quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

ANA, Uma Mulher de Fibra (1926- 2019)





Já lá estás, minha Mãe, junto d’Aquele que toda a vida veneraste e que te indicou o caminho a seguir e que seguiste.

Tivesse Ele feito de ti o que bem entendeu, nunca Lhe viraste a cara. Fez-te sofrer anos e anos a fio. Oferecias-Lhe a outra face quando o entendimento das coisas te chamava à revolta. Mas, com a Fé que tinhas, perdoavas-Lhe e convencias-te que os açoites que te estavam reservados eram apenas a provação que te faria subir na consideração do Criador. Eis chegado o momento do Juízo. Eis chegado o momento de Lhe mostrares as credenciais que conquistaste enquanto estiveste connosco.

“Se ela não estiver com Ele é porque ninguém estará” – disse-me um amigo que veio despedir-se de ti. Senti-me confortado.

Também gostei das palavras do Padre Alberto Oliveira - e ficamos-lhe muito gratos por isso - quando, na homilia, evocou a tua doce memória.

Fica um profundo agradecimento meu e da minha família, a todos (e foram tantos!) aqueles que manifestaram as suas condolências, nesta hora dolorosa da despedida. Bem hajam.

Somos todos visitantes deste tempo, deste lugar. Estamos só de passagem. O nosso objectivo é observar, crescer, amar…; Depois, vamos para casa!” – diz um sábio provérbio aborígene numa interessante forma de ver o Mundo.

Finalmente em paz, minha Mãe.

5 comentários:

Maria Sem Frio Nem Casa disse...

Um abraço apertado Fernando!

JoaoLima disse...

Um grande abraço, amigo Fernando!

Anónimo disse...

Amigo
As nossas sentidas condolências, forte abraço da família Almeida.
António

André disse...

Uma corrida de fundo.
Grande abraço campeão.
ABeja

Isa disse...

Que descanse em paz.
Um grande beijinho Fernando