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sexta-feira, 23 de abril de 2010

33ª Maratona de Madrid

Pois é, meus amigos...
Amanhã parto para Madrid, para participar, mais uma vez, na maior maratona ibérica.
Falarei dela e de como me portei nela, logo que possa.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Spiridon




Pouco depois de postar esta "viagem no tempo", tive o privilégio de receber do Prof. Mário Machado, uma agradável mensagem sobre o tema e que constitui um testemunho fidedigno de quem viveu por dentro, as dificuldades das primeiras organizações de corridas no País. Com a sua permissão, partilho-a convosco :


Como é bom ver essa foto das primeiras T-shirts... Estávamos em 1983 e havia que lançar tudo pois o terreno estava virgem.

As letras em relevo aveludado foram feitas pelo sistema de flocagem e foi feito em França. Comprei tudo em França com a flocagem inclusive e depois as 400 T-shirts foram transportadas para Lisboa num TIR de um atleta amigo. As inscrições nessas épocas eram gratuítas e tive de chorar o preço com os franceses que francamente não compreendiam como é que se realizavam provas de estrada em Portugal sem inscrições pagas.

Obrigado pela recordação. No meu "arquivo" guardo uma T-shirt igual mas sem mangas (estilo singlet de competição) que usei em algumas provas no estrangeiro pois as letras Portugal chamavam sempre muitos emigrantes a incentivar-me nas Maratonas que fiz lá fora.

Outro detalhe que gostaria de partilhar. A tua primeira Maratona foi aquela que "deu" melhor tempo... Pois é as estatísticas dizem que isto é uma grande verdade para 31% dos Maratonistas mesmo que depois façam muitas maiS Maratonas. A razão não está tanto directamente relacionada com a preparação mas com a determinação e sobretudo o MEDO que regra geral os corredores têm ao fazer a primeira Maratona. Depois nas seguintes sentem-se mais confiantes e ou treinam menos ou aplicam andamentos que nada têm a ver com o seu nível atlético... Será este o teu caso?

Vai aquele abraço
Ciao,

Mário



Relativamente à minha prestação na maratona, concordo em absoluto com o que diz o Prof. Mário Machado : o medo da 1ª, obriga-nos a encarar a prova com um enorme respeito e preparamo-nos mais a sério. Depois de conhecermos a distância "abandalhamos" mais a preparação - pois já sabemos que aguentamos - e depois vê-se o "resultado". Mas continuo a dizer que, para mim, a satisfação de chegar, supera em muito a da marca obtida.
Quero agradecer ao Prof. que se tenha pronunciado sobre a questão e considero uma honra, que o seu testemunho possa figurar aqui no "cidadão".

A Primeira

Posted by Picasa


Vesti-a poucas vezes, pois sabia que quanto mais a usasse, mais lavagens ela sofreria, menor seria a sua duração. Reservava-a para os momentos mais significativos. Orgulhosamente. Investi nela, muito afecto mas acabei por guardá-la numa gaveta, onde guardo outras que, nem de longe, se aproximam do valor que esta tem.
Naquele tempo, ao contrário dos dias que correm, poucas eram as provas que ofereciam t-shirts.
Estávamos em Dezembro de 1983 e eu tinha acabado de fazer a minha 1ª maratona. Era a Maratona Spiridon, realizada no Autódromo do Estoril (oito voltas e meia). Apostei forte nesta aventura de entrar no “mundo louco das grandes distâncias”, treinando com afinco, o que não me livrou do “estoiro” monumental que dei na 2ª parte. Depois de passar à meia na casa da 1,24 (!) (com as promissoras 2,48) tudo veio a descambar e até a reconfortante marca das 3h, em que acreditei nos últimos km, se “esfumou”. Mas daquela sensação final, indescritível, nunca mais me esqueci. Não sei a classificação que obtive, mas sei que fiz o tempo de 3,03,15, marca que nunca viria a superar, em trinta e tal vezes que repeti a distância.
Esta t-shirt castanha, com letras em relevo a branco, constitui o grande troféu da minha “carreira de maratonista” ou de “corredor de maratona”, se quiser ser mais modesto. E vai resistir às “limpezas” que, como todos os corredores, vou tendo que fazer ao “stock” acumulado.



domingo, 18 de abril de 2010

Nem Corrida do Metro, Nem Corrida do Benfica, nem Corrida do Moinho da Maré.

Hoje “Corri para Caminhar”.

Depois da iniciativa do Limpar Portugal, decorrida no dia 20 de Março, o grupo em que eu tive o prazer de me integrar, propôs a realização de caminhadas, ao longo de trilhos que nos podem proporcionar paisagens bonitas, mas que só são acessíveis, para quem se dispõe a deixar longe os carros e se meta campos a dentro, percorrendo trilhos, subindo montes, descendo vales, cruzando riachos. E a 1ª dessas caminhadas estava agendada para hoje.

O dia amanheceu com cara de poucos amigos mas, combinado é combinado e, às nove da manhã, lá estava eu, junto à Praia da Samarra (local de chegada) com a carrinha da Junta de Freguesia de S. João das Lampas, que tinha aderido à iniciativa, para transportar os caminhantes à Praia do Magoito (local de partida). Deixei aí o pessoal e trouxe a carrinha para o Arneiro dos Marinheiros.Fui então correndo, ao encontro do grupo, usando um trajecto, o mais perpendicular possível, ao traçado dos caminheiros. Seriam cerca de 5,5 Km, o total do percurso ao longo das arribas. Quando me juntei a eles, já tinham passado a enseado do Giribete (Gilbeto, para alguns) e, com muito agrado, pus-me a passo, partilhando de um tipo de experiências que a corrida não dá tempo de sentir.

Eram 12 os participantes que, passo a passo, “redesenharam” o perfil da costa rochosa basáltica, que caracteriza o litoral sintrense. Pouco haverá para dizer sobre este excelente passeio, pois nada do que se diga retrata o que cada um sentiu durante as quase duas horas que ele durou.

Direi apenas que, nesta altura da Primavera, com a temperatura amena, (mesmo com a ameaça de chuva) com os campos verdes e salpicados pelo colorido das flores, quando a água ainda vai correndo nas ribeiras, é a altura ideal para este tipo de iniciativas. Chegados à Praia da Samarra, perspectivámos o próximo passeio e regressei a correr, até ao Arneiro. Foi assim esta manhã de Domingo, que me deixou fã destas coisas.

Ficam algumas fotos para tentar "convencer" mais gente a aderir ao próximo passeio pela zona, que decorrerá no início de Maio.






Prontos para a partida...




Ei-los que partem




O "contorno" perfeito (não é o que parece)






Apreciando as "virtudes" do pepino selvagem



descendo...




subindo...




escorregando...

"Pavimento escorregadio - e não sinalizado"
25% dos caminheiros "testaram-no" :1º Teresa;2º Júlio;3º António






E pronto. Objectivo à vista. Só falta descer



No regresso (já vinha só) , o campo florido...


...e a cascata

segunda-feira, 12 de abril de 2010

28 Corrida dos Sinos - uma curiosidade

Assim era o meu "carrilhão" em 2008

Ao visitar o site oficial da 28ª Corrida dos Sinos, na História da Prova, encontrei lá uma foto que me era familiar. Então não é que lá estava “o meu carrilhão”, que publiquei aqui no “cidadão” na edição do ano passado da Corrida dos Sinos?
Tinha, então, pegado na minha “colecção” e pu-la em cima do muro do quintal, para ver se os conseguia juntar numa única imagem. Saiu assim. Mas fico feliz por ter merecido o reparo da Organização. Quanto ao muro por pintar… olhem…não liguem ; (é mesmo relaxaria de quem se vai pôr a correr nos tempos livres que arranja e deixa as coisas de casa por fazer), mas, ao mesmo tempo, sempre dá um ar mais “Séc.XVIII” ao assunto, eheheh.
E se os sinos "deixaram" de ter som, que tenham, ao menos, côr.

28ª Corrida dos Sinos - Mafra




2010, o Ano do “Sino Amarelo”

A Corrida dos Sinos, é uma das clássicas em que marquei presença mais vezes. Faz parte do meu “histórico” de corredor de pelotão, pois é uma corrida bonita, bem organizada, tendo o seu ponto alto no 1º retorno junto à fachada principal do Convento (agora Palácio) de Mafra, que nos “transporta” ao Século XVIII. Uma obra do Magnânimo, relíquia do nosso património, que até faz esquecer que muitos passaram muito para a pôr de pé.
Mas deixemo-nos de “lamúrias” e falemos da Corrida.
Desta vez, até porque tenho feito “umas coisitas”, pensei em seguir um ritmo um bocadito mais forçado, para testar a minha condição, apontando para uma marca na casa de 1,10.
O “tiro” da partida que se ouviu foi o som de uma sineta, dando sentido ao nome da Prova que, por razões a que não tive acesso, deixou de ter os carrilhões do vetusto convento, repicando à passagem dos atletas, como dantes acontecia. Talvez uma “caturrice” de quem acha que o “sagrado” do som dos sinos não deva contribuir para o “profano” de um evento desportivo. Hei-de, um dia, procurar esclarecer este caso.
Depois de um aquecimento de cerca de 15’ em que tive o prazer de me reencontrar com muitos amigos, posicionei-me próximo da linha da frente, pois sabia que, partindo de trás, a parte inicial da corrida seria muito compacta e de difícil progressão. Rapidamente comecei a correr e cedo deu para ver que muitos, vindos de trás, levavam uma passada que até me fazia confusão.
Sabia que após o retorno dos 8 km, o percurso seria a subir, pelo que tinha de dosear bem o esforço para não claudicar. Tempo de passagem aos 5Km 22,30. Era bom, mas sabia que não iria ser possível aguentar muito tempo, pelo que refreei um pouco. 10Km: 45,50! Afinal o “pouco” foi “muito”, pois 10”/km nota-se bastante. Comecei a fazer contas : ora…se fizer a 5’/km, são mais 25’! 25+46 = 1,11. Vou ter de me pôr a pau e…reagir. Km a Km olhava para o relógio e parecia-me que estava a conseguir, tendo, inclusive, aumentado o ritmo nos 3 últimos km. Terminei com 1,09,38 (1,09,30 t.real).
Gostei da minha prestação, que me fez crer que posso andar um bocadinho mais depressa. Mas é só se treinar, bem entendido.

P.S - O meu tempo foi de 1,09 ( e não 1,39. Foi o Miguel que me chamou a atenção. Esse era o tempo que eu gostava de fazer à Meia,eheheh)

segunda-feira, 5 de abril de 2010

23º Grande Prémio de Constância


Faltavam vários, pois estava na hora da partida (foto de António Melro)





Subindo rio "abaixo" (foto de Isabel Almeida)

Constância é sedução. Desde a 1ª hora, que o seu fascínio me atrai. É irresistível o seu encanto, a sua história e tradição, o afã da sua gente para celebrar as festas da Páscoa e da Nª Srª da Boa Viagem. Constância, a “Vila Poema”, vale a pena.
E se eu já andava “de beicinho” por esta terra e pela sua corrida de 10Km, num percurso de ir e voltar, de rara beleza, na margem esquerda do Zêzere, passei a ter uma outra razão forte para não deixar de lá estar presente. Uma presença também simbólica, em solidariedade com a nossa amiga Ana Paula Pinto, do Blog Além Virtual, em homenagem à jovem Margarett, sua linda filha que, também ela, “ a fortuna não deixou durar muito”. Uma palavra de grande admiração pelo exemplo da Paula, para quem vai um grande beijinho.

Tinha pouca esperança de poder estar em Constância no passado Sábado, para participar no 23º Grande Prémio da Páscoa. Daí não me ter inscrito, pois não quis abusar do facilitismo que é dado pela Organização, proporcionando inscrições gratuitas, mesmo a quem não tem a certeza de estar presente.
Fui de boleia com o João Hébil e, lá chegado, enquanto conversava com um amigo, o João arranjou-me um dorsal, pelo que corri sob pseudónimo, sendo logo “avisado” que se tratava de um nome de um atleta de grandes marcas. Seu nome: “José Perfeito” do CALMA!
Claro que, com um nome destes (e ainda por cima os dorsais eram personalizados) me sentia um “figurão” numa Corrida que merecia mais respeito (mas não foi por mal) e dei comigo a “aparvalhar” :

Que “Perfeito” figurão
Em Constância correria
Se não fez a inscrição
Cada vez mais se sentia
Mais longe da “perfeição”. Ehehehe

Acabei com 45 minutos e 4 segundos e, como chovia, viemos directamente para o carro e, à “francesa”, viemos logo embora.
Deixo aqui um pedido de desculpas ao pessoal amigo com quem gostaria de ter confraternizado mais algum tempo, mas, desta vez não deu.
Quanto à organização da Prova, está de Parabéns. Não vi uma única falha (OK, não detectaram que o “Perfeito” era outro! ehehe) pelo que merece a nota máxima em todos os parâmetros e o “carimbo” de “PROVA RECOMENDADA”.