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quinta-feira, 3 de julho de 2014

35ª Corrida das Fogueiras


Açoreana Clube Banif (pequena parte)

No passado Sábado, dia 28, realizou-se a 35ª Edição da clássica Corrida das Fogueiras, em Peniche. Não sei ao certo em quantas delas estive presente,  mas andará muito perto das 30.
A limitação do número de inscrições começou a ser um problema (para evitar outros, é certo!) pois  esgotaram com muita antecedência. Compreende-se esta medida. O que me custa um pouco a perceber é aquela divisão com baias de toda a Avenida do Mar, quando ela, em toda a sua largura, não seria demais para suportar o pelotão compacto no km inicial. Isto sou eu a falar sem saber ao certo quais as verdadeiras razões que estão por detrás dessa medida. Exceptuando esse problema que impede, para muitos, o início da corrida atempadamente, em tudo o resto, nada a apontar de negativo, mas de positivo, tinha todo o restante. Reparei na novidade de colaboradores da organização, em bicicletas, com luz, que ajudavam a iluminar troços mais escuros entre uma fogueira e outra, no contorno do Cabo Carvoeiro. Também as novas e bonitas marcações quilométricas deram nas vistas.
Enquanto se aguardava pela hora da partida, deu para comer qualquer coisa num dos bares da zona e ver o Brasil que se viu “grego” para passar o Chile. A Foto com o pessoal da minha equipa, a  fabulosa Açoreana Clube Banif e vou escolhendo um lugar para me posicionar, quando faltavam cerca de 20 minutos.  
Um minuto e vinte, foi o tempo que demorei a cortar o risco da partida. Quando comecei a poder correr, passada a ponte, marquei um ritmo que me parecia aceitável e sustentável ao mesmo tempo e fui progredindo conforme podia, passando os quilómetros, sem sentir quebras no andamento.
Num repente, já o percurso estava feito e a prova concluída: 1,12,35 (1,11,15), classificando-me em 677 entre os 2284 que a terminaram. Parabéns à excelente Organização de Peniche, que continua a ter uma das melhores provas do País. Classificações aqui.




Eco-Maratona de Lisboa 2014

Tudo bem...

...Tudo mal!


Já tinha ouvido falar na Eco-Maratona, mas não estava a passar pela minha cabeça tentar sequer, fazê-la, mas quando soube que a minha equipa (Açoreana Clube Banif –ACB) iria estar presente, calhei a dizer que, se soubesse disso, também alinharia. Responde-me, então o Guedes que, se assim o quisesse, ainda era possível inscrever-me.  Então bora –disse eu.
Por outro lado, fazia-me jeito um treino longo como preparação para a UMA que está quase a chegar e foi a pensar nela que resolvi entrar na brincadeira.
Afinal fui o único a alinhar nos 42, pois o resto do pessoal optou pelos bem mais sensatos 19Km.
De vez em quando, acontece-me disto : armar-me em campeão e depois dar barraca.
É que uma Maratona sempre é uma maratona e deve ser encarada com respeito  sempre e nunca pensar que a experiência que se tem e tal… dá para fazer aquilo “na boa”.
Mas a minha preparação andava mesmo muito por baixo e a forma como encarei esta Prova, foi  do tipo : “ver se amanhã não me esqueço que tenho uma maratona para fazer”.
Lá me apresentei no cimo do Parque Eduardo VII (local da Chegada), onde já estava o Victor Rafael, para aguardarmos a boleia do Paulo Moradias, para Mosanto (local da Partida) .
19,30h – Após um compasso de espera  na conversa com o pessoal e uma pequena apresentação da prova, foi dado o tiro de partida para os cerca de 300 corredores. Outros tantos ficariam à espera das 21,30 para uma versão mais curta da jornada.
Era dito que o nome de “Eco-Maratona” pretendia chamar a atenção para a importância de se correr sem necessidade de conspurcar o ambiente com as más práticas de deixar no percurso, as embalagens utilizadas para a água ou para alimentos. Por isso, e para evitar desperdícios, cada um deveria ser responsável pelo seu próprio abastecimento, para além de dever estar prevenido com frontal (com pilhas suplentes seladas) , manta térmica e apito. Porém, havia abastecimentos normalíssimos, com água em garrafa, principalmente na 2ª metade do percurso. Foi bom, mas muitos poderiam ter evitado irem carregados, de soubessem disso.
Os quilómetros iniciais, embora em declive, disputavam-se em asfalto. Num ritmo que me parecia adaptado à minha condição, lá fui progredindo, umas vezes atrás, outras à frente de atletas que na esmagadora maioria das provas,  ficam à minha frente. Muito à maneira dos trilhos, em cada subida, via as pessoas a passo e eu, por não serem muito grandes as inclinações, lá ia, em passo miúdo mas em corrida, subindo as rampas que iam surgindo pela frente, admirado comigo mesmo. 
 E a verdade é que, até aos 30, andei  a sentir-me sempre bastante bem, com as tais referências lá bem para trás. Mas a partir daí, as coisas complicaram-se: aquilo que eu pensava que era uma passada controlada para 42Km, afinal só deu para 30! Ainda faltavam 12 para me “arrastar” penosamente, ora corricando, ora caminhando. E eu a vê-los passar, sem poder reagir.
Quando depois de passar por Campolide e avisto as colunas do Parque Eduardo VII, onde estava a meta, pensei que estava quase e pensei fazer o último km a correr, pois era uma desonra que um ” corredor de longa experiência” chegasse à meta…a passo. Vinha a dar as últimas e a tentar pôr um sorriso minimamente aceitável para a ocasião, quando me dizem que tinha que ir lá abaixo, contornar o Parque e terminar a subir!!!! Caíu-me tudo. Para baixo ainda fui, mas quando comecei a subir e as pernas a não obedecer…  só me apetecia ficar encoberto (com os pavilhões da feira do livro que estavam a ser desmontados) para que ninguém visse aquela figurinha  que já há muito tinha trocado o entusiasmo de chegar à meta com ar feliz por ter concluído mais uma maratona, pelo desejo  simples de acabar com aquele martírio, cruzando a meta.  A meta “desnaturada que, vendo-me assim, foi incapaz de vir ao meu encontro!”
E pronto! Eis o “espectáculo” da minha triste participação na Eco-Maratona de Lisboa-2014, onde fica bem demonstrado que não há milagres no desempenho. O milagre está no facto de, passado um ou dois dias, me sentir atraído por voltar a fazer idêntica distância! Mas com os ensinamentos que esta me proporcionou e que tenho obrigação de registar.





sexta-feira, 27 de junho de 2014

SEMINÁRIO PARA DIRECTORES DE PROVAS DE ATLETISMO FORA DO ESTÁDIO



Seminário para Directores de Provas de Atletismo Fora do Estádio
COMUNICADO

Como tem sido largamente difundido, a FPA agendou para os dias 19 e 20 de Julho de 2014, um “Seminário para Directores de Provas de Atletismo Fora do Estádio” sendo que a partir de 1 de Janeiro de 2015 (!), não serão homologadas quaisquer provas que não tenham um director certificado com a frequência deste seminário.

Sendo bem recebida toda a notícia que vise aproximar a FPA das organizações, dotando-as de conhecimentos técnicos que aumentem a qualidade dos eventos, apontem soluções para se ultrapassar problemas e se harmonize os procedimentos com que as organizações são confrontadas, vemos com algumas reservas o carácter tão taxativo que aqui se revela, impedindo a realização legal das provas que, por qualquer razão, não consigam estar representadas neste seminário. (Soubemos, entretanto, que haverá um segundo ainda no 1º trimestre de 2015).

A questão que se coloca prende-se com o elevado número provas, nos vários pontos do País, que não têm a possibilidade de responder a este “ultimato” e enviar o seu director a Lisboa para ser devidamente credenciado. (Ainda que tenha uma segunda oportunidade em Março de 2015).

Estamos em crer que a FPA, com este seminário, vai ao encontro daquilo que é desejável para todos os agentes desportivos envolvidos na Corrida Popular, mas passarmos do oito para o oitenta em termos de inflexibilidade na norma criada, não será a melhor forma de “chegar ao terreno”. A nosso ver, este seminário deveria dar início a um período transitório em que, se passaria primeiro, pela advertência e só depois, pela proibição (mas só depois da FPA ter dado a possibilidade - quer em termos de calendário, quer em termos de distribuição geográfica das acções - dos muitos directores frequentarem o dito seminário).

Se não houver essa condescendência e se a FPA for rigorosa em manter esta norma, muitas provas de qualidade deixarão de se poder realizar ou passarão à clandestinidade. E se a FPA não conseguir assegurar os mecanismos que garantam o cumprimento de uma regra que ela própria determinou ficará, de certa forma, descredibilizada.

Como em tudo na vida, quer da parte dos organizadores, quer da parte da FPA, deverá haver bom senso na implementação de uma nova medida que, voltamos a sublinhar, é da maior importância para que a Corrida fora dos Estádios ganhe referências que lhe assegurem a qualidade que todos desejamos.

Pelas razões expostas, e recomendando embora a participação das provas neste seminário, tentaremos sensibilizar a FPA para que a entrada em vigor da nova medida se faça com a justiça devida.
Lisboa,26 de Junho de 2014.

Pela APOPA,

Fernando Andrade

terça-feira, 24 de junho de 2014

BES CHALLENGE - CORRIDA STºANTÓNIO

Disputou-se no passado dia 7 de Junho, em Lisboa, a última das Provas do BES Challenge 2014. Desta vez, o escriba, foi o meu amigo e companheiro da ACB, Nuno Espírito Santo. Como se vê na foto, acabei com os "bofes de fora". Por isso, o melhor foi mesmo aproveitar a agradável prosa que ele colocou no forum da nossa Equipa e tomar a liberdade de a transpor para aqui para o "cidadão". Muito obrigado, Nuno, pelas tuas palavras (que me enchem de vaidade) e pela consideração que é recíproca.


Afinal de contas... o plano saíu "furado" . 

O homem não pode ir e como tal acabei por não fazer o "pleno", com ele.  
Perante tal cenário, tive de pensar rapidamente quem havia de acompanhar... em substituição.  
Como me calhou um dorsal sub60 (nunca cheguei a compreender o critério, pois a minha  "cara metade"  teve sempre dorsal sub50 ) não tinha muito por onde escolher . 
Só tinha uma alternativa: começar a abrir, em busca de algum companheiro de equipa. 
É claro que o "transito" (começando cá de trás) era mais que muito e correr a bom ritmo... era mentira  .
Mas, entre uma aceleração aqui, um desvio ali, lá fui andando até me aparecer pela frente o... Fernando Andrade.  
Ora perante tal oportunidade - de correr lado a lado de um atleta popular, de tamanha importância - não pensei sequer duas vezes.  
Ao longo destes vários anos, tenho corrido/acompanhado diversos colegas/amigos... até já lhes perdi a conta . 
Mas, por incrível que pareça, nunca tinha tido oportunidade de correr lado a lado com o Fernando Andrade    e, sem que tivesse procurado, eis que tinha surgido a oportunidade . 
Foi tal e qual como sempre pensei: um IMENSO prazer.
Para além de termos falado de várias coisas, trocado várias impressões, o Fernando   é daqueles (como eu já desconfiava) que não vira a cara "à luta".  
Entre uma conversa e outra, lá íamos imprimindo um ritmo bem "agradável", de tal forma que desde que me juntei a ele (perto do km e meio) que foi um galgar terreno.  
Foi passar e passar e passar... a coisa estava simplesmente fantástica  
A cada km que passávamos, ia-lhe dizendo o tempo que estávamos a fazer (já que ele não levava relógio... para quê, se ele próprio é um relógio suíço   ) e a coisa não abrandava.  
Por exemplo, o último km revelou-me um Fernando  com uma "pujança" para um sprint final que eu não imaginava.    
Resultado final: 46min, tempo Garmin
Se eu já tinha uma admiração imensa pelas suas faculdades "pendulares" para provas longas, no domingo passei a admirá-lo, também, pela fibra que demonstrou numa distância que não é, particularmente, a sua preferida  
Muitos parabéns e obrigado pela companhia, Fernando.      

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Ecomaratona de Lisboa


 Sempre é melhor mostrar esta foto, quando tudo ia "sobre rodas", aparentemente bem controlado ...



... do que esta, quando já não era capaz de correr. Até parecia que tinha "mau perder" eheh. 
Fotos de Miguel Baptista

Só posso dizer sobre esta Prova, que foi disputada num traçado difícil com muito de trilho à mistura, o que obriga à desgastante alteração de ritmos. O resultado foi este. Mas gostei.

O dia seguinte


Quando os pés do Ronaldo falham golos
De que tanto precisava a selecção
Ficamos todos com cara de tolos
E os brindes dão lugar à frustação

“Mas há uma luzinha” - ainda há quem diga-
P’ra contrapor desdita tão tirana:
Esperar que a Alemanha tenha mão amiga
E espetarmos com 5-0 ao Gana.

Os golos de Varela e de Nani
Não chegam para nos manter na Copa
Faltou ouvir-se o grito “eu estou aqui!”
E voltamos mais cedo p’rà Europa.

Com ai-ais a cair nos relvados
Assim não, não vamos lá
E com os bons a não ser convocados
Assim não, não vamos lá.
Ter a fama e ficar a dormir,
Não nos chega p’ra continuar
Vão dizer que se vai reflectir,
Mas…voltemos ao cheiro de flores e de mar: 

 Lisboa cheira aos cafés do Rossio…
Quando desce a madrugada sorrateira

Lá-rá-lá-lá… 

segunda-feira, 2 de junho de 2014

VI Meia Maratona na Areia

Com o grande Joaquim Antunes (Foto de André Noronha)

Aos 5Km (foto de Mário Lima)

Aos 16Km ( foto de Mário Lima)

À chegada (foto de Fernanda Silva)

Das provas que conheço, aquela que é mais parecida com a UMA, é, sem dúvida alguma a Meia Maratona na Areia que, no último Sábado, teve a sua 6ª Edição no areal da Costa da Caparica.
A qualidade deste evento, bem merecia ter muito mais participantes, mas calhou num fim de semana em que se registaram diversas provas na zona e fora da zona. Que me lembre, assim, de repente, realizou-se a Corrida do Sal, em Alcochete, a Corrida do Ambiente, em Sintra, a Corrida do Oriente e a Corrida de Belém, em Lisboa, a Corrida do Mirante, na Ota, a Corrida das Pontes, em Coruche. Umas no Sábado, outras no Domingo.
A verdade é que se  passou do perigo de haver provas a acabarem, para uma "explosão" de provas que já não cabem nos dias que o calendário tem disponíveis. O remédio é mesmo dividir a "clientela" deixando à sua escolha, as que lhe parecerem mais de feição.
No meu caso, não hesitei, até porque, tendo tido a sorte de poder ir a todas as edições, gostaria de continuar a ser totalista, marcando presença.
Estava um dia agradável, embora com algum vento.
É sempre agradável ir-nos encontrando com os amigos, companheiros destas lides com quem partilhamos as nossas vivências da modalidade. E, num repente, estava a ficar na hora da partida e tinha de ir ao carro equipar-me num instante.
Dado o  sinal, arrancámos todos rumo a Sul. Fui com muita calma. Ainda com mais do que é habitual, pois os treinos têm sido poucos e sabia também que a viagem de regresso não iria ser pêra doce por causa do vento que ia aumentando de intensidade. Lá fui gerindo e depois do retorno começo então a deixar entrar o meu andamento habitual. E consegui . Chego ao fim com 2,02,04 ! É um tempo fraquito, o meu pior de sempre, mas conseguido sem qualquer tipo de pressão e que me deixou plenamente satisfeito.
A Organização da Prova, a cargo da Associação O Mundo da Corrida está de parabéns por mais um excelente trabalho. Esperemos que na próxima, o calendário seja mais amigo, pois esta Prova, como disse no início, bem o merece.