Pois é, meus amigos...Amanhã parto para Madrid, para participar, mais uma vez, na maior maratona ibérica.
Falarei dela e de como me portei nela, logo que possa.
A par dos deveres de cidadania, o intenso gosto pelo desporto pedestre. Sou um gajo que tem a mania do desporto e que desde os tempos do PREC pratica a Corrida, tendo feito uma incursão pelo Triatlo e que tem preferência pelas longas distâncias. Não corro nada de jeito, mas gosto disto, pronto... ...Ah, e escrevo de acordo com a grafia correCta.
Pois é, meus amigos...
Vesti-a poucas vezes, pois sabia que quanto mais a usasse, mais lavagens ela sofreria, menor seria a sua duração. Reservava-a para os momentos mais significativos. Orgulhosamente. Investi nela, muito afecto mas acabei por guardá-la numa gaveta, onde guardo outras que, nem de longe, se aproximam do valor que esta tem.
Naquele tempo, ao contrário dos dias que correm, poucas eram as provas que ofereciam t-shirts.
Estávamos em Dezembro de 1983 e eu tinha acabado de fazer a minha 1ª maratona. Era a Maratona Spiridon, realizada no Autódromo do Estoril (oito voltas e meia). Apostei forte nesta aventura de entrar no “mundo louco das grandes distâncias”, treinando com afinco, o que não me livrou do “estoiro” monumental que dei na 2ª parte. Depois de passar à meia na casa da 1,24 (!) (com as promissoras 2,48) tudo veio a descambar e até a reconfortante marca das 3h, em que acreditei nos últimos km, se “esfumou”. Mas daquela sensação final, indescritível, nunca mais me esqueci. Não sei a classificação que obtive, mas sei que fiz o tempo de 3,03,15, marca que nunca viria a superar, em trinta e tal vezes que repeti a distância.
Esta t-shirt castanha, com letras em relevo a branco, constitui o grande troféu da minha “carreira de maratonista” ou de “corredor de maratona”, se quiser ser mais modesto. E vai resistir às “limpezas” que, como todos os corredores, vou tendo que fazer ao “stock” acumulado.
