domingo, 10 de novembro de 2019

15ª Prova do Ano . 45ª Meia Maratona da Nazaré





Decidi-me apenas na véspera, por ter arranjado companhia para ir visitar a “veneranda” das Meias Maratonas. E lá fui com o meu amigo João Casquilho até à Nazaré, na esperança de conseguirmos uma inscrição de última hora. E conseguimos: eu para a Meia, ele para a Caminhada.
Um chuvisco chato, brindava-nos à nossa chegada e receávamos que se fosse agravando ao longo da prova. Mas não.
Fui para trás do pelotão e, quando soou o sinal da partida, pusemo-nos em movimento. Pouca gente! Se compararmos com os tempos áureos desta Prova, talvez um quinto dos participantes e começo, enquanto ia correndo, a pensar nas razões que poderão ter levado a este “desapego” dos atletas em relação à “Mãe das Meias”.:
Falta de divulgação ? – todos sabem que a MMN é pelo S. Martinho. Este ano, até a página do FB funcionou bem.
Muitas provas ? – é verdade que a dispersão ajuda pouco e, quando se deixa de ser a única para passar a ser uma das mais de cem meias maratonas, o fascínio que a distância poderia representar para muitos, encontrará equivalente com facilidade noutras paragens.
Fraca organização? – de forma alguma. A equipa organizativa mantém o seu núcleo desde os primórdios, continuando a evidenciar uma larga experiência, que se reflecte no figurino desta Prova.
Poucos prémios? – não me parece. Não sei os prémios que estavam reservados para os da frente, mas para a malta do pelotão, o saco final estava até acima da média, contendo o tradicional prato de louça, t-shirt, fruta, água e aquela broa de mel deliciosa da pastelaria Batel. E ainda uma medalha ( de uma madeira sintética, mas bonita).
Que raio será? Não sei. Talvez a simples tendência generalizada da redução dos números a que assistimos em quase todas as provas.
Tinha-me esquecido do relógio. Ainda bem, pois como não trazia qualquer objectivo, era escusado sentir-me pressionado com o andamento. Assim, fui calmamente, ao ritmo que me parecia mais confortável para a distância. No retorno, reparo que vinha a ultrapassar gente que me tinha passado quando ia para Famalicão. Lembrei-me do estado em que vinha quando, em muitas edições, passava pelos 18 ou 19 km!!! Agora sentia-me fresco e continuava a ganhar posições. Terminei quando o cronómetro da meta marcava 1,48,10. Foi-me atribuído o tempo de 1,47,59.Foi com este tempo que passei à Meia na Maratona do Porto. Todos os resultados aqui.
Durante o retorno estranhei muito só ter visto 3 ou 4 amigos destas andanças - e não é que fosse desatento . A uns ainda deu para cumprimentar, outros já só de relance como foi o caso de 2 colegas da Tranquilidade (um pareceu-me o Sena, o outro não sei). Vi o Mimoso,  Rangel, o Alex, o Luis Sousa e…pronto. Sei que o Nuno Cabeça também lá esteve mas não consegui vê-lo.  O que é feito desta gente que, tal como eu, ainda vêem a Nazaré como eu a vejo, com o cunho indestrutível e a mística da meia maratona original ? Meias Maratonas há muitas, mas Nazaré é só esta.
As provas complementares que têm sido introduzidas no programa, como combate à perda de atletas, embora seja uma medida a estimular, penso que precisa de readaptar a organização a essa nova realidade, para evitar atropelos à chegada. Com a Volta à Nazaré (10Km) e a Caminhada (6Km) que terminam no mesmo local, verifica-se que há um intervalo de tempo em que os atletas, sem querer, causam atropelos uns aos outros no momento da chegada. Trata-se de uma situação que, em minha opinião, deveria ser revista.
De resto, tudo bem. Continuarei a ser “devoto” da Nazaré, quer estejam presentes 4000, quer estejam 600.  Não será só a organização que carrega a responsabilidade de não acabar com esta  Prova. A nós cabe a responsabilidade de lhe dar corpo evitando que ela definhe e, com isso,  faça desanimar quem tanto tem feito por ela. E se nós não formos lá, ela não pode fazer-se.
Um grande abraço à malta da Nazaré e parabéns por enfrentarem todas as dificuldades que os tempos vos foram colocando, mantendo de pé a “Mãe das Meias”.



3 comentários:

Nuno Cabeça disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Nuno Cabeça disse...

Parabéns Fernando!
Também não o vi, e ia atento em Famalicão.
Que rápido post! O meu ainda vai demorar...
De facto é uma questão de culto e mísstica e de não deixar que desistam, as modas passam e os bons ficam. Não há nada a a pontar à organização, até dão muito mais que algumas que andam por aí, divulgação acho que a fazem.
Abraço,

JoaoLima disse...

Esta prova é mítica e é uma pena não ter, desde há uns anos, a moldura necessária.
Não a costumo perder mas o facto de ter feito uma Maratona na semana anterior, não permitiu a minha presença.
Um abraço