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segunda-feira, 23 de abril de 2012

Rock'n'Roll Madrid Maraton

Festejando a chegada (com a Graça Roldão)
 
Já com 42Km de medalha ao pescoço (foto da Graça)


“Running around the Rock”


Esta era a 35ª Edição e fazia exactamente 10 anos que, pela
primeira vez, tinha estado em Madrid para correr a Maratona.
É claro que tinha que lá voltar.

Como não tinha arranjado voo em conta com horário adequado, resolvi
alinhar com a malta de O Mundo da Corrida, no autocarro fretado para
essa viagem. Porém, se é agradável a companhia e o convívio que essa
viagem proporciona, torna-se demasiado cansativa pelo tempo que
demora. É que são quase 8 horas para cada lado! E pensarmos que de
avião seriam 50 minutos…!

Mas ficámos alojados no Goia 75, próximo da partida e da chegada, o
que foi uma grande vantagem.

O tempo estava excelente. Não foi preciso levar qualquer tipo de
agasalho para o local da partida (e ainda bem, porque
inexplicavelmente, a organização resolveu não fazer o transporte dos
sacos da roupa do local da partida para o da chegada, o que
surpreendeu muitos dos que estavam habituados a esse serviço,
criando-lhes um embaraço desnecessário a poucos minutos do início).

Enquanto íamos tirando umas fotografias do grupo, assistíamos ao
habitual espectáculo dos para-quedistas, que saltando de lá das
alturas, acertavam milimetricamente no alvo colocado na frente do
enorme pórtico da partida, em que a metade direita se destinava aos
10Km e a esquerda à Maratona. Esta divisão não funcionou bem, pois sem
existirem baias ou fitas a delimitarem ambos os grupos, era de ver que
seria “tudo ao molho”. Também as zonas de tempos, os “currais”, na
curiosa designação que lhe deram, deixaram muito a desejar. Havia
dorsais de cores diferentes, sim senhor, mas os seguranças eram
demasiado distraídos, apenas “caçando” um ou outro mais azarento, como
aconteceu com o nosso amigo Paulo Pires que ia comigo, Zé Sousa e Zé
Carlos Melo e foi barrado da zona amarela quando o que não faltava por
ali eram dorsais de todas as cores. Mas o Paulo, cumpridor como é, nem
pestanejou e foi para a zona seguinte.

Ficámos a 10 segundos da linha da partida. Um cumprimento a desejar
boa prova e…lá vamos nós. O andamento é forte, pois claro e, assim que
pude, comecei a encostar à direita para não estorvar ninguém, pois eu
sabia que o meu andamento possível seria para qualquer coisa parecida
com 3,45.

Ao meio da Castelhana passa o balão das 3,15 e, por volta dos 5Km,
passa o das 3,30 que trazia na cola o Paulo Pires. Deixa-os ir –
pensei eu – que esta ainda não é a “minha praia”.

Chegam-se a mim o José Neto e o Vitorino Coragem. Digo-lhes para
seguirem, que eu tinha de ir com calma. O Neto seguiu, mas o Vitorino
deixou-se ficar comigo, embora eu notasse que ele estava bem, pois,
sem querer, ele avançava uns metros e voltava a esperar por mim. – Oh
Vitorino, segue. Aproveita enquanto estás bem!- dizia-lhe eu. Mas ele
respondia que não estava nos dias dele e que era melhor ir com calma.
Porém, sem querer, ele avançava uns metros e voltava a esperar por
mim. E fomos juntos até cerca dos 20Km, altura em que ele seguiu à
minha frente. Cerca dos 18km, junto do público, vejo uma cara
conhecida. Quis lembrar-me do nome mas não fui capaz. Cumprimentei-o e
ele veio para a frente para me fotografar. Era o Bráulio, amigo do
João Hébil, que esteve connosco na última Maratona de Porto e fez um
vídeo com as fotos que tirou, dizendo maravilhas da Invicta.

Nesta zona o público é absolutamente fantástico, incentivando de todas
as maneiras os corredores, que nenhum cede ao desejo de se pôr a
passo. Tal é a força que tais incentivos representam.

Meia Maratona: 1,45,30 ! Eh lá. Estava a contar passar aqui por volta
da 1,50, mas como não tinha relógio, só sabia que estava a correr para
um tempo final entre as 3,30 e as 3,45, pois este último ainda não
tinha passado. Porém, o das 3,30 já andava há muito fora do alcance, o
que não deveria. Entro na Casa de Campo. Abastecimento e, cerca dos
26Km sinto ir-me abaixo. Achei que era cedo, mas estava a pagar o
andamento dos primeiros 5Km. Aproveitei e fui “aliviar” junto de um
arbusto. Recomeço a corrida, com calma, para me aguentar sempre em
passo de corrida e, às tantas, notei que estava com um andamento
aceitável, pois vou passando outros que estavam a passar por momentos
difíceis.

Perto dos 39Km passa a Graça Roldão. Ia bem e eu…tomara aguentar-me
como estava. Olha… o Vitorino em quebra! Um incentivo e já estávamos a
contornar o Parque do Retiro dos Jerónimos, onde estava instalada a
Meta. Mas ainda era preciso subir aquele bocadinho entre a Puerta de
Alcalá e a “Puerta” do Parque. Aqui é onde os esgares dos corredores
se apresentam na sua máxima expressão, como se a contracção dos
músculos da face potenciasse a dos músculos das pernas,eheh. Depois,
lá dentro do parque, a curva, a contracurva, o pórtico intermédio,
mais o pórtico dos 42 e, finalmente o dos 42,195.
3,40,50. Menos 4 minutos que em Sevilha, mas mais 6 minutos que no ano
passado. É a vida! Mas estou satisfeito com uma prestação que supera
as expectativas que tinha. No final, que bem sabe bambolear as pernas
naquele enorme espaço para descompressão, onde recebemos, para além
da bonita medalha (que eu, desleixadamente, deixei que ficasse ao contrário,
na fotografia) todo o tipo de mimos com que a organização nos brinda.
Desta vez não havia a cervejinha ("estais mal acostumbrados" - foi o que
me respondeu a brincar, a senhora a quem perguntei pela bebida "loirinha") mas em
contrapartida havia  umas colaboradoras com um equipamento tipo caça-fantasmas
a fazerem uma espécie de "crio-pulverização" da parte posterior das pernas, que
tinham o efeito milagroso de reduzir imediatamente a temperatura muscular em 5º!!!

Agora, falemos da música. Estava, de facto, curioso com esta história do Rock
‘n’Roll Maraton. Teria eu percebido mal, ou a organização ia mesmo pôr
20 bandas de Rock ao longo do percurso?! É que, quando se tem notado
que o factor “animação” é um dos que mais tem descaído nos últimos
tempos, estava a achar muita fruta. Mas a verdade é que estavam
mesmo!!! A princípio ainda as fui contando, mas depois já não tive
cabeça para tanto. Cerca dos 20Km até havia um cantor, que actuava num
palco altíssimo e, a seu lado, um ecran gigante dava imagens da prova,
tanto dos craques da frente, como de vários planos do pelotão. À saída
do Parque, um enorme palco estava montado e uma banda tinha ali, à sua
volta, um enorme aglomerado de gente que participava activamente no
seu concerto. Muito bem.

No cômputo geral esta prova continua a ser recomendável para quem
gosta de correr grandes distâncias. E isto do Rock‘n’Roll traz muita
alegria à festa.

Pena que a organização tenha estado menos bem no caso do controlo dos
“currais”, na mistura das duas provas e na falta de guarda-roupa na
partida. Talvez houvesse mais uma ou outra coisita, mas também não é
preciso estar a enumerar “pevides” num evento de tamanha grandeza.

"En hora buena" à Organização.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

O "nó na garganta"





Tenho acompanhado a grande aventura das areias do deserto e o brilhante desempenho que os nossos atletas têm tido. Para além das excelentes classificações até agora verificadas - e já só falta a etapa de amanhã, com 16,5km - sobressai a mais que nobre atitude de desfraldarem orgulhosamente a nossa bandeira ao cortarem a meta, dividindo connosco a glória imensa desses momentos. E o muito que recebemos deles é em troca de...nada. Vergonhosamente, não lhes demos nada. Mas eles lá estão e, a suas próprias expensas, fazem questão de representar o nosso País.
Lembro-me que há um ano, com o 8º lugar do Carlos Sá, em que a bandeira foi bem exibida, manifestei aqui um sentimento de desolação, parecido com o de hoje.O merecimento sem resposta. Qual seria o contribuinte que acharia mal que uns míseros cêntimos dos seus impostos, revertessem a favor de quem tanto nos honra e exalta o orgulho nacional?
Carlos, Telmo, Susana, Sousa e Morgado. MUITO OBRIGADO. É UM ORGULHO MUITO GRANDE REVER-ME NAS VOSSAS HERÓICAS PRESTAÇÕES.

domingo, 8 de abril de 2012

E nós, Constância?

Querida Constância. Espero que estejas bem, embora afectada pela magreza das vacas que são tratadas pelos três miseráveis “pastores” que se instalaram entre nós e não se importam nada que elas emagreçam e vão definhando por desnutrição.


Hoje foi o teu dia e não nos convidaste! E tu sabes quanto gostamos de estar contigo. Talvez por não nos poderes receber como nos outros anos, não nos quiseste aí. Mas connosco, também sabes bem, não precisavas de fazer cerimónia. Bastaria que permitisses a nossa visita. Correríamos na margem do teu rio, visitaríamos as tuas ruas lindíssimas e as belas fatiotas que vestiram para esta ocasião, mataríamos as saudades, invocaríamos a História, confraternizaríamos à volta da mesa de um qualquer restaurante dos teus e regressaríamos contentes por te ter sentido.

O teu merecimento é o mesmo. Não tens que ter vergonha dos tempos.

Oh Constância… porque nos abandonaste ?


domingo, 1 de abril de 2012

30ª Corrida dos Sinos



Na partida e aos 9Km (fotos do Fábio Pio)
A Corrida dos Sinos é uma das clássicas que tenho acompanhado desde as primeiras edições e, este ano, sendo a 30ª, não poderia faltar.


Para não ter de deixar o carro muito longe, cheguei cedo e, ao meu lado estacionou o Jorge Paulino, precisamente um dos grandes impulsionadores desta Prova. Como estava a chuviscar, ficámos mesmo dentro das viaturas, a conversar um bocado sobre os primórdios e o crescimento da Corrida dos Sinos. Bom começo.

Depois, fui encontrar-me com o pessoal da ACB para levantar o dorsal e a bonita t-shirt ASICS, tomar um cafezinho, ir cumprimentando o pessoal amigo que ia vendo e…esperar.

Depois de equipado, vou dando umas corriditas para aquecer e , quando faltavam uns 15 minutos, fui colocar-me na partida.

Ao som da sineta, todo o pessoal se pôs em andamento. Este ano, devido às obras em frente ao palácio, havia tapumes a impedir que se pudesse fazer o retorno por onde é habitual e tivemos de contornar todo o edifício pelas fachadas sul, nascente (passando pelo terreiro onde estavam chaimites (é assim que se escreve?) e norte, retomando depois o traçado habitual.

Mais uma vez, não levei relógio, procurando gerir o esforço com alguma prudência na ida para, após o retorno, com ligeira subida, ver, então, que andamento poderia aplicar. Ganhei algum alento e, na verdade, aumentei o ritmo recuperando muitos dos lugares que tinha ido perdendo. Cheguei à meta com o tempo de 1,10,08 (mais 1 minuto que em 2011) -ver aqui os resultados- com a sensação de que poderia ter feito melhor. Mas é assim que eu gosto.

E lá ganhei mais um sino, desta vez em vidro.

Quanto à Organização, naquilo que vi, esteve excelente, embora os sinais da crise não tenham passado despercebidos.

Então não é que quando me preparava para dar uma trinca num biscoitinho da Confeitaria Carlos Gonçalves (que sempre tem brindado os atletas à chegada) desta vez…népia. E uma batatinha frita Ti-Ti..idem, idem. Bem, estavam lá no saquito dois cubinhos de marmelada e uma garrafita de água a fazer companhia ao sino. E agora pergunto eu: fez falta? Não!

O que pode fazer falta é esta Corrida dos Sinos, se a escassez de apoios desmoralizar os Amigos do Atletismo de Mafra e eles não se sentirem reconhecidos pelas entidades locais, pelo seu trabalho em prol de Mafra Mas com os atletas, sabem que podem contar e é com eles que dão dimensão humana a este grande evento que é a Corrida dos Sinos. Parabéns pelo excelente produto desportivo que ofereceram a todos os participantes nesta 30ª Edição da Corrida dos Sinos.

sexta-feira, 30 de março de 2012

22ª Meia Maratona de Lisboa

A Minha chegada (Foto AMMA-Zé Gaspar)
Considero que a Meia Maratona de Lisboa, com quase 7000 a concluí-la e mais 30 mil a dar-lhe figuração humana , transformam este acontecimento no maior evento desportivo alguma vez realizado no País. E sendo a nossa modalidade a que é contemplada com tamanha expressão, é motivo para que todos os que gostam de correr se sintam honrados por ver que a Corrida atingiu um patamar de excelência num País de gente que custou a “convencer”.

Eu sei que há muitos corredores, que praticam regularmente durante todo o ano, preferem não se meter na confusão, onde falta, à esmagadora maioria, uma cultura desportiva onde todos teriam o seu lugar : os que correm depressa, os que correm devagar, os que caminham, os que simplesmente passeiam. Tudo sem causar embaraços e atropelos. Mas esse dia ainda vem longe.

Há também a confusão para ir até ao lado de lá, com os comboios a abarrotar. Mas também se sabe que, indo mais cedo, se pode trocar a confusão pelo sacrifício simples da espera .

Esta prova é o corolário do que qualquer organizador idealizaria, mas muito poucos o conseguirão.

Parabéns a toda a Organização pelo excelente trabalho realizado, que subiu mais uns degraus a caminho da perfeição. A partida pareceu-me mais controlada, com uma separação efectiva da Meia e da Mini ( o número de sanitários é que me pareceu insuficiente, na zona da Meia); o avanço progressivo do cordão de segurança, à medida que se aproximava a hora, funcionou bastante bem. Excelente animação, abastecimentos perfeitos com água em cada 2,5Km e água+ isotónico em cada 5Km; gel aos 15; bananas aos 18Km, chegada sem problemas.

Gosto sempre desta Prova, mas este ano, talvez tenha sido aquele em que tudo me pareceu perfeito.

Demorei 1,46,30 (1,47,00).

Agora o que não me parece bem é que, para obter um certificado, sejam os corredores a preencher todos os campos do formulário. E o sistema “aceita tudo”. Posso dizer que cheguei em 1º com o tempo de 59’ e fico com um “certificado” para emoldurar em lugar de honra, assinado pelo Director Carlos Móia!!! E esta hein???? Sinceramente, foi este o ponto menos bom que encontrei, pois abandalha a magnanimidade de todo o evento.

Pausa sem causa

O mês de Março até foi rico em acontecimentos. Não me posso queixar de falta de assunto para ter vindo aqui, nem que fosse pela atenção que me merecem os simpáticos leitores que regular ou esporadicamente visitam o “cidadão”. Mas uma coisa é haver assunto, outra é dar conta dele, escrevendo; uma coisa é estar atento ao que se passa à nossa volta, outra é dispormo-nos a fazer o seu registo.


O verdadeiro “blogger” de Corrida faria questão de não deixar escapar aquilo que interessa à modalidade (ou que lhe interessa a si pela intensidade com que viveu e sentiu determinado evento).

Mas nem sempre a mente –falo da minha- ajuda a cumprir o compromisso assumido. Por isso peço desculpa a todos por um mês de Março tão… silencioso.

O último apontamento que vos deixei falava numa lesão do joelho, após um jogo de ping-pong, mas isso, felizmente, passou após 3 ou 4 dias de descanso. Depois disso, já treinei, já voltei a interromper os treinos por me ter constipado, já recomecei, já fiz uma prova. A 22ª Meia Maratona de Lisboa. É dela que vos falo a seguir.

domingo, 4 de março de 2012

Ping Pong...ai,ui


Há muitos anos que não jogava ping pong, mas na passada 6ª feira, depois do Benfica-Porto, desafiaram-me e eu não resisti.


Reparei, com alguma satisfação, que as minhas performances de jogador, se mantém sensivelmente ao nível de outros tempos. Estávamos a jogar de 4 e jogámos, jogámos, durante quase 2 horas ininterruptas. Claro que transpirei que me fartei. À parte isso, não dei conta que algo de anormal se passasse comigo. Chegado a casa, banhoca, xi-xi e cama.

No dia seguinte, ao levantar, noto uma dor esquisita no joelho direito, na sua parte interna, que era incapacitante por não me deixar fazer apoio na perna. Lá me fui mexendo e, aos poucos, a coisa foi passando e, durante o dia, até me esqueci desse episódio. Tanto que me esqueci que, ontem, à hora habitual, lá fui fazer a minha corridinha de 15 Km, em que gastei 1,15.

Durante a noite é que foram elas!... Ao precisar de movimentar a perna, eram terríveis as dores no joelho, até que conseguisse posição confortável. E ao levantar, então, nem vos digo. Conclusão: só apoiado é que conseguia deslocar-me e, de novo, com o passar do tempo, a articulação passou a apresentar apenas uma ligeira moinha, bem localizada, mas que me permite andar normalmente e, se quisesse, até daria para ir correr. Mas é claro que não fui. Noto, porém, que sempre que estou sentado mais tempo, ao levantar, sinto o agravamento da dor.

O ideal seria passar a noite em movimento, para amanhã, ao acordar, não ter de recorrer às canadianas, eheh.

Ah pois é! Os movimentos do ping pong, de que estou destreinado, fizeram ressurgir uma lesão antiga, mal curada, que p’ràqui houve ( e até estou e lembrar-me quando e como é que ela aconteceu : há coisa de 4 anos, com o pé esquerdo pisei uma pedra que me provocou uma leve entorse no tornozelo, mas ao “compensar” com a perna direita, para não cair, forcei o joelho de tal forma que, nos dias seguintes, se andou a “queixar”.)

Está-me a chatear, mas acho que tenho que ir ver isto. Uma coisa é certa: enquanto acordar com o joelho a doer estou na situação de “alerta laranja” no que à Corrida diz respeito.