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quarta-feira, 28 de outubro de 2020

O "Giro 2020" e o peito ilustre lusitano

Nem só as corridas (a pé) nos trazem alegrias. As de bicicleta também. E grande !!!!

Não podia passar sem registar neste espaço os feitos do João Almeida, que alcançou o brilhante 4º lugar no Giro de Itália, depois de ter andado 15 dias com a camisola rosa e o Rúben Guerreiro, que venceu a camisola azul do dificílimo prémio da montanha.

São os novos heróis do desporto nacional, a quem tiro o chapéu. SOIS ENORMES.

 



Cá está o “peito ilustre lusitano”

Saído desta nobre e brava gente

Que percorreu o solo italiano

Escrevendo uma história surpreendente.

 

O Almeida mostrou-se soberano

Superou tudo o que encontrou p’la frente

E num esforço contínuo sobre-humano

Juntou à sua força a forte mente.

 

Quinze dias de rosa, no tal pano

Indicador de quem anda na frente

Liderando tão longa e dura empresa.

 

Um puto que encarnou o génio humano

E pôs todo um País, subitamente,

A exaltar a alma Portuguesa.

 

 

Escutai, que não "virei com vãs façanhas"

(E há tanto p’ra contar desta jornada )

Vede o Rúben, que ganhou nas montanhas

Até onde era possível ir a estrada.

 

Buscou vigor de dentro das entranhas

Colocando-o em cada pedalada

E assim, por coisas destas, tão tamanhas

Viu a sua vitória confirmada.

 

Com o Rúben e o Almeida estarão ganhas

Provas que se adivinham bem esforçadas,

Teremos um ciclismo mais risonho.

 

E o exemplo que vem desta campanha

Fará escola (das mais credenciadas)

E fará realidade o que era sonho.

 

 

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

12H#Be Active

 



8 H em ponto. O 1º grupo estava a postos para arrancar. E eu estava lá, dorsal 167, com a camisola azul de "O tanas é que não corro". Lateralmente, as baias asseguravam a distância de segurança. Na fila, havia placas assinalando onde cada um devia ficar. Os 1ºs da fila deixavam a máscara nos caixotes ali colocados para o efeito e partiam. Os 2ºs, alguns segundos depois faziam o mesmo e por aí fora até se esgotar o grupo das 8h. Éramos uns 20. A seguir viriam outros, que aguardariam por serem mais 20, antes da zona das baias, para serem chamados para os corredores de partida logo que atingido esse número. A coordenação estava perfeita. A maior acumulação de pessoas era a que a foto documenta e por breves instantes. Duas voltas de 5 Kms e, ao terminar, davam-nos um saco com uma garrafa de água e uma maçã. E uma nova máscara para usarmos enquanto estávamos por ali e cada um ia à sua vida.
Estava bem organizada ? Sim, excelentemente organizada.
Satisfez? eh pá...não. Bem sei que é o possível nas condições existentes mas, saí dali com a sensação de ter estado numa prova com "meia dúzia de gatos" quando, na verdade, estiveram lá milhares. É a injustiça de termos de fingir que somos poucos. 
Mas, pronto, está feita a 1ª prova (com dorsal) depois que a Covid veio exigir de nós comportamentos a que não estávamos habituados.

 


quinta-feira, 24 de setembro de 2020

M.Maratona S.J.Lampas -2020 "O Tanas é que não corro"


 

 

 


 


 




 







 

 
19.SET.2020
 
Era o dia dela e ela não podia ir para a rua! Ao cabo de 43 anos estaria, assim, condenada a deixar um "buraco" no calendário. Sempre pensámos que quando isso acontecesse, seria por falta de aparecer quem lhe dessa continuidade. Mas não. Quando tudo o que era corrida parou, também a MMSJL teria de parar, neste ano fatídico de 2020. Eis que se junta um grupo de amigos que, por força das circunstâncias, tinha de ser reduzido e adoptaram o lema "O TANAS É QUE NÃO CORRO" numa manifestação de inconformismo e de respeito pelo longo historial da Meia Maratona de S. João das Lampas. Não temos dúvidas que seríamos 20 vezes mais, tantos são os que nos querem bem e que tudo fazemos para retribuir, mas, aí o inconformismo já daria lugar à desobediência o que é contrário à nossa forma de estar no desporto e na vida. "O tanas é que não corro" só quis demonstrar que, mesmo confinados procurando respeitar as regras, poderíamos marcar presença na MMSJL ajudando a que não fosse interrompida. Foi o que fizemos. A todos os que estiveram presentes a correr, apoiando de bicicleta, a fotografar e a filmar, que deixaram transparecer uma certa felicidade por viverem este momento, queremos deixar um agradecimento muito sincero, pois fizeram que acontecesse mais uma edição, ainda que sem número, da nossa/vossa Meia. Muito obrigado a todos. Bem hajam.
Seguir-se-ão os magníficos registos do Orlando Duarte, da Iris Maurício, Nuno Marques e outros, que ajudam a perpetuar este dia.