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terça-feira, 19 de março de 2013

1º Trilho das Lampas -Tons de verde





Partindo de onde parte a dura Meia
Que por ter tantas rampas ganhou fama,
Contornarão o Largo desta aldeia
E vão, depois p’ra o campo que os chama.
(O campo que agora ninguém semeia
E torna ainda maior o nosso drama).
Mas o verde lá está, viçoso e forte
Nesta terra que nos calhou em sorte.

segunda-feira, 18 de março de 2013

1º Trilho das Lampas - O Filme


Num sábado de Março, soalheiro
De "astrolábio" em punho e muita garra
Surge o grupo de 15 que primeiro
Fez o Trilho das Lampas à Samarra.
Fugindo ao negro asfalto, pelo ribeiro,
Por encostas de lama onde se esbarra
Tem-se verde em redor, cenário fino 
E soberbo caminho por destino 

segunda-feira, 11 de março de 2013

1º Trilho das Lampas - Uma pausa, um Poema





O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,
Mas o tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
Porque o tejo não é o rio que corre pela minha aldeia,
O Tejo tem grande navios
E navega nele ainda,
Para aqueles que vêem em tudo o que lá não está,
A memória das naus.
O Tejo desce de Espanha
E o Tejo entra no mar em Portugal.
Toda a gente sabe isso.
Mas poucos sabem qual é o rio da minha aldeia
E para onde ele vai
E donde ele vem.
E por isso, porque pertence a menos gente,
É mais livre e maior o rio da minha aldeia.
Pelo Tejo vai-se para o Mundo.
Para além do Tejo há a América
E a fortuna daqueles que a encontram.
Ninguém nunca pensou no que há para além
Do rio da minha aldeia.
O rio da minha aldeia não faz pensar em nada.
Quem está ao pé dele está só ao pé dele.
                                                                                                                         
Fernando Pessoa (Alberto Caeiro), in Guardador de Rebanhos

Ou melhor, o rio da minha aldeia, que é uma ribeira, faz pensar sim : No 1º Trilho das Lampas

domingo, 10 de março de 2013

1º Trilho das Lampas - Imagens

Ontem, depois do almoço, nas calmas, fiz-me à estrada, ou melhor, ao trilho que, no próximo dia 4 de Maio, muito gostaria que os amigos (e amigos dos meus amigos que gostam de correr na natureza) fizessem.
Tinha um propósito, que era optar por um  percurso definitivo e, ao mesmo tempo, recolher imagens, após uns dias em que choveu abundantemente. Tais imagens, representarão um cenário que as condições climatéricas tornam efémero, mas que ainda assim, vale a pena registar. Era assim que gostaria que estivesse no dia 4 de Maio, o que será pouco provável mas, como as estações do ano já não são o que eram, até pode ser que as águas mil de Abril, venham lá para o final do mês e permitam que a Ribeira da Samarra esteja como ontem a encontrei.
Bem sei, que há as lamas a ter em conta, que o piso pode estar escorregadio e mais perigoso (ou "técnico" como se diz para tornar a coisa mais suave), principalmente nos carreiros mais inclinados mas, por ironia, é precisamente por aí que o percurso se torna mais belo. Mostro-vos, então, algumas das imagens “fresquinhas” para que possam imaginar a prova e as dificuldades (ou não) que vão encontrar pela frente.



Aos 3Km

A velha Fonte da Bolembre ( a precisar de uma limpezazinha ) :3,5Km

Ponte da Fonte da Pipa ( a cheia levou uma pedra, que foi substituída por madeira):5Km

A azenha aí existente (que era do meu avô) e que foi recentemente restaurada

A roda da Azenha a funcionar devidamente (Já não é para moer trigo, mas o aspecto exterior é o mesmo de outrora)

Os caminhos enlameados

Mais uma queda de água (aos 7Km) junto a uma  ponte (R.Fonte da Anca) Azenha em ruinas oculta pela vegetação

é mesmo para passar por dentro


Junto a Catribana (pèzinhos submersos, vá...)

...isso...


As raizes do pinheiro dão excelentes degraus
Uma olhadela para a esquerda...

O Açude das Brecas

Há que atravessar novamente. E a corrente? Ah, isso não importa...

Eu a errar o alvo. Aquilo preto são as minhas calças. O meu receio era desequilibrar-me e a máquina ir à água. Mas passei.

 Olha a Azenha da Samarra


Início do carreiro estreito (não garanto é que as ovelhas, que até dão um ar bucólico ao Trilho, lá estejam a 4 de Maio)

Sim,sim...pelo risco é que vamos...

...e aqui também (claro que é aconselhável não correr)

A ponte (qual ponte?) é uma passagem para a outra margem

Já está. E o mar não estava para brincadeiras
Aqui temos que encontrar a subida

Já na subida


Pelo carreirinho que nos leva ao Castelo

Ei-lo : o Castelo do Dr. Gusmão, construído nos anos 50 e que hoje é propriedade de uns senhores alemães)


Aqui devemos ter perto de 11Km (só para dar uma ideia)

Uma nova panorâmica sobre a Praia da Samarra


E vamos contornando a linha da costa...

A descida para a Ribeira da Mata (claro que já estava na outra margem) 

Chegada a Cortesia (Largo da Fonte do Olheiro) onde iniciamos um troço de 2Km de asfalto, para descontrair

Fonte de Cortesia

Fonte de Catribana (esta água é potável) Aos 14Km -Serve de abastecimento

A Ponte Romana

A calçada que se segue

E o moinho, por onde tínhamos iniciado esta mais ou menos turbolenta viagem
Depois será a chegada ao Largo de S. João das Lampas. Para alguns, 1,30h chegará, mas para outros 3h pode não ser suficiente. Ontem demorei 3h, mas fiz muitas paragens e, ao refazer o percurso no Google, deu-me 18200m.


sexta-feira, 1 de março de 2013

Habemos data



Quando está em causa a “entrada em cena” de um novo evento desportivo-turístico, para a escolha criteriosa da sua data há uma “data” de factores que deveremos ter em consideração:
1-Tratando-se de uma Prova de Trilho na natureza, convirá escolher a estação do ano que melhor cenário proporciona : a Primavera;
2-Também a hora do dia (ou da noite) poderia potenciar esse objectivo. Pensámos então em escolher um horário que proporcionasse à maioria dos participantes, assistir ao pôr-do-sol junto ao mar, pelo que o horário da partida teria também esta condicionante;
3-O facto de termos o calendário desportivo muito preenchido, obriga a uma indesejável mas também inevitável coincidência de datas;
4- Optámos, então, para minimizar esse inconveniente, pela realização da prova a uma 6ª Feira, ou a um Sábado.
5- Se a 6ª Feira trazia vantagens pelo aludido no ponto 3, trazia problemas na disponibilidade de colaboradores para a montagem da logística necessária. Por isso, vimo-nos forçados a escolher um Sábado.
6- Ponderando o tempo necessário para a preparação do evento, pareceu-nos que o mês de Maio seria o mais adequado.
7- Todos os Domingos de Maio têm eventos de nomeada, uns de trilhos, outros de estrada, pelo que, naturalmente, optámos pela não coincidência com Provas de Trilhos.

Assim, com um pedido de desculpas à organização da conceituada Meia Maratona de Setúbal e a todos os atletas que gostariam de estar em ambos os lados, com a consciência de que pode não ter sido a decisão perfeita, restou-nos optar pela data de 4 de Maio de 2013, ao fim da tarde. 

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Trilho das Lampas




Estou  “moído”!
Acabei , há pouco, de dar a volta com o Nelson, volta essa que já está muito próxima da que vai ficar definitiva para o 1º Trilho das Lampas.  Demorámos 2,20H a fazer o percurso, que ronda os 18km.  É que subir e descer as margens da Ribeira da Samarra, ora mais a montante, ora mais a jusante,  tem que se lhe diga. O desnível acumulado é ENORME. Ah pois é!... Para aqueles que diziam que as rampas da Meia Maratona eram isto e eram aquilo, apareçam. Apareçam que a gente depois conversa.  Juro-vos que o José Moutinho, grão-mestre  conhecido pelo “quanto pior, melhor, não tem qualquer responsabilidade na escolha do traçado. E, em boa verdade, também não estamos a querer imitá-lo. Enfim, são vicissitudes da nossa orografia.
Como não estamos aqui para enganar ninguém, queremos que saibam ao que vêm.
A “propaganda” que estou a fazer é um bocadinho ao jeito do vendedor que diz para o cliente: “-não compre, que está estragado!”.
Decididamente, o marketing não é o nosso forte.
A data? Tchããã-nãã... Amanhã já digo.

1º Trilho das Lampas

Catribana


Aos amantes dos Trilhos se anuncia
Que as Lampas lhes pretendem oferecer
Uma prova a começar de dia
E se estende p´ra lá do anoitecer.
Com um cheirinho a campo e a maresia
Em cenários que são de enlouquecer
Por caminhos p´los quais ninguém se engana
Irão passar além de Catribana.