo e, claro, rapidamente fui “atingido” por uma onda que se espalhava pela areia sem se “incomodar” com quem se atravessava no seu caminho.
Havia quem fizesse uma trajectória em zigue-zague , mas eu optei por fazê-lo o mais rectilíneo possível. Mesmo junto à água a areia afundava-se, pois o mar não tinha vazado o suficiente, mas achei que, apesar disso, seria menos desgastante correr ali que na areia seca.
Bandeirinha dos 5,5Km : 39,30 ! Bem bom, pois a parte teoricamente mais difícil, estava quase feita.
O João começou a afastar-se e eu a ver-me obrigado a refrear o ritmo.
Depois vem o desconforto intestinal a obrigar-me a subir e sair da trajectória dos atletas, para aliviar. O “esconderijo” era bastante amplo e permitia-me ver as cabeças dos atletas que iam passando junto à água. Retomo o andamento. Lá vinha o meu amigo e colega da ACB, Francisco Pereira. –“ Vamos embora, Francisco!” – procuro incentivá-lo, mas eu também começava a não estar muito bem. O peso da mochila começava a incomodar-me. Pensei que, se não me libertasse da carga, dali a pouco poderia vir a ter problemas de dores nas sacro-ilíacas (nas “cruzes”! para não estarmos cá com “paneleirices”) . “-O melhor é mesmo começar a beber água , nem que seja só para bochechar e sempre seria menos um kilo e meio. Vai um cubinho de marmelada para acompanhar. Gostei e ganhei algum ânimo. Mas a areia… essa continuava a não querer colaborar e já estavam decorridos mais de 15km.
Entretanto, também já tinha os sapatos cheios de areia e pensei em fazer uma paragem para dar algum conforto aos pés. Tiro os ténis e passo-os por água. Fiquei só com as peúgas. Lembrei-me que no ano passado, vinha equipado com um plástico que estenderia na areia, para fazer essa operação, mas este ano, facilitei e não o trouxe. Com os ténis um em cada mão, pus-me a correr e achei que os pés estavam melhor sem eles. Mas não dava jeito correr com as mãos assim ocupadas. Vejo o Nuno Espírito Santo, também ACB, junto a uma moto-quatro, “em conversações” com a Organização. Mau- pensei! Ainda lhe disse qualquer coisa, mas ele – vim a saber- estava decidido a parar mas não podia abandonar ali e teve de ir até ao próximo posto de controlo. Uma baixa importante nas “aspirações” da equipa.
O que eu queria mesmo era chegar aos 28,5km e alijar a mochila e os ténis, que a organização me devolveria no final. Por volta dos 27, com o Carvalhal à vista, mas “lá looonge!!!” tenho uma enorme quebra e tive de me pôr a passo. Registo, com agrado os incentivos que recebi no percurso( não me lembro é onde), dos meus colegas de equipa, André Quarenta e Lúcia Oliveira) .
Passo o controlo dos 28,5! Finalmente. Tiro um gel da mochila, recebo as duas garrafinhas de água e peço para deixar a “carga” que tinha a mais. Ali mesmo, não resisti ao apelo das águas límpidas e calmas da Praia do Carvalhal e…vai um mergulhinho. Vestido e tudo! Tão bem que soube!
Uma garrafa de água em cada mão e um gel. Agora era só o que tinha. Sentia-me leve e, a pouco e pouco, vou ganhando um andamento que até a mim me surpreendia. Ganhei umas uvas fresquinhas que o Eduardo me deu (isto não se pode dizer porque é proibido!) mas que vieram mesmo a calhar.
Finalmente (por volta dos 34 km) a areia começou a ficar melhor, facilitando a corrida, e continuo a ganhar andamento. Alguém vinha em sentido contrário, correndo. Era o meu amigo Virgílio Madeira, da ACB, que vinha ao encontro da malta para incentivar nos últimos km. Fez-me companhia quase até Soltróia. Disse-me que ia num andamento forte (!) e isso estimulou-me, pois o piso agora estava bom e só faltavam 6km. Eis que aparece mais um ACB, o grande ultra Carlos Fonseca. Como eu ia bem, o Virgílio e o Carlos foram ao encontro do Francisco.
Vou ganhando posições e resolvo tomar o gel que trazia, para ver se não perdia ritmo. Aguentei-me bem. Passo pelo meu colega ACB, Carlos Souto e nem dei por isso (só no final é que ele me disse) alcanço o Pedro Amorim , o grande Ultra da Comrades e da Freita que, “influenciado” pelas Melíadas veio do Porto participar na UMA e terminámos juntos, esta Edição de 2010.
5.51.09.
Como não quero chatear muito, volto depois para contar mais coisas.
Cumprida a rotina habitual do transporte, chegámos a Melides cerca de uma hora antes da partida.
O tempo estava encoberto, conforme se desejava, mas a Praia de Melides, após as obras de requalificação, apresentava-se cheia de “glamour”, com modernas passadeiras em madeira entre a área de estacionamento e o pórtico da partida, no areal .
Para que tudo se processasse com calma, levantámos o dorsal e havia que começar a equipar : colocar protector solar principalmente nas zonas mais expostas (pois embora o céu estivesse encoberto, a qualquer altura o sol poderia “aparecer” e apanhar-nos desprevenidos), preparar o conteúdo da mochila (agora é que é certo : NUNCA MAIS LEVO MOCHILA!),ir à casa de banho (agora já não há necessidade de ir atrás das dunas); tomar um cafezinho, tirar umas fotos com a malta da minha equipa, a ACB, que se apresentava com seis (!) atletas à partida, e outras com malta dos blogues , ouvir as recomendações da Organização (infelizmente ainda há quem não cumpra e continue a deitar fora, as garrafas de água e as embalagens de gel ) e pronto…só faltava encaminharmo-nos para o local da partida, desta vez decorada condignamente com um pórtico insuflável e baias laterais.
Carlos Lopes, mais uma vez, o padrinho da Prova (ladeado pelo Sr. Presidente da Câmara, Vice-Presidente e Vereador do Desporto da Câmara de Grândola) deu o tiro da partida.
Os 214 atletas inscritos (novo record de participantes) iniciam a prova, em diferentes direcções, como sempre acontece: uns preferem a areia seca por ser plana, outros preferem a molhada por ser mais compacta, outros ainda (eu, por exemplo), vão correndo sem se decidirem por qual hão-de optar.
Dizia-me o João Hébil : - “Afinal não estou a perceber a tua estratégia! Vamos por cima ou vamos por baixo?”
Ainda eu estava a “apalpar” o terreno, mas decidi-me a ir por baixo. “- Por aí é muito arriscado!” –dizia-me ele.
Claro que o risco era apenas o de ficar com os pés molhados logo no início da prova. Não convenci o João a vir comigo e, claro, rapidamente fui “atingido” por uma onda que se espalhava pela areia sem se “incomodar” com quem se atravessava no seu caminho.
Havia quem fizesse uma trajectória em zigue-zague , mas eu optei por fazê-lo o mais rectilíneo possível. Mesmo junto à água a areia afundava-se, pois o mar não tinha vazado o suficiente, mas achei que, apesar disso, seria menos desgastante correr ali que na areia seca.
Bandeirinha dos 5,5Km : 39,30 ! Bem bom, pois a parte teoricamente mais difícil, estava quase feita.
O João começou a afastar-se e eu a ver-me obrigado a refrear o ritmo.
Depois vem o desconforto intestinal a obrigar-me a subir e sair da trajectória dos atletas, para aliviar. O “esconderijo” era bastante amplo e permitia-me ver as cabeças dos atletas que iam passando junto à água. Retomo o andamento. Lá vinha o meu amigo e colega da ACB, Francisco Pereira. –“ Vamos embora, Francisco!” – procuro incentivá-lo, mas eu também começava a não estar muito bem. O peso da mochila começava a incomodar-me. Pensei que, se não me libertasse da carga, dali a pouco poderia vir a ter problemas de dores nas sacro-ilíacas (nas “cruzes”! para não estarmos cá com “paneleirices”) . “-O melhor é mesmo começar a beber água , nem que seja só para bochechar e sempre seria menos um kilo e meio. Vai um cubinho de marmelada para acompanhar. Gostei e ganhei algum ânimo. Mas a areia… essa continuava a não querer colaborar e já estavam decorridos mais de 15km.
Entretanto, também já tinha os sapatos cheios de areia e pensei em fazer uma paragem para dar algum conforto aos pés. Tiro os ténis e passo-os por água. Fiquei só com as peúgas. Lembrei-me que no ano passado, vinha equipado com um plástico que estenderia na areia, para fazer essa operação, mas este ano, facilitei e não o trouxe. Com os ténis um em cada mão, pus-me a correr e achei que os pés estavam melhor sem eles. Mas não dava jeito correr com as mãos assim ocupadas. Vejo o Nuno Espírito Santo, também ACB, junto a uma moto-quatro, “em conversações” com a Organização. Mau- pensei! Ainda lhe disse qualquer coisa, mas ele – vim a saber- estava decidido a parar mas não podia abandonar ali e teve de ir até ao próximo posto de controlo. Uma baixa importante nas “aspirações” da equipa.
O que eu queria mesmo era chegar aos 28,5km e alijar a mochila e os ténis, que a organização me devolveria no final. Por volta dos 27, com o Carvalhal à vista, mas “lá looonge!!!” tenho uma enorme quebra e tive de me pôr a passo. Registo, com agrado os incentivos que recebi no percurso( não me lembro é onde), dos meus colegas de equipa, André Quarenta e Lúcia Oliveira) .
Passo o controlo dos 28,5! Finalmente. Tiro um gel da mochila, recebo as duas garrafinhas de água e peço para deixar a “carga” que tinha a mais. Ali mesmo, não resisti ao apelo das águas límpidas e calmas da Praia do Carvalhal e…vai um mergulhinho. Vestido e tudo! Tão bem que soube!
Uma garrafa de água em cada mão e um gel. Agora era só o que tinha. Sentia-me leve e, a pouco e pouco, vou ganhando um andamento que até a mim me surpreendia. Ganhei umas uvas fresquinhas que o Eduardo me deu (isto não se pode dizer porque é proibido!) mas que vieram mesmo a calhar.
Finalmente (por volta dos 34 km) a areia começou a ficar melhor, facilitando a corrida, e continuo a ganhar andamento. Alguém vinha em sentido contrário, correndo. Era o meu amigo Virgílio Madeira, da ACB, que vinha ao encontro da malta para incentivar nos últimos km. Fez-me companhia quase até Soltróia. Disse-me que ia num andamento forte (!) e isso estimulou-me, pois o piso agora estava bom e só faltavam 6km. Eis que aparece mais um ACB, o grande ultra Carlos Fonseca. Como eu ia bem, o Virgílio e o Carlos foram ao encontro do Francisco.
Vou ganhando posições e resolvo tomar o gel que trazia, para ver se não perdia ritmo. Aguentei-me bem. Passo pelo meu colega ACB, Carlos Souto e nem dei por isso (só no final é que ele me disse) alcanço o Pedro Amorim , o grande Ultra da Comrades e da Freita que, “influenciado” pelas Melíadas veio do Porto participar na UMA e terminámos juntos, esta Edição de 2010.
5.51.09.
Como não quero chatear muito, volto depois para contar mais coisas.
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Mais UMA...

Não sei o que se está a passar comigo, mas tudo me tem acontecido ultimamente. É verdade que podia ficar caladinho, até porque não me traz prestígio algum o que vos vou contar. Mas a minha “costela de palhaço” às vezes leva-me a partilhar este gostar de rir de mim próprio.
Hoje, à tardinha, resolvi ir fazer um treino de descontracção, que incluía a ida até à praia da Samarra, num percurso de trilho, em passada muito suave (em cerca de 40 minutos) estar por ali sossegado da vida (cerca de 30 m) e regresso, alternando caminhada com corrida lenta .
Estava tudo a correr conforme planeado, até que a cerca de 3km de casa, resolvi parar. A tripa não me estava a incomodar por aí além mas, aproveitando uma encosta com uma bonita paisagem, achei que era oportuno aliviar ali mesmo.
Agachado e sem pressas, achava-me um privilegiado e, envaidecido, dizia cá para comigo :
-“Haverá casa de banho tão espaçosa, tão livre e bela quanto esta ?”
E ali fiquei alguns minutos, observando a confluência de várias ribeiras que constituíam o sector nascente da Ribeira da Samarra :
“-Aquela traz a água das Areias; a outra traz a água de Bolelas, outra ainda traz a de S.João e todas vão confluir um pouco antes de Catribana...”
Quase toda a bacia hidrográfica estava identificada, enquanto eu ia deixando na natureza, matéria orgânica que já não me fazia falta (e ao terreno, se calhar, também não).
Estava eu a iniciar a parte “das limpezas” , quando sinto um insecto pousar no tornozelo. Era uma abelha que não perdeu tempo e espeta-me o ferrão ! A primeira reacção que tive foi lá ir com a mão que segurava o papel, mas controlei-me, pois apercebi-me a tempo, que o papel já não estava em condições. Abanei, simplesmente, mas eis que outra…e outra…e outra, atacam-me impiedosamente na perna e na nádega!:.. Queria sair dali depressa, mas os calções como estavam, obrigavam-me a dar passinhos curtos e elas não me largavam. Vinham atrás de mim.
A dor provocada por cada uma das picadelas ia aumentando e eu, lá consegui compor os calções e afastei-me dali o mais rápido que pude, deixando para depois… o que ainda não estava feito.
Pergunto-me : -“Terá sido castigo? Terei atentado contra a mãe natureza ?”
Já agora, “respondo-me”:- Acho que não, pois apenas fiz o que qualquer mamífero naturalmente faria. Mas, pelos vistos, eu tive menos sorte.
Como dizia o outro : -“Que mais me irá acontecer?”
sábado, 24 de julho de 2010
Inaugurado Centro de Alto Rendimento do Jamor
Outras Modalidades - Inaugurado Centro de Alto Rendimento do Jamor - RTP Desporto
Foi hoje inaugurado no Jamor, o Centro de Alto Rendimento para o Atletismo, uma moderna estrutura há muito sonhada e que vai dar excelentes condições de treino aos nossos atletas.
Presentes ao acto estiveram membros do Governo (Ministro da Presidência, Silva Pereira e Secretário de Estado da Juventude e Desporto, Laurentino Dias, Presidente do Instituto do Desporto) e toda a estrutura da FPA , Associações de Atletismo, velhas glórias do Atletismo Nacional e, obviamente, toda a selecção nacional que vai estar presente nos Europeus de Barcelona, a decorrerem na semana que vem.
Andei por ali, encantado com o que vi e com o que ouvi, rodeado de ídolos, que, a partir de agora, têm umas instalações óptimas e que serão, certamente, um forte estímulo para um desempenho ao mais alto nível, nestes Europeus. Da minha parte, vai o desejo de grandes conquistas.
Foi hoje inaugurado no Jamor, o Centro de Alto Rendimento para o Atletismo, uma moderna estrutura há muito sonhada e que vai dar excelentes condições de treino aos nossos atletas.
Presentes ao acto estiveram membros do Governo (Ministro da Presidência, Silva Pereira e Secretário de Estado da Juventude e Desporto, Laurentino Dias, Presidente do Instituto do Desporto) e toda a estrutura da FPA , Associações de Atletismo, velhas glórias do Atletismo Nacional e, obviamente, toda a selecção nacional que vai estar presente nos Europeus de Barcelona, a decorrerem na semana que vem.
Andei por ali, encantado com o que vi e com o que ouvi, rodeado de ídolos, que, a partir de agora, têm umas instalações óptimas e que serão, certamente, um forte estímulo para um desempenho ao mais alto nível, nestes Europeus. Da minha parte, vai o desejo de grandes conquistas.
terça-feira, 20 de julho de 2010
34ª Meia Maratona de S. João das Lampas

Ora aqui está o "boneco" que vai simbolizar a 34ª Edição da nossa Meia. Sei que já vem um bocadinho tarde. Sei também que já deveria ter trazido informação sobre a prova, mas a verdade é que os tempos difíceis que atravessamos têm provocado alguns receios em assumir a responsabilidade de uma prova de tradição, que tem a sua "clientela" fiel, que é sempre credora da nossa gratidão. A última coisa que queríamos era que a Prova sofresse um retrocesso no seu historial. Melhor seria terminar com dignidade do que moribunda.
As dificuldades orçamentais obrigam-nos a tomar opções que, esperemos, se repercutam o menos possível na qualidade da Prova. Que nos perdoem as elites, mas a nossa opção nos "cortes" foi para os prémios monetários, conforme se notará na grelha de prémios que dentro de dias será publicada. Tentaremos que os atletas de pelotão, esses que nunca ganhando nada não deixam de marcar a sua presença, continuem a gostar da Meia de S. João das Lampas.
Não é que os atletas de topo não mereçam ser estimulados e recompensados pelos seus árduos treinos para se conseguirem manter com um alto nível competitivo, mas não podemos prometer aquilo que não estamos em condições de cumprir e, apesar disso, esperamos também que continuem a gostar da Meia de S. João das Lampas.
Para quem quiser inscrever-se já pode fazê-lo aqui, onde também irão surgindo mais informações.
Sei que até chegar Setembro, há outros desafios pela frente, mas vão pensando numa visitinha a S. João das Lampas. É numa tarde de Sábado.
sexta-feira, 16 de julho de 2010
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