segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Na Homenagem a António TOMÉ























Na Homenagem a António TOMÉ

Caros amigos
Feitos os agradecimentos pela vossa presença nesta confraternização em memória do nosso grande Amigo António Tomé, que apesar de não estar fisicamente entre nós, continua bem presente nos corações daqueles que o conheceram, como aquela pessoa pacata, que não gostava de dar nas vistas, que gostava pouco de falar, mas que passou a vida a agir. Enquanto uns diziam que era preciso fazer, ele fazia. As coisas apareciam feitas. E quantas vezes se cometia a injustiça de nem sequer se perguntar quem é que tinha sido que as fez. Mas todos sabiam. E o facto de se saber que havia um Tomé, acomodou-nos. 
Cada terra é o reflexo da vontade da sua gente e as colectividades expressam bem essa realidade. As colectividades serão mais dinâmicas quando as pessoas pensarem mais no colectivo do que em si mesmo. O Tomé era disso um excelente exemplo. Foi-o demais, há que dizê-lo. Para ele, o que importava era trabalhar em prol dos outros, sobretudo, em prol desta terra, S. João das Lampas. Quantas vezes ele se envergonhava perante o marasmo!? Quantas vezes ele espevitava os amigos para que S. João das Lampas fosse motivo de orgulho e não um mau exemplo em que todos se lamentam e ninguém avança. Não se lhe dizia que não, mas ninguém se entregava às causas como ele e era ele que tinha de se multiplicar para que se pensasse que toda a equipa trabalhou bem.
Sabia dar continuidade às coisas, colocando nelas um entusiasmo contagiante. Foi na Meia Maratona (sendo seu fundador), no Trilho, na Sociedade, na Marcha, na Festa da Srª da Saúde. E mais eventos houvera ele lá estaria.
Esta casa teve a sorte de o ter como sócio desde a sua adolescência e como director durante muitos e muitos anos, até ao fatídico 20 de Maio de 2017. Desde então ficou um tal vazio, que continua por preencher.

O Tomé era a simplicidade em pessoa; aquele amigo que todos queriam ter; aquele com quem sempre se podia contar; aquele que fazia o que era preciso ser feito; aquele que achava que só cumpria a sua obrigação. Tudo de forma desinteressada porque, para ele, o importante era que S. João das Lampas fosse uma boa referência, dando o mote das boas práticas.
Assolava-o uma preocupação, que dizia vezes sem conta e que acabou por levar consigo: “- é preciso trazer para esta casa a malta jovem porque se não, acaba tudo”. E nunca encontrámos a fórmula para convencer os jovens a vir e dizer-lhes que esta casa é para eles, para aquilo que eles entenderem que ela serve.
Tinha um grande defeito, o Tomé. Um enorme defeito: o de não pensar nele. Tudo estava primeiro que ele. E a nós, pesa-nos muito termos permitido que isso acontecesse. Por isso, todo o tributo que possamos prestar-lhe, em sua memória, será sempre pouco.
Terá algum propósito lembrar o que disse Saint –Exupéry:
Aqueles que passam por nós, não vão sós;
Não nos deixam sós.
Deixam um pouco de si;
Levam um pouco de nós.
Mas as pessoas como o Tomé deixam muito de si e levam muito de nós.

Muito obrigado a todos.
A Direcção.
S. João das Lampas 17 de Fevereiro de 2019

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